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Passado um ano sobre a eleição de Cavaco Silva como Presidente da República para um segundo mandato, o País está mais pobre, mais dependente e menos soberano. O povo português vive um dramático agravamento das condições de vida, o desemprego e a precariedade atingem taxas nunca vistas desde o fascismo, aumentam a miséria, as desigualdades e as injustiças sociais. O aparelho produtivo nacional continua a ser destruído, verifica-se uma profunda recessão económica e Portugal vê comprometido o seu presente e futuro.
O mandato de Cavaco Silva tem-se pautado, como antes fizera com o Governo PS, pelo apoio e cumplicidade com a política do Governo do PSD-CDS-PP, que tem significado uma profunda regressão social e económica do país.
Podendo intervir através dos instrumentos ao seu dispor para impedir o rumo de desastre e abdicação nacional, Cavaco Silva tem optado por não o fazer, mesmo quando isso significa a prática sistemática de desrespeito pela Constituição da República Portuguesa, que jurou defender, cumprir e fazer cumprir.
Este é mais um mandato, à semelhança do anterior, em que o Presidente da República intervém beneficiando os grupos económicos e financeiros, contra os trabalhadores, o povo e o País. Cavaco Silva dá assim continuidade a um percurso que o torna num dos principais responsáveis pela situação a que o País chegou.
Neste último ano, sete aspectos se destacam entre muitos outros que caracterizam a sua prática.
Primeiro. O seu discurso de tomada de posse com um conteúdo demagógico, populista e retrógrado profundamente vinculado à política de direita das últimas décadas que é responsável pela grave situação em que o País se encontra.
Segundo. As suas afirmações legitimadoras da guerra colonial e do colonialismo que assumiram um carácter claramente reaccionário e passadista.
A Comissão Concelhia de Arouca do PCP, em reunião de 29 de Janeiro, fez a análise das eleições presidenciais e da situação política e social do país e do concelho e perspectivou as iniciativas a desenvolver no primeiro trimestre de 2011. Das conclusões dessa reunião torna-se público o seguinte:
1. Como refere o Comunicado do Comité Central do PCP de 25 de Janeiro “ A campanha e os resultados das eleições presidenciais de 23 de Janeiro confirmam plenamente a importância da decisão do PCP de intervir com uma voz própria e autónoma no debate e esclarecimento sobre a situação do país e os seus responsáveis, o papel e poderes exigidos ao Presidente da República e a imperiosa necessidade de uma ruptura com a política de direita capaz de abrir caminho a um Portugal mais desenvolvido, justo e soberano”.
2. Num tempo em que a situação social e económica do país está em franca degradação com os sucessivos PECs, cozinhados entre PS, PSD e CDS e apadrinhados por Cavaco Silva – o de agora, o Orçamento de Estado para 2011, vai ainda cavar mais fundo as desigualdades e dificultar a vida de quem trabalha – mais de 300 000 portugueses (7,14%) estiveram em luta na campanha e no voto com a candidatura de Francisco Lopes e estarão na primeira linha nas lutas que aí vêm.
3. Apesar da reeleição de Cavaco Silva (52,94% dos votos expressos e 49,67% dos votantes) constituir mais um problema para o país e mais uma dificuldade ao necessário rumo alternativo que urge construir, há elementos desta eleição que não dão aos sectores da sociedade que apoiam a política de direita a força que necessitavam para a desfiguração, que eles pretendem, do Estado que ainda temos e que é, importa sublinhar, filho da Constituição de Abril.
4. Cavaco Silva mesmo recorrendo à utilização abusiva das suas funções institucionais, à dissimulação das suas responsabilidades nos problemas nacionais, beneficiando de sondagens generosas (todas bem acima do resultado eleitoral), dos descontentamentos contra a política do governo PS e de sectores do Partido Socialista que o preferiam ao candidato oficial do partido, teve 2 230 240 votos (23,16% dos eleitores), a mais baixa votação de sempre de um Presidente da República, longe dos 2 746 689 votos de 2006 e mesmo dos 2 595 131 votos de quando perdeu para Jorge Sampaio, em 1996.
5. Os resultados das eleições presidenciais, além de não darem à política de direita a cobertura que os sectores que a apoiam pretendiam, contêm, concomitantemente, sinais de repúdio pelo rumo político do país, como a elevada taxa de abstenção (1 041 118 votantes a menos que em 2006), os 191 167 (4,26%) votos em branco, os 86 545 (1,93%) votos nulos e as significativas votações dos candidatos Fernando Nobre e José Coelho.
6. Também em Arouca, na campanha e nos resultados, se verificou o que no quadro nacional foi visível. A candidatura de Francisco Lopes desenvolveu um conjunto diversificado de iniciativas na campanha (propaganda, uma sessão pública, duas distribuições na feira) e envolveu um conjunto de camaradas nas iniciativas locais, distritais e regionais. A este título foi também única, tanto na actividade concelhia, como no envolvimento nas iniciativas distritais e regionais.
7. Nos resultados, modestos, 2,03% e 214 votos, a candidatura de Francisco Lopes ficou acima da votação de António Abreu em 2001 e ligeiramente abaixo da de Jerónimo de Sousa em 2006. Quanto aos restantes candidatos, verificou-se também o que se verificou no país: Cavaco (75,77%) claramente distanciado de Manuel Alegre (10,16%), mas com menos votos que em 2006 (7990 contra 10481 em 2006); crescimento da abstenção (11051 votantes contra 13777 em 2006), do voto branco e do voto nulo (506 – 4,58% contra 146 – 1,1% em 2006); alguma expressão das votações de Fernando Nobre (7,90%) e de José Coelho (3,37%).
