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Jerónimo de Sousa:”Portugal não está condenado ao atraso, nem o povo português está perante a inevitabilidade de uma vida pior. Portugal não é um país pobre, tem recursos naturais importantes, mas temos, sobretudo, a força imensa de milhões de trabalhadores e da nossa juventude para arrancar o país do atraso.”
Francisco Lopes fechou o ciclo de debates televisivos com Defensor Moura. Um debate que, no seguimento dos anteriores, permitiu a afirmação do carácter distintivo desta candidatura. Na defesa dos direitos dos trabalhadores, na aposta na produção nacional, no combate à especulação financeira e à escandalosa acumulação de lucros pelos grupos económicos e financeiros. Na exigência de outro rumo para Portugal, de uma política patriótica e de esquerda, de que o país tanto precisa.
Este foi o último de quatro debates nos quais, Francisco Lopes, coerente com os princípios e valores que presidem à sua candidatura, afirmou sem hesitações ou ambiguidades a sua posição contrária ao próximo orçamento de estado que tantos sacrifícios irá exigir ao povo português. Propôs o aproveitamento dos recursos nacionais, a defesa dos interesses de Portugal perante as exigências da União Europeia. Declarou a necessidade de dar meios para que a justiça seja eficaz, de dignificar o papel das forças armadas e a condição militar, de apoiar, e não destruir, o serviço nacional de saúde, a escola pública e a segurança social.
Debates que, sem desvalorizar o seu papel no esclarecimento e conhecimento que permitiu a muitos dos eleitores, provaram que teriam sido bem mais úteis se realizados mais cedo e com uma maior duração.
Debates que não esgotaram o necessário esclarecimento dos trabalhadores e da população quanto à importância de no próximo dia 23 de Janeiro darem o seu apoio e o seu voto a Francisco Lopes. Até porque o essencial da construção do resultado eleitoral não só ainda está por fazer, como será obra do papel e da intervenção do crescente número de apoiantes e activistas desta candidatura.
28/12/2010
Francisco Lopes: “As eleições presidenciais [...] são uma oportunidade para cada português se pronunciar sobre a situação do país e a sua própria vida. A minha candidatura aposta na produção nacional, na valorização do trabalho, dos trabalhadores, dos seus salários e dos seus direitos…”
Pulha – Pessoa sem carácter, bandalho; patife (Dicionário Ilustrado da Língua Portuguesa da Porto Editora).
1. Banco Português de Negócios (BPN). Em 2006 reportou resultados positivos 86 milhões de euros. Em 2007 o valor passou para 77 milhões. Mas a 30 de Outubro de 2008, os prejuízos ascendiam a 700 milhões de euros. Hoje, neste final de ano de 2010, já vamos em 4,8 mil milhões de euros.
Mas o regabofe não acaba aqui. O Orçamento para 2011 destina-lhes mais 400 milhões de euros. Fala-se num «aumento de capital» por parte do estado de 500 milhões. Economistas de vários quadrantes referem que ainda falta contabilizar 2 mil milhões de euros de «activos tóxicos» (forma enviesada de dizer que não valem nada, zero). Tudo somado temos cerca de 7,7 mil milhões de euros. Ou quase 5 por cento do PIB de Portugal! E não nos esqueçamos que a base de licitação do BPN é de 180 milhões de euros!!!
O Ministro das Finanças jura a pés juntos que, até agora, «não gastou dinheiro dos contribuintes». Longe de mim duvidar da palavra do ministro. Mas os 400 milhões que estão no orçamento para 2011 são dinheiro de quem? E, mais importante, donde vem todo este dinheiro? Ao que parece da Caixa Geral de Depósitos (CGD). O ministro pretende dar um rombo nas contas da CGD? Quando, onde e como, vão ser contabilizados estes valores obscenos? Quais os seus efeitos nos Orçamentos do Estado de 2012, 2013 e seguintes? Que novos «sacrifícios» vão ser pedidos? Leia o resto deste artigo »
Estou a escrever esta crónica à meia-noite de domingo para segunda-feira. Quando alguém ler isto, Artur Neves já estará de volta ao seu lugar na Câmara e à mesma borda da variante. Ali mesmo – em Tropeço. Ali, no mesmíssimo sítio, onde há um ror de anos, a variante tropeçou e, por lá, a deixaram.
