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Rio de Frades, uma das quatro povoações da freguesia de Cabreiros, é um lugar dúplice: a aldeia serrana, de xisto, suspensa num apertado patamar a meio da escarpa, com algumas centenas de anos na pele e, mais abaixo, ao longo do ribeiro, o couto mineiro do século passado. Na contagem de população de 1527 não há registo de população no lugar; até ao início da exploração do volfrâmio os habitantes amanhavam a terra com a própria carne, depois rasgaram as entranhas das encostas, romperam galerias, em busca de filões que, aqui, dormiam o sono das pedras, ligeiramente inclinados para poente. Nessa altura, entre mineiros e “pilhas”, eram, dizem os antigos, milhares, até estrangeiros. Hoje a gente rareia, o lugar envelhece prematuramente, como um girino antes de chegar a rã, a meio de uma inesperada metamorfose. Leia o resto deste artigo »
Covêlo de Paivó é uma aldeia escondida num cotovelo do rio Paivó, um dos afluentes do rio Paiva, e dá o nome à mais recente, e uma das mais remotas, freguesia do concelho de Arouca. Esta freguesia começou por pertencer ao concelho de Lafões, depois integrou o concelho de Sul, mais tarde fez parte do concelho de S. Pedro do Sul e, em 1917, passou para o concelho de Arouca.
Covêlo de Paivó é uma aldeia serrana, cuja fundação remonta a tempos de antanho e se perde nas brumas do esquecimento. As suas gentes, ignoradas e abandonadas, salvo momentos episódicos, pelo poder, tanto na monarquia como na república, desceram o rio e correram mundo (os que restam vão pisando os mesmos caminhos) em busca de melhor fado. Não admira, se até para aprender as primeiras letras, ir à missa ou ao médico, é preciso por o pé à estrada. Leia o resto deste artigo »
A meio da encosta, a menos íngreme, do estreito vale que antecede a foz do rio Paivó, sobre a espraiada margem direita do rio Paiva, há uma antiga e pequena aldeia de xisto, a Paradinha.
Olhando em redor percebe-se quão determinada seria a gente que por aqui viveu ao longo dos tempos. A terra arável é escassa e dura: nas proximidades do rio, leiras estreitas roubadas ao flanco rochoso da montanha, adubadas com o suor de homens e bestas. E deste chão fino, inclinado, brotava pão, azeite, linho, carne. O rio era uma despensa fiel e não negava peixe. O monte providenciava o mel e a cera. Leia o resto deste artigo »
Vindo da vila de Arouca, de carro, ao chegar a Regoufe, antes da aldeia antiga, a paisagem desconstrói-se. Qualquer coisa (o quê? Quem?) parece ter mastigado a vida que houvera naquela suave cova da montanha. Ruínas decrépitas, de uma tristeza pungente, rodeadas por montes de pedaços de pedra que parecem mover-se, lentamente. Restos de pedra triturada, pedaços de maquinaria enferrujados, edifícios destruídos, a cair por terra. A magra e amarga manhã seguinte, depois de um breve e ilusório lampejo de progresso provocado pela exploração mineira, durante o período entre as duas grandes guerras do século passado. Só de uma mina, a da Poça da Cadela, durante a 2ª Guerra, extraíram-se cerca de meio milhão de toneladas de volfrâmio e estanho. Leia o resto deste artigo »
No cume do monte homónimo, com o vale de Arouca a seus pés, sobranceiro à vila, de onde se avistam as serras das cercanias e se advinham os sinuosos percursos de rios, ribeiros e riachos, reina esta singular ermida desde, crê-se, o século XVI. Leia o resto deste artigo »
O Calvário de Arouca foi classificado, por decreto, como Imóvel de Interesse Público em 1960. Procurando no vasto, e franqueado, armazém digital da rede internacional (vulgo internet) deparamos com datas e decretos díspares.
A Norte do centro histórico da vila de Arouca, sobre um penedo de granito, um conjunto de objectos (cruzes, um púlpito e umas “alminhas”), esculpidos na mesma rocha, protegidos, no topo, por um muro tosco (de igual pedra), sob o olhar apaziguador de um sobreiro centenário, existe o Calvário de Arouca. A julgar pelas inscrições da cruz central e do púlpito (1627 e 1643, respectivamente), aí tem permanecido desde os alvores do século XVII. Leia o resto deste artigo »
Não obstante o actual edifício do Mosteiro de S. Pedro e S. Paulo ter origem nos séculos XVII e XVIII, ter sido alvo de vários restauros desde então, o último dos quais já no início do século XXI, a sua fundação antecede a nacionalidade.
O arquitecto maltês Carlos Gimac, considerado o melhor do reino, à época, foi o responsável pelo projecto de construção da igreja e do coro, auxiliado por artistas de nomeada que deram forma ao cadeiral e talha dourada da sala do coro, Mestres António Gomes e Filipe dos Santos, além de Luís Vieira da Cruz, talha dourada da igreja, Diogo Teixeira e Miguel Francisco da Silva, entre outros, todos eles contribuindo para uma funcionalidade quase perfeita, aliada à sumptuosa decoração. Leia o resto deste artigo »







