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No último mês foram várias as contradições significativas registadas no discurso governamental.
Ainda em Março o Governo sublinhava e garantia que não seriam necessárias medidas adicionais de austeridade. Mas logo em Abril elas começaram a ser anunciadas. Primeiro foi o “lapso” sobre a reposição dos subsídios de férias e natal, que já não será ao fim de dois anos mas quando (e se) puder ser. A seguir, a clandestina decisão de impedir as reformas antecipadas e a redução do subsídio de doença. Com a alegação de que a sustentabilidade financeira da Segurança Social estaria em risco a curto ou médio prazo, quando no relatório orçamental se garantiam saldos positivos do subsistema previdencial até ao início da década de 30 e, com o recurso ao fundo de equilíbrio financeiro, a sustentabilidade estaria assegurada pelo menos até 2050.
A 12 de Março, o primeiro-ministro garantia aos suecos que Portugal regressaria aos mercados de dívida em Setembro de 2013, “é isso que vai acontecer”. Mas a 4 de Abril dizia aos alemães não saber se Portugal regressaria aos mercados nessa altura, mas que não haverá problemas porque “o FMI e a UE manterão a ajuda a Portugal”.
O passado fim-de-semana foi marcado por essa «grande» iniciativa chamada «Congresso do PSD». E sejamos justos, foi uma iniciativa coroada de sucesso. É que o que ali se passou foi acima de tudo uma bem montada sessão de propaganda do Governo, do PSD e de entronização do seu líder, que contou com a colaboração, até à exaustão, da comunicação social dominante e claro dos ditos «delegados» ao Congresso, cujo «bom comportamento» é directamente proporcional às ambições carreiristas.
Aliás, se dúvidas houvesse sobre o que foi aquilo, elas ficaram dissipadas quando Passos Coelho subiu ao palco para dizer aos figurantes – perdão, delegados – que não tinham percebido bem a proposta da JSD (que os ditos delegados tinham acabado de votar a favor) de retirar ao Congresso a competência de eleger os órgãos nacionais do PSD. A votação foi repetida porque Passos assim o quis e de seguida já todos votaram «bem». E porquê? Porque o «chefe» utilizou um argumento demolidor: se essa proposta fosse aprovada esvaziaria por completo os congressos. Ou seja, os delegados do PSD não só aceitam que se lhes diga que não percebem nada do que lêem (se é que leram) como estão de acordo que um Congresso do PSD só serve para eleger os «chefes» e não para discutir e definir políticas.
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Aí temos a política de Pedro Passos Coelho e dos seus “Chicago Boys” várias décadas atrasados na História. Como lhe chamou Jerónimo, trata-se de «vinho velho e azedo em casco novo».
Ao lado deste texto, duas fotografias captadas pelo flash da máquina de Carlos Pinho, dialogam sobre os valores da vida humana, do meio ambiente e da religião.
Ambas nos mostram a velha capelinha de Ponte de Telhe.
Confuso? Na justa medida. É que, nas duas fotografias, a velha capelinha está e não está.
Numa imagem, um enorme guindaste fixa-se apenas a uma pisada deixada no chão, dando ares de autor da obra que colocou fim à existência da antiga capela naquele lugar: o aparecimento de mais irmãos reclama a construção de uma nova igreja. Mais moderna, com mais lugares. Daí que a antiquíssima capela fosse abaixo sob a égide de todos os poderes temporais e fabriqueiros.
Na outra imagem, apenas o entulho da capelinha, entretanto transladada para outro lugar. De cima abaixo, aí a temos, disposta em cascata por uma encosta, a que só o rio Paivô consegue travar o passo.
As duas fotografias podem ser olhadas como ilustração de um manual sobre danos e más práticas ambientais no Arouca Geopark, mas não dispensam um juízo moral, o pai de todas as lendas.
Daqui a um século, um novo Herculano escreverá certamente a lenda da capelinha de Ponte de Telhe. Leia o resto deste artigo »
ESTE CURIOSO 4 ou 5 EM 1 ILUSTRA BEM A APOSTA DESTE GOVERNO NESTAS MATÉRIAS
Com um impressionante currículo era inevitável que mais tarde ou mais cedo lhe entregassem as pastas do Ambiente, da Agricultura e do Ordenamento do Território de Portugal…
- Votos de um bom trabalho Sra. Ministra!, designadamente nos domínios do Ordenamento do Território, do Ambiente, do Mar, das Energias Renováveis, da Agricultura e das Pescas.
Ver também: Percurso Político – ”Para Paulo Portas sou a pessoa mais centrista do CDS“ (a imagem fala por si).
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CURRICULUM VITAE
2006
Maria de Assunção Oliveira Cristas Machado da Graça nasceu em Luanda, a 28 de Setembro de 1974, é casada e mãe de 3 filhos.
Situação professional actual Leia o resto deste artigo »
Ao cognome de pai da política de direita, Mário Soares junta um rol infindável de epítetos da mesma família.
E o facto de, sendo ele o maior inimigo da democracia de Abril, lograr fazer-se passar por «pai da democracia», faz com que lhe assente como uma luva o título de rei dos embusteiros.
Curiosamente, à medida que a idade lhe vai pesando – e à semelhança do criminoso que volta ao local do crime para apreciar a obra feita - ele desdobra-se em revelações sobre as suas actividades ocultas, desnudando-se e expondo as vergonhas, das quais, babado, se orgulha. Leia o resto deste artigo »