Corro, assim, os olhos como garças pelo vasto vale e é daí que venho para vos dizer, comovido e desinteressadamente, que, por aqui, nada mexe. Isto é, o país stop continua stop, a autarquia continua envolta em nuvem de gás paralisante e a variante continua presa, ao seu décimo quilómetro, com cola-tudo. . . Ou seja, está tudo na mesma!
Pelo menos, tudo igual à semana em que Artur Neves apareceu a despedir-se pela televisão, com o perfil de um deus grego, rolando pela variante ao volante do seu VOLVO, em direcção à capital, ao mesmo tempo que brindava os jornalistas com um temeroso desabafo: «Vou a Lisboa e só regresso com a variante no bolso ou quando o governo voltar aqui para dar o dito por não dito aos Arouquenses». Leia o resto deste artigo »
Os tempos eram duros para José e Maria. A bolha imobiliária explodira. O desemprego aumentava entre trabalhadores da construção civil. Não havia trabalho, nem mesmo para um carpinteiro qualificado.
Os colonatos ainda estavam a ser construídos, financiados principalmente pelo dinheiro judeu da América, contribuições de especuladores de Wall Street e donos de antros de jogo.
“Bem”, pensou José, “temos algumas ovelhas e oliveiras e Maria cria galinhas”. Mas José preocupava-se, “queijo e azeitonas não chegam para alimentar um rapaz em crescimento. Maria vai dar à luz o nosso filho um dia destes”. Os seus sonhos profetizavam um rapaz robusto a trabalhar ao seu lado… multiplicando pães e peixes. Leia o resto deste artigo »
“Porque foi a terra abandonada e o que é a terra abandonada? Porque razão entre 1989 e 2009 desapareceram quase 300 mil explorações, 50% das existentes? Porque razão só nos últimos 10 anos a superfície agrícola recuou 450 mil hectares? [...] A primeira resposta é uma mudança radical e de fundo na política agrícola, que permita a sobrevivência das explorações familiares dos nossos campos. [... ] E a urgência [...] a urgência hoje é travar a falência, a ruína em curso de explorações agrícolas viáveis, como as do leite, com 50, 100 e mais vacas no Entre Douro e Minho e Beira Litoral.”
- Declaração conjunta do Partido Comunista da Irlanda e do Partido Comunista da Grã-Bretanha
O Partido Comunista da Irlanda e o Partido Comunista da Grã-Bretanha condenam a decisão da cimeira de 17 de Dezembro da UE de procurar emendar o Tratado Constitucional da União Europeia sem efectuar referendos nacionais. Isto representa um grosseiro desrespeito de qualquer forma de democracia e confirma o que disseram que aconteceria aqueles que se opuseram ao Tratado de Lisboa. Trata-se de uma nova erosão da democracia.
Esta emenda, a qual exige “estrita condicionalidade” para qualquer forma de salvamento, fortalecerá mais uma vez o carácter pró-monopólios e anti-democrático da UE. Ela autoriza a Comissão da UE a tomar controle directo da política económica e social de um estado membro e a utilizar esse poder para reduzir salários e pensões, tomar o controle da política fiscal e privatizar activos públicos. Leia o resto deste artigo »
O problema mais grave que o País enfrenta é o aumento continuado e rápido da divida ao estrangeiro. Entre 2005 e 2009, a Divida Externa Liquida aumentou em 78.085 milhões €, ou seja, em média 19.521 milhões €/ano, pois passou de 104.681 milhões € para 182.767 milhões € Em percentagem do PIB aumentou de 70,2% para 108,7%, portanto cresceu a um ritmo muito superior ao crescimento económico nacional.