8. Estes elementos, apesar de constituírem demonstrações de indignação e protesto populares, são insuficientes para a construção de uma alternativa de políticas e de políticos para o nosso país. Para a construção dessa alternativa, os mais de 300 000 votos do projecto e da candidatura de Francisco Lopes, apesar de insuficientes, constituem um importante ponto de partida para as lutas de massas que em 2011 terão lugar.
9. A indignação e o protesto das populações e do povo, organizados no processo diversificado e intenso de luta, determinarão o rumo do país no futuro próximo. Do lado dos responsáveis pela situação a que chegamos – PS e PSD sob a bênção de Cavaco Silva – só se pode esperar a continuidade. As formulações convergência estratégica, cooperação estratégica ou magistratura activa nada valem no que ao essencial diz respeito.
10. Apenas dão forma a duas possibilidades, iguais na substância: Portugal com um PEC aplicado pelo governo de José Sócrates, ou então a criação de condições para a alternância dos actores governativos – troca do PS pelo PSD/CDS como aplicador do mesmíssimo PEC, ou de um outro ainda pior. Quanto ao azimute, estamos conversados – nada de novo, portanto. O que se oferece é a mesma banha da cobra, o que muda é o embrulho – Sócrates até 2013 ou então Coelho/Portas em 2012.
11. Neste quadro, o PCP coloca a questão no essencial – o que importa é inverter o rumo da degradação do rendimento disponível das famílias e dos direitos laborais, da dependência externa e do vampirismo dos grandes monopólios privados da finança, da energia, das telecomunicações, dos interesses privados que vivem à sombra do Estado. Por isso o PCP iniciará uma campanha em defesa da produção nacional, elemento fundamental da viragem da política económica do país e a única forma de diminuir as importações e aumentar as exportações.
12. O primeiro trimestre deste ano será também o tempo das comemorações dos 90 anos do PCP, dos 80 anos do jornal Avante, 70 de publicação ininterrupta. O reforço do partido (em militantes, em quadros, em actividade) é condição essencial para a elevação e alargamento da luta de massas e, consequentemente, para a construção da alternativa patriótica e de esquerda, o único caminho para o país sair do atoleiro em que o bloco central o colocou.
13. Por último fica a divulgação da próxima iniciativa do Partido no distrito de Aveiro com o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, uma Sessão Pública, no dia 19 de Fevereiro, (sábado), às 15h30, no Auditório do Centro de Congressos, em Aveiro.
A Comissão Concelhia
No passado dia 23 de Janeiro, mais de 300 mil portugueses fizeram ouvir a sua voz de protesto e de exigência de mudança, votando na minha, na nossa candidatura à Presidência da República. Um resultado construído numa ampla e combativa campanha de massas que percorreu o país de norte a sul, regiões autónomas e comunidades portuguesas no estrangeiro, que envolveu milhares de apoiantes e activistas, que utilizou todos os instrumentos disponíveis – incluído no sítio da candidatura na internet – para afirmar a necessidade de uma ruptura com a política de direita, uma política patriótica e de esquerda para o país.
Agradecendo a todos os que aqui participaram, deixo-vos não só a garantia de que continuarei a minha intervenção de sempre ao lado dos trabalhadores, do povo e do meu país, mas também um apelo para que intensifiquem a vossa acção e intervenção na vida nacional.
Contem com a nossa convicção, a nossa determinação, o nosso projecto, a nossa confiança nos trabalhadores, no povo e no País. Temos encontro marcado já amanhã e todos os dias que se seguem na luta que continua e se vai intensificar para vencer o declínio nacional e as injustiças sociais, para construir um Portugal com futuro, uma sociedade mais justa.
O Comité Central do Partido Comunista Português reuniu para analisar as eleições presidenciais, a situação política e os desenvolvimentos mais recentes do quadro económico e social do país, bem como aspectos da actividade e iniciativa política do Partido para os próximos meses.
No que se refere às eleições do passado Domingo, a campanha e os seus resultados confirmaram a importância da decisão do PCP de intervir com uma voz própria e autónoma nesta batalha eleitoral.
A candidatura de Francisco Lopes assumiu-se nestas eleições como a alternativa a Cavaco Silva e à politica de direita. Tendo como centro da sua intervenção a afirmação de um outro rumo para Portugal, Francisco Lopes inscreveu no debate eleitoral os problemas do país, a denúncia das políticas e dos responsáveis pela situação nacional e deu uma contribuição única e singular na introdução na campanha de questões cruciais como as da valorização dos trabalhadores e dos seus direitos, da produção nacional, da exigência da subordinação do poder económico ao poder político, da afirmação da soberania e independência nacionais. Leia o resto deste artigo »
A elevada abstenção nas eleições de ontem dá que pensar. E deveria obrigar muitos (quase todos) a reflectir sobre o rumo para onde alguns dos protagonistas da nossa vida política têm conduzido o país. O nível de abstenção atingido não se explica pelo “frio de rachar” que se fez sentir no país – como disseram Alegre e Cavaco – nem pelas dificuldades adicionais criadas pela utilização dos cartões de cidadão (situação, contudo, que mostra bem a forma irresponsável como o Governo tratou a questão).
As razões primeiras da abstenção são, no fundamental, outras. E quem tentar esconder-se por trás de razões incidentais para justificar tão alta abstenção estará somente a sacudir a água do capote das suas próprias responsabilidades.
As pessoas não votam porque estão descontentes e assim expressam a sua indignação por não verem resolvidos os problemas do país e perceberem que os sacrifícios pedidos são cada vez mais injustos face à opulência crescente dos mais poderosos. Leia o resto deste artigo »
(mais de 200 entradas)
1. Estas eleições confirmaram plenamente a justeza e importância da decisão do PCP de intervir com uma voz própria e autónoma no debate e esclarecimento sobre a situação do país e os seus responsáveis, sobre o papel e poderes exigidos ao Presidente da República e sobre a imperiosa necessidade de uma ruptura com a política de direita capaz de abrir caminho a um Portugal mais desenvolvido, justo e soberano.
