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A Comissão Concelhia de Arouca de Apoio à Candidatura Presidencial de Francisco Lopes e a Direcção da Organização Regional de Aveiro do Partido Comunista Português organizaram no passado sábado, dia 8 de Janeiro de 2011, uma Sessão Pública no Auditório da Casa da Cultura de Arouca.

A iniciativa, que contou com um quarteirão de participantes, num formato  de “À conversa com  Sérgio Ribeiro”, revelou-se um singular momento de aprendizagem para todos os presentes, ou não fosse o principal conversador, Sérgio Ribeiro, um experiente português, com muitos anos de militância política, professor de  economia, membro do Comité Central do PCP, com 11 anos na tarefa de eurodeputado, um homem sábio, se quisermos utilizar o clássico sentido do termo. 

Das duas horas e meia de debate fica, em síntese, o desenvolvimento de três ideias centrais que neste momento se colocam aos portugueses.

Em primeiro lugar, a desmontagem da falaciosa ideia que Cavaco Silva ganhou facilmente em 2006 e mais facilmente ainda vai ganhar agora. A comprovar alguns dados: Em 2006 Cavaco ganhou com 50,54%. O resultado eleitoral foi pior que as piores sondagens. Se 30 000 dos 120 000 que votaram branco tivessem votado num qualquer candidato que não Cavaco Silva teria havido segunda volta. Ou seja, Cavaco ainda não ganhou nada e a existência de várias “candidaturas de esquerda” potencia uma segunda volta.

Em segundo lugar, a necessidade imperiosa de romper com o caminho de declínio nacional que o país atravessa. A economia está completamente direccionada para a satisfação dos grandes interesses privados em detrimento do interesse geral. A despesa, a receita e o investimento públicos são meros instrumentos e têm servido para satisfazer o interesse privado.

 O círculo vicioso de pedir empréstimos para pagar dívidas (ainda por cima das negociatas com os grandes interesses – BPN, BPP e as PPP) não leva a lado nenhum. Não há outra saída para Portugal que não a reorientação da economia nacional para a produção, única forma de aumentar as exportações e diminuir as importações.

Em terceiro lugar, a oportunidade da candidatura presidencial de Francisco Lopes para iniciar um processo de ruptura patriótica e de esquerda e colocar o órgão de soberania presidência da república a fazer aquilo que tem que fazer (e que não tem feito): cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa e a defesa da pátria. Quanto mais tarde se iniciar um processo de ruptura e de defesa da soberania e do interesse nacional mais difícil será esse mesmo processo. 

23 de Janeiro poderá ser o primeiro dia desta ruptura.

 Assim queiram os portugueses!

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