Este aumento rápido e crescente da divida liquida do País ao estrangeiro é determinado pelo défice permanente e cada vez maior das relações de Portugal com outros países registada na Balança de Pagamentos Correntes. Só no período 2006-2009, o défice acumulado na Balança Corrente atingiu o impressionante valor de 76.450 milhões €. E a previsão para o período 2010- 2015, com a politica que o governo está a seguir, é que continuem os elevados défices (Segundo o FMI, o défice será igual a 10% do PIB em 2010; a 9,2% do PIB em 2011; e a 8,4% do PIB até 2015, o que dá uma média anual que deverá rondar os 17.000 milhões € por ano). Leia o resto deste artigo »
Este foi o terceiro dos debates entre candidatos à Presidência da República em que participou Francisco Lopes, o debate onde de forma mais clara se confrontam duas opções, dois rumos diferentes para o país:
O rumo de declínio e de retrocesso que Cavaco Silva (e a política de direita que apoia) impuseram ao longo de anos ao país hipotecando a vida presente e o futuro das novas gerações. E um outro rumo, patriótico e de esquerda, que abra um caminho de esperança num Portugal com futuro e dar corpo à aspiração de mudança e de uma vida melhor, que só a candidatura de Francisco Lopes está em condições de assegurar. Leia o resto deste artigo »
Francisco Lopes: “Pela minha parte, proponho-me [...] criar condições para uma mudança que permita o desenvolvimento, a justiça e o progresso social. Assumo o compromisso de ser a voz dos trabalhadores, do povo, das novas gerações e dos mais idosos, das mulheres, dos pequenos e médios empresários, de todos aqueles que são e fazem Portugal.”
1. Passados cerca de 2 meses sobre a introdução de portagens nestas vias essenciais para a circulação e desenvolvimento do Distrito de Aveiro, torna-se mais que evidente que esta medida do Governo PS/Sócrates, com a cumplicidade do PSD e do CDS, além de um roubo ao bolso dos utentes, está a provocar um autêntico caos na circulação das restantes estradas da região, nomeadamente na EN109 e EN1, com todos os prejuízos daí decorrentes: trânsito saturado, aumento exponencial da sinistralidade, encargos acrescidos para as próprias autarquias locais pelo maior desgaste a que estas vias ficam sujeitas e enfim um inferno completo para a qualidade de vida das populações.
2. Tudo isto foi oportuna e publicamente denunciado pela DORAV do PCP, alertando para as consequências gravíssimas que as portagens na A17, A25 e A29 representariam não só para a mobilidade dos cidadãos no Distrito mas inclusive para o tecido económico, para as pequenas e médias empresas, cada vez com mais dificuldades e constrangimentos e numa região com índices de desenvolvimento claramente abaixo da média nacional. Leia o resto deste artigo »
Novos telegramas publicados pelo El País revelam que o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros puseram condições para uso e sobrevoo da Base das Lajes para repatriar presos de Guatánamo, dias antes de Sócrates ser recebido por George W. Bush.
O embaixador dos EUA em Lisboa, Alfred Hoffman, enviou vários telegramas para Washington entre 2006 e 2007 em que fala da forma cautelosa como o Primeiro-Ministro, José Sócrates, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, autorizaram o uso da Base das Lajes, nos Açores, para voos e sobrevoos americanos provenientes da prisão de Guantánamo.
“Sócrates aceitou permitir o repatriamento, caso a caso, de combatentes inimigos de Guantánamo através da base aérea das Lajes”, sublinha o diplomata numa mensagem enviada em Setembro de 2007, uns dias antes do encontro na Casa Branca entre o Chefe do Governo português e o Presidente Bush.
“Foi uma decisão difícil por causa das constantes críticas dos meios de comunicação portugueses e de elementos esquerdistas do seu próprio partido devido à polémica sobre os voos da CIA”, acrescenta Hoffman, num telegrama filtrado pela Wikileaks e que acaba de ser publicado no site do El País.
O diplomata sublinha que a luz verde de Sócrates ao sobrevoo e uso das Lajes nunca foi tornada pública e que, face a isso, o Procurador-Geral da República “foi obrigado a analisar uma compilação de notícias da Imprensa facilitadas por um membro do Parlamento Europeu sobre as operações da CIA através de Portugal”. Leia o resto deste artigo »
O inicio dos debates na televisão deixou claro o posicionamento singular da candidatura de Francisco Lopes, o seu projecto patriótico e de esquerda, a sua vinculação aos direitos e aspirações dos trabalhadores e do povo a uma vida melhor.
Se dúvidas houvesse, este debate confirma a necessidade e importância que a contraposição de ideias, avaliações e propostas entre os candidatos às eleições presidenciais assume para o esclarecimento e formação da opinião.