Francisco Lopes assumiu-se nestas eleições como a candidatura alternativa a Cavaco Silva e à politica de direita com que está comprometido. Tendo como centro da sua intervenção a afirmação de um outro rumo para Portugal, Francisco Lopes inscreveu no debate eleitoral os problemas do país, a denúncia das politica e dos responsáveis pela situação nacional, os poderes e funções que seriam exigidos a um Presidente da República que respeite e faça respeitar a Constituição da República. Uma contribuição única e singular na introdução na campanha de questões cruciais como as da valorização dos trabalhadores e dos seus direitos, da produção nacional, da exigência da subordinação do poder económico ao poder político, da afirmação da soberania e independência nacionais.
A votação obtida por Francisco Lopes traduz o apoio de centenas de milhar de portugueses e constitui uma inequívoca afirmação de combatividade e de exigência de uma profunda mudança na vida nacional. Um apoio que contará mais do que qualquer outro para a necessária e imprescindível continuação da luta contra as injustiças e o processo de declínio nacional para o qual PS, PSD e Cavaco Silva têm arrastado o país.
Uma votação tão mais significativa quanto construída na base de uma empenhada intervenção e mobilização populares que, combatendo a resignação e o conformismo, vencendo silenciamentos e discriminações, trouxe a esta campanha um projecto de esperança e confiança nos trabalhadores, no povo e no país. Uma votação numa candidatura patriótica e de esquerda, liberta de qualquer comprometimento com a política de direita e com os grupos económicos que, como nenhuma outra, se assumiu como a candidatura dos trabalhadores, a candidatura vinculada aos valores e conquistas de Abril. Leia o resto deste artigo »
Em Guimarães, numa sala cheia, Francisco Lopes dirigiu-se a todos os portugueses dizendo que, no dia 23 de Janeiro, façam ouvir a sua voz, que levantem bem alto a sua voz pelo direito a uma vida digna, por um Portugal melhor, votando na minha, na nossa candidatura.
Votemos todos Francisco Lopes
Não deixem que vos calem!
Entusiasmo e grande confiança demonstrou o povo do Porto e do Minho no último dia de campanha, primeiro na arruada pela Rua de Santa Catarina, no Porto e depois no auditório da Universidade do Minho em Guimarães.
A arruada encheu de emoções fortes e de abraços e palavras de ânimo à passagem do candidato. Operários, jovens, reformados de ambos os géneros e de todas as idades acompanharam em festa Francisco Lopes, ladeado pelo Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e os eleitos ,dirigentes e representantes da CDU da região. Marcante e simbólica foi a participação de trabalhadores dos Bingos Olímpia e Brasília, há mais de 20 dias a viverem nos estabelecimentos que encerraram, sem carta de despedimento nem indemnização. Fizeram questão de demonstrar que estão com Francisco Lopes.
Em Guimarães, o auditório abarrotou de apoiantes que primeiro cantaram e deram um pezinho de dança popular portuguesa e não só com os Cantares da Terra. Depois de intervir a membro da Executiva da CGTP-IN, Deolinda Machado,
Jerónimo de Sousa salientou que este comício teve ainda mais força do que há cinco anos o seu, no Largo do Toural, considerando que Francisco Lopes é o candiat6o mais preparado para assumir o cargo de Presidente da República.
Numa igualmente muito aplaudida intervenção, o candidato explicou que, por ter repudiado o Orçamento de Estado, esta é a única candidatura alternativa, patriótica e de esquerda à política de direita, motivo que a faz dar mais força à luta que vai continuar, depois de dia 23, por uma ruptura que ponha Portugal num caminho de progresso e de justiça social.
Um candidato a presidente da República deverá reunir o máximo de saberes para bem exercer todos os poderes. O actual inquilino de Belém carrega um out-door de distinções que o tornam mais luzidio e aconchegado do que o Coelho madeirense, até porque este deambula no continente como campista e o sr. Silva dispõe, além do mais, de um Palácio à disposição, de um andar na Rua do Possolo e de uma moradia na Urbanização da Coelha. Que pena a Presidência da República não ser bicéfala: Salazar tinha um galinheiro em São Bento, agora justificar-se-ia uma coelheira em Belém. Este par de eleitores-eleitos fecharia, com chave de ouro, as Comemorações do Centenário da República. Na Galeria dos Retratos, as crianças das escolas sentir-se-iam menos condicionadas pela atmosfera da Residência Oficial: ao lado do hirto e grave presidente repousaria o hilariante vice-presidente. Como a Ordem Constitucional não foi previdente, tomarei outra opção. Ointegrado no salazarismo e timoneiro dos mercados não contará comigo no dia 23 de Janeiro de 2011 nem em qualquer dia do ano do séc. XXI. Como já não contou no séc. XX. Também nunca contei nem contarei com ele. Nem com o Costa dos Bancos Fantasma ou o Fantasia dos Off-Shores.Destacados intérpretes da Ópera As Mil & Uma Noites do Cavaquistão. Mas não faltam razões para os apreciadores deste libreto forçarem o bis. Pelo que me toca, Cavaco, ex-primeiro-ministro, passaria, dentro de dias, a ex-presidente da República. De facto, é preciso ter estômago para escolher um prato da casa seco e oco, que cheira a esturro dos interesses dos grandes, que se coloca acima dos partidos e das pessoas, que nunca se engana , cuja cara-metade é apresentada como cultora da Língua de Camões e da Cultura Lusófona, mas que não tem logrado êxitos de monta na esfera conjugal. Eis uma pérola do Atlântico de Aníbal António Cavaco Silva, num regresso ao estilo de Américo de Deus Rodrigues Tomás, numa tournée à Madeira, escusando-se a comentar a vida interna dos partidos, no caso, do PSD:
Nunca o fiz, não faço nem façarei. Leia o resto deste artigo »
Exmo. Sr. Director de Informação da SIC
Sem prejuízo de uma análise mais global à cobertura da SIC à candidatura de Francisco Lopes nestas eleições presidenciais, vimos por este meio manifestar o nosso protesto pela cobertura apresentada no Jornal da Noite de ontem, dia 18, onde não só se ignoraram as declarações do candidato durante o dia de campanha, como foi exibida em sua substituição uma peça inserida na rubrica “Campanha à margem” que se destinou a caricaturar os objectivos desta candidatura.
