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Na Grécia, as pessoas mantêm a mobilização depois de nove grandes greves desde Fevereiro de 2010. O Governo grego às ordens da troica FMI-CE-BCE, culpado de falta de assistência à população em perigo, organiza o saque do país em benefício do grande capital. Artigo de Jérôme Duval do CADTM.

Enquanto o desemprego continua a subir depois de ter passado de 9,7% para 12,9% da população activa entre o 3º trimestre de 2009 e o 3º trimestre de 2010 |1|(cerca de 34% dos menores de 25 anos estão desempregados), o povo continua a mobilização contra os planos de austeridade de orientação ultraliberal e conformes ao “consenso” de Washington.

Essa política promovida pela troica – Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE) – em troca de ajuda financeira para fazer face ao pagamento da dívida pública é digna daquela que levou a Argentina, aluno modelo do FMI, a uma crise memorável em 2001. Os meios de comunicação dominantes escondem-nos o orçamento militar grego que não cessa de agravar o défice. No entanto, este é, proporcionalmente ao PIB, o mais significativo dos países membros da NATO depois dos Estados Unidos e representou 4% do PIB em 2009. Será que os traficantes de armas proprietários de impérios mediáticos, como Dassault ou Lagardère, não querem comprometer um mercado lucrativo? Leia o resto deste artigo »

A Irlanda não é a Islândia!

A Grécia não é a Irlanda!

Portugal não é a Grécia!

Espanha não é Portugal!

Itália não é Espanha!

in “5 dias.net” a 24 de Março

Será que vamos ter a Comunicação Social a correr do Rato para a Lapa, apostada apenas em cobrir a farsa de uma retórica a duas vozes igualmente responsável pela situação do país? Será que vão repetir o ensaiado nas presidenciais, com a cobertura milimétrica da “ida ao quarto de banho” de duas candidaturas protegidas e o esquecimento ou o tratamento discriminatório e preconceituoso de quem apresenta ideias diferentes para o país?

Será que vamos ter sondagens totalmente incompetentes, (como as da Marktest que, oito dias antes das presidenciais, “dava” 65% a Cavaco a partir de respostas concretas de 98 pessoas…), a divulgarem os resultados eleitorais que convém aos dois partidos responsáveis pela situação? Leia o resto deste artigo »

Permitam-me, no encerramento deste debate, começar com duas saudações.

Em primeiro lugar, a todos os intervenientes. Na globalidade, as suas intervenções encerram no seu conteúdo quatro princípios que para os comunistas portugueses são fundamentais: qualidade e rigor na análise concreta e teórica da realidade; profunda ligação à vida e a essa mesma realidade; compromisso de classe com os direitos, a democracia, a solidariedade e o progresso social; e, por último, profunda convicção de que no movimento das sociedades não existem nem caminhos únicos nem inevitabilidades.

Em segundo lugar, aos deputados e representantes de partidos comunistas e progressistas que acederam ao nosso convite para participarem neste debate. Deputados e forças com que temos tido experiências positivas de trabalho e cooperação no seio do Grupo Unitário da Esquerda /Esquerda Verde Nórdica, dando expressão concreta à ideia de que existe uma alternativa real às políticas neoliberais e militaristas da União Europeia, que os desenvolvimentos exigem uma redobrada determinação na possibilidade de uma outra Europa dos trabalhadores e dos povos e na necessidade da concretização do objectivo da criação de novas sociedades, de justiça e de progresso social.

Agradecendo a vossa presença expressamos-vos a nossa profunda solidariedade para com as importantes lutas que em cada um dos vossos países estão a travar. Lutas que são a outra face do embate de classes que se agudiza no continente europeu, a face da esperança e da confiança na força dos trabalhadores e dos povos e na sua luta. Ao fazê-lo, queremos igualmente reiterar-vos a determinação do PCP em continuar a agir no seio do nosso Grupo no Parlamento Europeu defendendo e reafirmando a sua natureza e bases fundamentais: o seu valioso património de luta, de resistência e de proposta e o seu carácter de cooperação efectiva direccionada para a acção, dando voz no Parlamento Europeu às lutas dos trabalhadores e dos povos – os únicos a quem devemos obediência e prestação de contas e que nunca abandonaremos.

O nosso debate realiza-se num momento especialmente delicado e importante da situação económica, social e política em Portugal. Um momento demonstrativo do quão fundas e negativas podem ser as consequências de duas expressões simultâneas (nacional e supranacional) de uma mesma linha e opção política e ideológica: o capitalismo e a sua expressão actual na Europa consubstanciada no projecto de União Europeia, por um lado, e três décadas de contra-revolução e de restauração monopolista em Portugal, por outro. Leia o resto deste artigo »

 

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