Um debate que apesar do escasso tempo disponível permitiu uma primeira abordagem sobre os principais problemas e responsáveis pelas dificuldades que o país enfrenta. Um debate que evidenciou que só com um outro rumo na vida política nacional construído na ruptura e mudança com a política de direita pode assegurar as condições para assegurar o desenvolvimento económico, o progresso e justiça sociais, a soberania nacional. Leia o resto deste artigo »
WIKILEAKS merece protecção, não ameaças e ataques.
Em 1958 o jovem Rupert Murdoch, então proprietário e editor do jornal The News, de Adelaide, escreveu: “Na corrida entre o segredo e a verdade, parece inevitável que a venda sempre vença”.
A sua observação talvez reflicta o desmascaramento feito pelo seu pai, Keith Murdoch, de que tropas australianas estavam a ser sacrificadas inutilmente nas praias de Galipoli por comandantes britânicos incompetentes. Os britânicos tentaram calá-lo mas Keith Murdoch não foi silenciado e os seus esforços levaram ao término da desastrosa campanha de Galipoli.
Aproximadamente um século depois, WikiLeaks está também a publicar destemidamente factos que precisam ser tornados públicos.
Criei-me numa cidade rural em Queensland onde as pessoas falavam dos seus pensamentos directamente. Elas desconfiavam do governo como de algo que podia ser corrompido se não fosse vigiado cuidadosamente. Os dias negros de corrupção no governo de Queensland antes do inquérito Fitzgerald testemunham do que acontece quando políticos amordaçam os media que informam a verdade.
Estas coisas ficaram em mim. WikiLeaks foi criado em torno destes valores centrais. A ideia, concebida na Austrália, era utilizar tecnologias da Internet de novas maneiras a fim de relatar a verdade. Leia o resto deste artigo »
Não existe crescimento de emprego sem crescimento económico. E isto porque nenhuma empresa vai contratar mais trabalhadores, se o acréscimo de produção, que daí resulta, não conseguir vender. Não são alterações nas leis laborais que criam emprego. Tudo isto são verdades elementares que qualquer português, mesmo que não esteja familiarizado com os problemas da economia ou de gestão das empresas, facilmente compreende. No entanto, Sócrates e o resto do governo, assim como os “senhores” de Bruxelas e do FMI, e muitos “opinion makers” com acesso aos media em Portugal parecem que ainda não compreenderam. No passado, aquando da aprovação do Código do Trabalho de Bagão Félix em 2003, assim quando Vieira da Silva alterou, para pior, em 2009, algumas disposições daquele código, a justificação apresentada também foi que assim ir-se-ia aumentar a produtividade e a competitividade das empresas e criar mais emprego. Como a experiencia provou tudo isso era uma grande mentira. Leia o resto deste artigo »
Francisco Lopes, candidato a Presidente da República, debate com Fernando Nobre, na RTP 1 – 14.12.010
1. A aprovação do Orçamento Geral do Estado para 2011 (OE), concebido pelo PS e PSD e apadrinhado pelo Presidente da República, é mais um passo no caminho de retrocesso social do país. Este OE, melhor dizendo, as suas consequências, é mesmo o problema do país. É um documento feito a mando de quem de facto governa o país – os grandes interesses económicos.
2. E se dúvidas houvesse, a recente votação na Assembleia da República da proposta do PCP sobre a tributação da antecipação da distribuição dos dividendos de 2011 aos accionistas dos grandes grupos económicos mostra claramente que, afinal, PS, PSD e CDS, são capatazes dos senhores do dinheiro. É o governo dos ricos.
3. O “todos” da expressão – sacrifícios para todos, significa todos os que vivem do seu trabalho, das pensões e das prestações sociais. O caminho inevitável significa que, para a tríade PS, PSD e CDS, ungida pela presidência da república, cortes só nos rendimentos do trabalho, nas pensões e nas prestações sociais e nos (poucos) benefícios fiscais destes; aumento de receitas só nos impostos do trabalho e do consumo.