Ao contrário do que aconteceu com outras candidaturas, designadamente a de Cavaco Silva, a exibição pela SIC da rubrica “Campanha à margem” não anulou a existência de uma peça específica da campanha e das declarações desse candidato no respectivo dia. Leia o resto deste artigo »
A Marktest realizou de 14 a 16 de Janeiro uma sondagem para o Diário Económico e TSF para analisar as intenções de voto nas eleições presidenciais do próximo domingo. Os resultados desta sondagem, que dá a Cavaco Silva uma folgada vitória à primeira volta, têm sido amplamente divulgados durante o dia de hoje por toda a comunicação social e foram até objecto de debates e fóruns em estações de rádio e televisão.
Ora vejamos a ficha técnica da pretensa sondagem:
1. O universo é a população com mais de 18 anos e que habita em residências com telefone fixo;
2. A amostra é constituída por um total de 802 inquiridos e foi estratificada por 6 grandes regiões:
2.1. Grande Lisboa 156 inquiridos (19,5% do total);
2.2. Grande Porto 88 inquiridos (11,0% do total);
2.3. Litoral Norte 155 inquiridos (19,3% do total);
2.4. Interior Norte 181 inquiridos (22,6% do total);
2.5. Litoral Centro 129 inquiridos (16,1% do total);
2.6. Sul, mesmo incluindo a Península de Setúbal, 93 inquiridos (11,6% do total).
3. Do total dos inquiridos 802, responderam a este inquérito 22,6%, ou seja 181 inquiridos. Destes 35,6% responderam não sabe/não responde, isto é, só 116 responderam efectivamente a este inquérito e mesmo dentro destes ouve alguns indecisos que foram distribuídos proporcionalmente aos que declaram sentido de voto.
Vejamos agora qual é, de acordo com os últimos dados do INE, a distribuição da população portuguesa pelas 6 grandes regiões, em que este inquérito foi estratificado:
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Na Grande Lisboa, reside 20% da população, no Grande Porto 12,7%, no Litoral Norte 20,1%, no Interior Norte 11,9%, no Litoral Centro 15,7% e no Sul 19,6%.
Em conclusão: a Marktest tendo por base a resposta de 100 inquiridos, foi este o nº avançado na TSF pelo Sr. Luís Queirós director da Marktest, e uma amostra que atribui aos residentes do Interior Norte um peso correspondente a quase ¼ da população do país, quando efectivamente o seu peso é de pouco mais do que 1/10 e atribuindo aos residentes na região Sul um peso de pouco mais de 1/10, quando o seu peso é de quase 1/5, conseguiu chegar aos brilhantes resultados que esta sondagem apresenta.
Com um pouco mais de esforço e esta sondagem ignorava a vontade dos cerca de 2 milhões de portugueses que residem a sul do País e atribuía aos residentes no Interior Norte, sempre tão esquecidos, um peso determinante no direito de decidir o sentido de voto de todos os portugueses.
Aquilo a que hoje assistimos, pelas suas possíveis implicações no sentido de voto de muitos portugueses, é um verdadeiro caso de polícia, que deveria obrigar as entidades responsáveis pelo acompanhamento destas pretensas sondagens a pura e simplesmente investigar aquilo que sucedeu e actuar, por forma a impedir que este tipo descarado de manipulações possa continuar a ser feito. Como se já não bastasse o silenciamento e deturpação, vêm agora empresas de sondagens que são autênticos burlões, procurar confundir e condicionar o sentido de voto de milhares e milhares de portugueses.
Lisboa, 19 de Janeiro de 2011
O coro escandalizado e escarnecedor perante esta dupla de adjectivos merece ainda alguma reflexão. Ele exprime a convicção de que não é concebível um patriotismo de esquerda, ou de que um revolucionário não pode assumir-se como sendo uma coisa e outra. “O patriotismo é necessariamente de direita”. “Ser patriótico e de esquerda é uma contradição lógica”. Estas proposições surgem como tomadas de posição a priori, que ignoram os modos como as palavras ganham ou perdem sentidos no discurso e poupam em excesso na análise da situação concreta em que são ditas.
A candidatura de Francisco Lopes apresenta-se como uma candidatura patriótica e de esquerda. O sentido da palavra “patriótico” é determinado pela dupla de adjectivos em que está inserida, ou seja é determinado pelo facto de ser também “de esquerda”. Que consequências é que isso tem quanto ao sentido da palavra? Se existe tal coisa, o que é um patriotismo de esquerda? Leia o resto deste artigo »
O povo português enfrente, há demasiados anos, uma situação de agravamento das condições de vida, de aumento do desemprego e da precariedade, de falências e encerramento de empresas, de acentuação das injustiças e desigualdades, de incremento da dependência externa e perda de soberania.
Ao contrário do que alguns dizem a crise económica e social não resulta de qualquer inevitabilidade ou da incapacidade dos portugueses, antes de opções políticas ao serviço de uma minoria privilegiada.
Estes mais de 30 anos de política de direita destruiu capacidade produtiva, fábricas e campos, abateu navios e embarcações de pesca, arrancou árvores de fruto, acabou com culturas e empobreceu o interior, privatizou serviços e empresas estratégicas, serviu interesses financeiros e especulativos, recuperou e enriqueceu grupos económicos e financeiros.