4. Alargar o esforço de “todos” a dividendos de accionistas, mais-valias, offshores e outro tipo de remunerações de accionistas e administradores dos grandes grupos económicos não pode ser – é mau para a economia, dizem-nos. O esforço patriótico destes príncipes do nosso tempo restringe-se à criação de fundações, à participação em bolsas de voluntariado e ao patrocínio caritativo, medida que melhora a imagem pessoal e empresarial e … possibilita o encaixe de mais alguns euros em benefícios fiscais. Leia o resto deste artigo »
Quatro cenários para o fim do século americano em 2025
Uma aterragem suave para a América daqui a 40 anos? É melhor não apostar. O desaparecimento dos Estados Unidos, enquanto superpotência global, pode chegar muito mais depressa do que se imagina. Se Washington está convencido que o fim do Século Americano será lá para 2040 ou 2050, uma avaliação mais realista das tendências internas e globais sugere que em 2025, apenas daqui a 15 anos, pode estar tudo acabado excepto a gritaria.
Apesar da aura de omnipotência que a maior parte dos impérios projecta, uma olhadela para a sua história devia lembrar-nos que eles são organismos frágeis. A sua ecologia de poder é tão frágil que, quando as coisas começam a correr mesmo mal, os impérios normalmente esboroam-se com uma rapidez impiedosa: um ano apenas para Portugal, dois anos para a União Soviética, oito anos para a França, 11 anos para os otomanos, 17 anos para a Grã-Bretanha e, com toda a probabilidade, 22 anos para os Estados Unidos, a contar do ano crucial de 2003.
Os futuros historiadores identificarão provavelmente a imprudente invasão do Iraque da administração Bush nesse ano como o início da queda da América. Mas, ao contrário do banho de sangue que marcou o fim de tantos impérios do passado, com cidades a arder e massacres de civis, este colapso imperial do século vinte e um pode ocorrer de modo relativamente calmo através dos rebentos invisíveis do colapso económico ou da guerra cibernética. Leia o resto deste artigo »
Concretizada com assinalável êxito a grande manifestação pela Paz, contra a NATO, a sua Cimeira, os seus objectivos, a sua existência e a participação nela de Portugal – tudo traduzido na expressiva exigência NATO fora de Portugal, Portugal fora da NATO; concretizada a histórica Greve Geral em que mais de três milhões de trabalhadores disseram «não» à política de direita e exigiram a mudança indispensável para a superação da grave situação económica e social existente – a perspectiva que se coloca aos trabalhadores e ao povo é a da continuação da luta, intensificando-a, alargando-a, dando-lhe mais força, com a consciência de que é esse o caminho que conduzirá à derrota dessa política e a um novo rumo para Portugal.
E esse objectivo será tanto mais depressa conseguido quanto melhor forem tidas em conta as potencialidades de luta evidenciadas pela Greve Geral, desde logo as que decorrem da adesão à greve, pela primeira vez, de milhares e milhares de jovens com contratos precários que, assim, vêm reforçar o movimento de massas e as lutas do futuro.
Mas há mais dados de consideração e análise imperativas, designadamente os que respeitam aos sinais de solidariedade com a Greve Geral e os seus objectivos manifestados por muitos milhares de outros trabalhadores, que só não participaram por medo das represálias – o que atesta bem o estado a que 34 anos de política de direita conduziram o nosso País, também em matéria de democracia política.
Aos militantes comunistas, para além da habitual intervenção visando o reforço da luta de massas, colocam-se-lhes outras relevantes tarefas, das quais emerge, como principal e prioritária, a campanha em torno da candidatura do camarada Francisco Lopes às eleições presidenciais. Leia o resto deste artigo »
No dia seguinte ao chumbo pelo PS, PSD e CDS da proposta do PCP na Assembleia da República que visava a tributação dos dividendos dos grupos económicos, cuja distribuição estes decidiram antecipar de 2011 para 2010 – roubando assim umas centenas de milhões de euros ao Estado –, surgiu com grande estrondo nos principais meios de comunicação social a notícia de que, nos Açores, os salários dos trabalhadores da administração pública regional não seriam alvo de cortes.
As reacções foram as que se esperavam. Na tentativa de fazer esquecer a vergonhosa recusa da proposta do PCP sobre a taxação dos dividendos e de recentrar o debate ideológico no corte nos salários, sucederam-se declarações durante toda a semana. Leia o resto deste artigo »
As ondas hertzianas americanas vibram com os berros de assassinos vocais que uivam pela cabeça de Julian Assange. Jonah Goldberg, colaborador da National Review, pede na sua coluna publicada numa rede de jornais: “Por que Assange não foi estrangulado no seu quarto de hotel anos atrás?” Sarah Palin quer que seja perseguido e trazido à justiça, dizendo: “Ele é um operacional anti-americano com sangue nas suas mãos”.
Assange pode sobreviver a estas ameaças teatrais. Uma questão mais difícil é como é que conseguirá arranjar-se nas mãos do governo estado-unidense, o qual está louco furioso. O procurador-geral, Eric Holder, anunciou que o Departamento da Justiça e o Pentágono conduzem “uma activa investigação criminal agora em curso” quanto à mais recente fuga de documentos publicados por Assange sob a Lei de Espionagem de Washington. Leia o resto deste artigo »
Está consumado aquilo que boas e caridosas almas ainda tinham esperança que um cisco de vergonha na cara impedisse: os deputados do PS, do PSD e do CDS chumbaram o projecto de lei do PCP para desmanchar e frustar a habilidade da PT e de outros grupos em anteciparem a distribuição dos dividendos de 2010 já para este ano, como forma de se furtarem às disposições fiscais contidas no Orçamento para 2011.
«No Natal vamos vê-los a falar dos pobrezinhos…»~
Disse há dias Cavaco Silva que “há palavras a mais na política portuguesa”! Foi desta forma veemente que o inquilino de Belém comentou o debate orçamental e as pressões dos banqueiros e dos (chamados) “mercados” para aprovar o Orçamento de 2011. Quem tanto repetiu essa ideia é, afinal, o primeiro a não seguir o dito. Em vez de ficar calado, Cavaco Silva não se coibiu de comentar as compensações salariais nos Açores, apesar de estar fora do País e de reconhecer não dispor de toda a informação. Para quem tanto disse que “há palavras a mais na política portuguesa” só lhe resta fazer “mea culpa” e reconhecer que é ele quem anda a falar demais e, por vezes, sem saber muito bem sobre que fala.
Como votei contra todos os cortes salariais, não me espanta que quem os defendeu e aprovou – PS, PSD, Cavaco Silva – venham agora ameaçar quem aprovou medidas parciais de compensação. Leia o resto deste artigo »
A greve geral, logo que foi marcada, provocou incómodos, azias e raivas a muita gente – gente que, como é o caso dos analistas de serviço, tratou logo de se precaver, anunciando a previsão do fracasso da greve.
Assim, escrevendo antes da greve o que lhes estava encomendado para depois dela, adiantaram serviço.
Porque as previsões destes analistas são sempre, eles o dizem, infalíveis – não por não falharem mas porque eles as proclamam infalíveis, bastando-lhes, depois, fechar os olhos à realidade e escrever o que vêem…
Quem se enganou redondamente nas previsões foram os que ergueram a greve geral: previam uma greve muito grande e, em vez disso, fizeram a maior greve geral de sempre.
Greve geral? Quem é que disse?…
Uma «analista», no Público, garante que na rua dela ninguém fez greve: «tudo funcionou: o café, o talho, o restaurante, a farmácia, a tabacaria e o quiosque». Leia o resto deste artigo »
A presente crise da dívida pública, na Grécia e noutros países da periferia da zona euro, ameaça a União Monetária Europeia como um todo. Todavia, o projecto da zona euro já penalizou, por sua vez, a Grécia e outros países periféricos durante a última década. A actual crise encontra as suas origens em dois motivos relacionados entre si: o enviesamento subjacente ao modelo de União Monetária adoptado e a crise financeira e económica de 2007-09.