Política de direita que garantiu a concentração e centralização capitalista através de um modelo de produção manufactureira de reduzido conteúdo tecnológico, de elevada e intensa utilização de mão-de-obra barata e pouco qualificada, no favorecimento dos sectores não transaccionáveis, nomeadamente na construção e imobiliário, sectores financeiros, energia e grande distribuição e na crescente financeirização da nossa economia.
Uma política económica característica de um país periférico e dependente que garante elevadas remunerações ao grande capital multinacional e transnacional. E que assumiu, no processo de integração económica e monetária da União Europeia, o papel de submissão de Portugal aos interesses do grande capital e do directório das grandes potências.
Os economistas apoiantes da candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República confiam no futuro do País e na força e capacidade criativa e produtiva do povo português.
Defendemos a necessidade de uma ruptura com o actual rumo de desastre nacional. Defendemos a exigência e a possibilidade de uma política alternativa, patriótica e de esquerda, vinculada aos valores de Abril, que responda às principais necessidades e desafios de desenvolvimento de Portugal, cumprindo e fazendo cumprir a Constituição da República.
As eleições presidenciais de Janeiro de 2011 são uma oportunidade e um momento decisivo no desenvolvimento da luta para uma profunda mudança na vida nacional que defenda o emprego, o aparelho produtivo, combata as injustiças e garanta a soberania e independência de Portugal.
Mais de seis mil pessoas encheram por completo o Campo Pequeno na maior iniciativa política de massas destas eleições, momento afirmativo para a candidatura em que os trabalhadores e o povo podem confiar, e no qual se expressou o caudal da mudança que, até ao dia 23, vai continuar a esclarecer e a mobilizar para o voto na única alternativa e para a luta que continua.
A força contagiante que durante a iniciativa se manifestou ruidosamente começou logo com a entrada no recinto do poderoso desfile da juventude, e continuou quando Cândido Mota, ao introduzir o comício, lembrou que «esta candidatura vai até onde o povo português quiser».
A ideia foi repegada por Jerónimo de Sousa. Perante uma moldura humana que considerou uma clara «expressão do êxito que constitui esta nossa candidatura, e do reconhecimento da sua importância no combate pela ruptura e pela mudança política tão imperiosa e necessária na sociedade portuguesa», o secretário-geral do PCP salientou que a campanha eleitoral mostra que a candidatura de Francisco Lopes «tem vindo em ascensão», consolidando a certeza de que «pode ir muito longe com o esforço empenhado de todos os seus apoiantes, de todos aqueles que a transformaram num grande espaço de unidade, dos que procuram os caminhos da mudança necessária para dar a volta à situação de crise e de declínio a que o País chegou». Leia o resto deste artigo »
Um mar de gente, encheu o Campo Pequeno em Lisboa na maior iniciativa de qualquer candidatura nestas eleições. Mais de 6000 pessoas participaram, com entusiasmo, alegria e determinação no comício deste Domingo em Lisboa, dando expressão ao seu apoio à candidatura de Francisco Lopes. O candidato fez um forte apelo à mobilização para o voto na nossa candidatura.
Semelhança entre os “dois” Cavacos? Nenhuma, a não ser a ânsia desmedida pelo poder e o comportamento típico de Pilatos.
Eu não sou presidente da República. Não fui eu quem chamou a Belém os “partidos da oposição” para viabilizarem um Orçamento com cortes injustos nos salários dos funcionários públicos. Não fui eu quem convocou o Conselho de Estado para mostrar ao País que era urgente aprovar um Orçamento que dispensa os mais ricos de pagarem a factura da crise. Que fique, pois, bem claro: não sou nem presidente nem candidato a presidente da República, não apadrinhei nem assinei esse Orçamento injusto para funcionários públicos e reformados. Pelo contrário: votei contra o dito, denunciei todas essas injustiças e até apontei alternativas. Leia o resto deste artigo »
Campanha eleitoral que se preze não pode dispensar pedras para atirar ao adversário e, muitas vezes, telhados de vidro. É assim, faz parte do jogo político, desde que as campanhas existem. Aqui e ali, o confronto resvala para o ataque pessoal ao opositor. Aqui e ali, discute-se o carácter. E logo aparece quem se indigne, exigindo “elevação” no debate, que por ser de natureza política não deve misturar-se com apreciações de carácter. Pois eu discordo em absoluto desta separação de águas. Nem concebo como podem separar-se.
O carácter não pode ficar de fora, na apreciação do perfil de um político. Antes de fazer a minha opção eleitoral, há informações que quero recolher sobre os candidatos – nesta ou noutra eleição – e informações que, de todo, não me interessam. Leia o resto deste artigo »
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Mais de duas centenas de pessoas encheram, sexta-feira, o Salão dos Bombeiros Voluntários de São João da Madeira, num comício marcado por uma forte participação de jovens, a quem Francisco Lopes apelou ao voto.
Elísio Santos, da Direcção Nacional da JCP, foi o primeiro a intervir num comício marcado por «alegria» e «confiança» numa candidatura «mais do que imprescindível neste momento que vivemos, uma situação económica e social de declínio nacional e injustiças para os mesmos, os que estudam e os que vivem do seu trabalho». «Esta candidatura aparece como uma lufada de ar fresco pelas opções que assume e pelos caminhos que propõe», salientou o jovem comunista, condenando os constantes ataques à escola pública, gratuita, de qualidade e democrata para todos, com o sufoco financeiro, a crescente elitização e privatização, de que o injusto sistema de propinas e o Processo de Bolonha são a causa mais catalisadora das desigualdades». Falou ainda do constante «ataque ao direito de trabalho com direitos, sendo que a precariedade atinge mais de 550 mil jovens, impedindo o mínimo de estabilidade numa realidade em que um em cada dois jovens com menos de 25 anos está nesta situação».
Antero Resende, do Partido Ecologista «Os Verdes», exigiu um «novo rumo para o País». «Precisamos de um novo timoneiro que é, sem dúvidas, Francisco Lopes, «um de nós, sangue do nosso sangue, que sente o que nós sentimos. A 23 de Janeiro vamos todos votar Francisco Lopes», frisou o ecologista.
Já Jorge Seabra, mandatário distrital da candidatura, lembrou que o País e o mundo vivem «uma gravíssima crise económica desencadeada pela especulação financeira que queimou enormes quantidades de dinheiro, numa época em que a capacidade de produção da riqueza atingiu patamares nunca antes alcançados». «Segundo a ONU, em 2010, e pela primeira vez na história da humanidade, a riqueza produzida poderia proporcionar uma vida sem fome e com conforto, a todos os habitantes do planeta. Contudo, em 2010, hipocritamente declarado pela União Europeia como o Ano Europeu Contra a Pobreza, aumentou impiedosamente o número de pobres, como consequência do aumento do desemprego, da baixa dos salários e de apoios sociais», denunciou, informando que «há alternativas», que «preciso outro caminho, e que essa mudança passa pela mudança do voto, dos que se sentem explorados e atraiçoados».
«Alternativa» que Francisco Lopes coloca a todo o povo português. «Estamos a suscitar o seu apoio e o seu voto nesta candidatura patriótica e de esquerda, dos trabalhadores, vinculada aos valores de Abril. Não é por terem votado no passado, neste ou naquele candidato, neste ou naquele partido, por terem esta ou aquela opção que, sendo trabalhadores, sendo jovens ou idosos, sendo empresários, a maioria do povo português, deixam de ser atingidos por esta política de direita», afirmou.
A Comissão Concelhia de Arouca de Apoio à Candidatura Presidencial de Francisco Lopes e a Direcção da Organização Regional de Aveiro do Partido Comunista Português organizaram no passado sábado, dia 8 de Janeiro de 2011, uma Sessão Pública no Auditório da Casa da Cultura de Arouca.
A iniciativa, que contou com um quarteirão de participantes, num formato de “À conversa com Sérgio Ribeiro”, revelou-se um singular momento de aprendizagem para todos os presentes, ou não fosse o principal conversador, Sérgio Ribeiro, um experiente português, com muitos anos de militância política, professor de economia, membro do Comité Central do PCP, com 11 anos na tarefa de eurodeputado, um homem sábio, se quisermos utilizar o clássico sentido do termo. Leia o resto deste artigo »
Comício de abertura da campanha eleitoral à presidência da República de Francisco Lopes, no Palácio de Cristal, no Porto.
Francisco Lopes é o candidato da unidade da esquerda para derrotar a política de direita, os seus vários representantes e para conduzir o país para a ruptura e a mudança, cada vez mais urgente, que liberte a Constituição de Abril e abra caminho para a reafirmação da soberania nacional, para o desenvolvimento e justiça social.
Que grandioso comício.
A vossa recepção a vossa alegria, o vosso entusiasmo dá força à nossa candidatura. Esta grande manifestação de apoio, esta enorme demonstração de confiança, este comício, é simultaneamente a afirmação de um compromisso de cada um e de todos, no empenho e na intervenção para a concretização dos nossos objectivos.
Que extraordinária forma de iniciar a campanha. A nossa candidatura, lançada há meses, percorreu todos os distritos do País, as regiões autónomas e contactou com as comunidades emigrantes no estrangeiro.
A nossa candidatura comprovou nestes meses que é um imperativo nacional, que é de facto a única alternativa que os trabalhadores e o povo português têm para afirmar, nestas eleições, a mudança indispensável ao País. Chegámos aqui com a confirmação inequívoca que a nossa candidatura representa de facto a alternativa que o povo e Portugal precisam. Leia o resto deste artigo »
Regressado tarde e a más horas – ou melhor: cedo e a boas horas – de Arouca, preparo-me para outra.
Não sem antes deixar duas palavras de tranquila satisfação pela reconfortante consciência de tarefa cumprida, pelo fundo sentimento de alegria que me dá conhecer novos camaradas que lutam em condições difíceis que todos conhecemos bem, pelo desejo e espera (tempo do verbo esperança!) de que a iniciativa tenha servido de estímulo para o muito trabalho que temos pela frente na luta que é a nossa, e de que a candidatura do camarada Francisco Lopes é um importante episódio, pela convicção que temos de que esta é a luta do nosso povo por um viver melhor, digno… humano, contra o que impede por egocentrismo, ausência de valores solidários, interesses egoístas que não olham a meios (e que muitos têm…).
Obrigado, camaradas do distrito de Aveiro.
Bom trabalho! Até já. Sempre.
Francisco Lopes fechou o ciclo de debates televisivos com Defensor Moura. Um debate que, no seguimento dos anteriores, permitiu a afirmação do carácter distintivo desta candidatura. Na defesa dos direitos dos trabalhadores, na aposta na produção nacional, no combate à especulação financeira e à escandalosa acumulação de lucros pelos grupos económicos e financeiros. Na exigência de outro rumo para Portugal, de uma política patriótica e de esquerda, de que o país tanto precisa.
Este foi o último de quatro debates nos quais, Francisco Lopes, coerente com os princípios e valores que presidem à sua candidatura, afirmou sem hesitações ou ambiguidades a sua posição contrária ao próximo orçamento de estado que tantos sacrifícios irá exigir ao povo português. Propôs o aproveitamento dos recursos nacionais, a defesa dos interesses de Portugal perante as exigências da União Europeia. Declarou a necessidade de dar meios para que a justiça seja eficaz, de dignificar o papel das forças armadas e a condição militar, de apoiar, e não destruir, o serviço nacional de saúde, a escola pública e a segurança social.