A União Monetária limitou e removeu, respectivamente, o recurso aos instrumentos de política fiscal e monetária, obrigando a que o ajustamento dos desequilíbrios macroeconómicos fosse realizado através do mercado de trabalho. Na prossecução das políticas promovidas pela União Europeia, os países da zona euro sujeitaram-se ao ajustamento pelo menor denominador comum, assente na maior flexibilidade do mercado de trabalho, contenção salarial e promoção do trabalho em part-time. A competição nesta ofensiva contra o trabalho tem sido ganha pela Alemanha que, desde a reunificação, sujeitou os seus trabalhadores a uma forte compressão. A zona euro tornou-se uma área de persistentes excedentes externos alemães, financiados pelos défices externos dos países periféricos. A União Monetária traduziu-se numa política beggar-thyneighbour (empobrecimento do vizinho) da Alemanha em relação aos países da periferia, não sem que o “empobrecimento” tenha afectado primeiro os seus próprios trabalhadores. Leia o resto deste artigo »
Senhor Presidente,
Senhores Deputados,
O debate de hoje e a votação do projecto do PCP vai ser um teste a esta Assembleia da República e aos Deputados. Um teste para saber se há ainda um resto de independência do poder político face ao poder económico, ou se nem nesta cristalina questão da tributação da distribuição de dividendos de empresas como a PT, a capacidade de decisão política do Governo e de alguns partidos se encontra completamente capturada pelos grandes grupos económicos.
Durante as últimas semanas foram muitas as declarações de repúdio pela tentativa de fugir à tributação da PT e de outras empresas, incluindo, como foi já aqui referido, da parte do Primeiro-ministro e do Ministro das Finanças, para além de muitos deputados de várias bancadas.
Os argumentos que foram sendo avançados contra a aprovação deste projecto não têm qualquer fundamento.
Ao contrário da semana passada em relação à proposta do PCP de que fosse actualizada a taxa aplicável às mais-valias bolsistas, já não há acordo com o PSD que condicione o voto do PS. Leia o resto deste artigo »
Senhor Presidente
Senhores Deputados
Haja ou não haja crise em Portugal, viva ou não o País com a “ameaça dos mercados”, que os poderosos, os grandes grupos económicos e o sistema financeiro continuam sempre a invocar o interesse nacional para continuar pagar muito pouco ou quase nada dos impostos que poderiam e deveriam pagar.
Vamos hoje demonstrá-lo de novo com este agendamento potestativo.
Foram seis mil milhões de euros de mais-valias, seis mil milhões de euros de lucros obtidos pela PT no passado mês de Junho quando vendeu a sua participação na VIVO, doze anos depois de a ter comprado por pouco mais de mil milhões de euros. Um lucro fabuloso no maior negócio de sempre em Portugal, um dos maiores do mundo em 2010, não pagou até hoje um cêntimo sequer em impostos… Leia o resto deste artigo »
O Governo do PS, depois de acordar com o PSD um inconstitucional corte nos salários dos trabalhadores da Administração Pública e do Sector Empresarial do Estado (que o CDS também aceita), depois de utilizar a ADSE para favorecer os interesses privados na área da saúde como o demonstram os acordos feitos com o Hospital privado da Luz e do Lusíadas por imposição do Ministro das Finanças, não potenciando o sistema de saúde público antes o degradando, avança agora com medidas para a ADSE – sistema de saúde dos trabalhadores da Administração Pública – que perspectivam a sua destruição.
A pretexto da adaptação à contestada Lei dos Vínculos, Carreiras e Remunerações, o Governo pretende adoptar diferentes soluções que visam o esvaziamento da ADSE, o seu estrangulamento financeiro e a transferência para o sector privado dos cuidados de saúde dos trabalhadores com remunerações mais elevadas. Leia o resto deste artigo »
O Comité Central do PCP analisou a situação económica e social, as graves consequências para o país, para os trabalhadores e para o povo da aprovação do Orçamento do Estado, valorizou o extraordinário êxito da greve geral de 24 de Novembro e avaliou o andamento da campanha da candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República. O Comité Central debateu e aprovou ainda as principais direcções de trabalho com vista à comemoração do 90º aniversário do PCP.
1. Orçamento do Estado, mais sacrifícios para os trabalhadores, o povo e o país
2. Greve Geral – mais de 3 milhões de trabalhadores garantem um êxito extraordinário
3. A crise do capitalismo, a ofensiva militar e a resistência dos povos
4. Uma candidatura patriótica e de esquerda
5. PCP – uma intensa acção em defesa dos trabalhadores e do povo
6. PCP – 90 anos de luta pela liberdade, pela democracia e pelo socialismo.