Debates que, sem desvalorizar o seu papel no esclarecimento e conhecimento que permitiu a muitos dos eleitores, provaram que teriam sido bem mais úteis se realizados mais cedo e com uma maior duração.
Debates que não esgotaram o necessário esclarecimento dos trabalhadores e da população quanto à importância de no próximo dia 23 de Janeiro darem o seu apoio e o seu voto a Francisco Lopes. Até porque o essencial da construção do resultado eleitoral não só ainda está por fazer, como será obra do papel e da intervenção do crescente número de apoiantes e activistas desta candidatura.
28/12/2010
Francisco Lopes: “As eleições presidenciais [...] são uma oportunidade para cada português se pronunciar sobre a situação do país e a sua própria vida. A minha candidatura aposta na produção nacional, na valorização do trabalho, dos trabalhadores, dos seus salários e dos seus direitos…”
Este foi o terceiro dos debates entre candidatos à Presidência da República em que participou Francisco Lopes, o debate onde de forma mais clara se confrontam duas opções, dois rumos diferentes para o país:
O rumo de declínio e de retrocesso que Cavaco Silva (e a política de direita que apoia) impuseram ao longo de anos ao país hipotecando a vida presente e o futuro das novas gerações. E um outro rumo, patriótico e de esquerda, que abra um caminho de esperança num Portugal com futuro e dar corpo à aspiração de mudança e de uma vida melhor, que só a candidatura de Francisco Lopes está em condições de assegurar. Leia o resto deste artigo »
Francisco Lopes: “Pela minha parte, proponho-me [...] criar condições para uma mudança que permita o desenvolvimento, a justiça e o progresso social. Assumo o compromisso de ser a voz dos trabalhadores, do povo, das novas gerações e dos mais idosos, das mulheres, dos pequenos e médios empresários, de todos aqueles que são e fazem Portugal.”
O inicio dos debates na televisão deixou claro o posicionamento singular da candidatura de Francisco Lopes, o seu projecto patriótico e de esquerda, a sua vinculação aos direitos e aspirações dos trabalhadores e do povo a uma vida melhor.
Se dúvidas houvesse, este debate confirma a necessidade e importância que a contraposição de ideias, avaliações e propostas entre os candidatos às eleições presidenciais assume para o esclarecimento e formação da opinião.
Um debate que apesar do escasso tempo disponível permitiu uma primeira abordagem sobre os principais problemas e responsáveis pelas dificuldades que o país enfrenta. Um debate que evidenciou que só com um outro rumo na vida política nacional construído na ruptura e mudança com a política de direita pode assegurar as condições para assegurar o desenvolvimento económico, o progresso e justiça sociais, a soberania nacional. Leia o resto deste artigo »
Francisco Lopes, candidato a Presidente da República, debate com Fernando Nobre, na RTP 1 – 14.12.010
1. A aprovação do Orçamento Geral do Estado para 2011 (OE), concebido pelo PS e PSD e apadrinhado pelo Presidente da República, é mais um passo no caminho de retrocesso social do país. Este OE, melhor dizendo, as suas consequências, é mesmo o problema do país. É um documento feito a mando de quem de facto governa o país – os grandes interesses económicos.
2. E se dúvidas houvesse, a recente votação na Assembleia da República da proposta do PCP sobre a tributação da antecipação da distribuição dos dividendos de 2011 aos accionistas dos grandes grupos económicos mostra claramente que, afinal, PS, PSD e CDS, são capatazes dos senhores do dinheiro. É o governo dos ricos.
3. O “todos” da expressão – sacrifícios para todos, significa todos os que vivem do seu trabalho, das pensões e das prestações sociais. O caminho inevitável significa que, para a tríade PS, PSD e CDS, ungida pela presidência da república, cortes só nos rendimentos do trabalho, nas pensões e nas prestações sociais e nos (poucos) benefícios fiscais destes; aumento de receitas só nos impostos do trabalho e do consumo.
4. Alargar o esforço de “todos” a dividendos de accionistas, mais-valias, offshores e outro tipo de remunerações de accionistas e administradores dos grandes grupos económicos não pode ser – é mau para a economia, dizem-nos. O esforço patriótico destes príncipes do nosso tempo restringe-se à criação de fundações, à participação em bolsas de voluntariado e ao patrocínio caritativo, medida que melhora a imagem pessoal e empresarial e … possibilita o encaixe de mais alguns euros em benefícios fiscais. Leia o resto deste artigo »
Concretizada com assinalável êxito a grande manifestação pela Paz, contra a NATO, a sua Cimeira, os seus objectivos, a sua existência e a participação nela de Portugal – tudo traduzido na expressiva exigência NATO fora de Portugal, Portugal fora da NATO; concretizada a histórica Greve Geral em que mais de três milhões de trabalhadores disseram «não» à política de direita e exigiram a mudança indispensável para a superação da grave situação económica e social existente – a perspectiva que se coloca aos trabalhadores e ao povo é a da continuação da luta, intensificando-a, alargando-a, dando-lhe mais força, com a consciência de que é esse o caminho que conduzirá à derrota dessa política e a um novo rumo para Portugal.
E esse objectivo será tanto mais depressa conseguido quanto melhor forem tidas em conta as potencialidades de luta evidenciadas pela Greve Geral, desde logo as que decorrem da adesão à greve, pela primeira vez, de milhares e milhares de jovens com contratos precários que, assim, vêm reforçar o movimento de massas e as lutas do futuro.
Mas há mais dados de consideração e análise imperativas, designadamente os que respeitam aos sinais de solidariedade com a Greve Geral e os seus objectivos manifestados por muitos milhares de outros trabalhadores, que só não participaram por medo das represálias – o que atesta bem o estado a que 34 anos de política de direita conduziram o nosso País, também em matéria de democracia política.
Aos militantes comunistas, para além da habitual intervenção visando o reforço da luta de massas, colocam-se-lhes outras relevantes tarefas, das quais emerge, como principal e prioritária, a campanha em torno da candidatura do camarada Francisco Lopes às eleições presidenciais. Leia o resto deste artigo »
Disse há dias Cavaco Silva que “há palavras a mais na política portuguesa”! Foi desta forma veemente que o inquilino de Belém comentou o debate orçamental e as pressões dos banqueiros e dos (chamados) “mercados” para aprovar o Orçamento de 2011. Quem tanto repetiu essa ideia é, afinal, o primeiro a não seguir o dito. Em vez de ficar calado, Cavaco Silva não se coibiu de comentar as compensações salariais nos Açores, apesar de estar fora do País e de reconhecer não dispor de toda a informação. Para quem tanto disse que “há palavras a mais na política portuguesa” só lhe resta fazer “mea culpa” e reconhecer que é ele quem anda a falar demais e, por vezes, sem saber muito bem sobre que fala.
Como votei contra todos os cortes salariais, não me espanta que quem os defendeu e aprovou – PS, PSD, Cavaco Silva – venham agora ameaçar quem aprovou medidas parciais de compensação. Leia o resto deste artigo »
O meu compromisso é com o povo português e os seus anseios de criação de laços de amizade, de cooperação e de paz com todos os povos do mundo, preconizando «a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos», como exemplarmente consagra o artigo 7º da Constituição da República Portuguesa.
O país tem a sua maior riqueza nas pessoas, no ouro e na prata do trabalho do seu povo, cujo respeito e dignidade se deve reflectir na forma como as instituições que o representam se organizam, nos interesses que representam, nas respostas que buscam quando procuram ultrapassar contradições e dificuldades.
Quem defende os valores de quem trabalha, quem acredita na sua força colectiva trilhando o caminho do aprofundamento da democracia económica, social e política, não precisa de mentir ou enviezar a realidade manipulando a informação na caça ao voto dos cidadãos. A verdade não precisa de disfarces, não usa omissões manhosas, não aprisiona a vida numa ficção invencionada de um caminho que nos condena ao desastre enchendo a bolsa de especuladores e banqueiros.
Quem acredita na liberdade e no futuro da História, sabe que não há gaiolas nem teatros que façam trocar os direitos de cidadania por uma qualquer caricatura pobre e pervertida que distorce a verdadeira essência do seu real exercício.
E quando o quotidiano se degrada, com a constante baixa de salários e pensões acolitada pela subida de impostos, afundando-se numa injustiça que atinge a dimensão do simbólico, fazendo pagar a todo um povo o valor da bancarrota de um único banco (o que se enquadraria num simples caso de polícia), torna-se ainda mais necessário que existam e se reforcem instituições e personalidades credíveis, cuja fiabilidade seja creditada por um percurso patriótico, solidário e firme. Leia o resto deste artigo »
Sem surpresa, sem vangelis e sem meninos guerreiros, mas cumprindo à risca o anúncio feito em primeira mão por Marcelo Rebelo de Sousa e tendo como pano de fundo dez bandeiras nacionais – por ventura para garantir que fosse qual fosse o ângulo das imagens apareceria sempre enquadrado pelo «desígnio nacional» –, Cavaco Silva veio anteontem dizer ao país o que já toda a gente sabia, ou seja que se recandidata a novo mandato como Presidente da República.Não sendo curial, por razões óbvias, proferir tão distinto anúncio numa das auto-estradas nacionais, o local escolhido foi o que de mais emblemático da política de betão de Cavaco primeiro-ministro se pode encontrar, o Centro Cultural de Belém, com a manifesta vantagem de se situar a escassa distância da residência oficial do primeiro magistrado da nação, o que para além de garantir o cumprimento ao cronómetro do horário estabelecido teve ainda a vantagem de poupar ao presidente em funções nas deslocações do candidato a presidente. Dir-se-á que é uma visão mesquinha de tão distinto acto, mas quando o presidente candidato a presidente faz questão de dizer, invocando a difícil situação económica, ter dado ordens expressas para que os gastos da sua campanha não ultrapassem metade do máximo permitido por lei, a coisa muda de figura. Tanto mais que, como é público e notório, Cavaco presidente não tem feito outra coisa nos últimos meses a não ser poupar nas despesas de Cavaco candidato a presidente, percorrendo o país em mal encapotada campanha às custas do erário público, numa espécie de dois em um que embora eticamente indefensável dará muito jeito quando chegar a altura de apresentar contas. Leia o resto deste artigo »
A Candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República divulga uma primeira lista de apoiantes que decidiram tornar público o seu apoio, onde se destacam várias personalidades das áreas da arquitectura, da cultura, da justiça, do teatro, do jornalismo, da educação, da saúde, bem como militares de Abril.
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Álvaro Siza Vieira
Arquitecto
Urbano Tavares Rodrigues
Escritor
Manuel Loff
Professor Universitário
Joaquim Benite
Encenador – Director da Companhia de Teatro de Almada
António Cartaxo
Jornalista – Professor Universitário
Guilherme da Fonseca
Ex-Juiz do Tribunal Constitucional
Álvaro Guimarães Dias
Juiz Conselheiro Leia o resto deste artigo »
Francisco José de Almeida Lopes
55 anos
Electricista
Funcionário do PCP
Dando seguimento à decisão tomada na reunião do Comité Central, em Abril, o PCP avança com uma candidatura própria: Francisco Lopes, membro da Comissão Política e do Secretariado do Comité Central foi anunciado como candidato à Presidência da República.
Nesta sua reunião de hoje, o Comité Central do PCP analisou os aspectos mais recentes da situação económica e social do país, bem como linhas essenciais da acção e iniciativa política do Partido para o próximo futuro. Debateu e decidiu da candidatura a apresentar pelo PCP às eleições presidenciais de Janeiro de 2011. Leia o resto deste artigo »












