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Um grandioso comício na Feira encerrou o dia de campanha da CDU no distrito de Aveiro, jornada que permitiu «verificar que há gente que já venceu o preconceito» augurando o crescimento eleitoral da Coligação no próximo dia 5 de Junho.

Para Jerónimo de Sousa, que encerrou um entusiasmante comício de sala cheia, o objectivo de eleger um deputado por Aveiro «é difícil», mas, não deixou de dizer, «devemos insistir e arriscar». «Apesar de aqui não termos eleito nenhum deputado em 2009, os grupos parlamentares do PCP e do PEV trabalharam mais pelo distrito que qualquer dos partidos que aqui ganharam lugares no parlamento. Aqui viemos dezenas de vezes contactar com agricultores, trabalhadores da indústria, pequenos e médios comerciantes e industriais», acrescentou.

Razões para confiar na CDU não faltam, continuou antes de lembrar que «anda por aí muito contrabando eleitoral». PS, PSD e CDS, que «assinaram de cruz e de joelhos o acordo com a troika estrangeira», discutem muito se vão formar Governo «a dois ou a três», se «é com Sócrates ou com Passos Coelho», e tudo isto para «fugirem ao substancial», para ocultarem «o compromisso de ferro que subscreveram», acusou o secretário-geral do Partido.
PS, PSD e CDS «estão metidos no negócio» de «salvar a política de direita», mas «este é o caminho para o desastre», considerou o dirigente comunista recordando que «é a própria troika estrangeira quem admite que Portugal vai ter mais desemprego e recessão».

Num distrito onde Paulo Portas é cabeça de lista pelo CDS, Jerónimo de Sousa aproveitou ainda para sublinhar que aquele candidato diz ter pena dos reformados, mas está com o congelamento das pensões; diz defender a agricultura, mas não só esteve com todas as reformas da PAC, como está agora com a imposição do aumento do preço dos factores de produção; diz ter pena dos pobres, mas assinou a perda de valor dos salários impostos pelo FMI, BCE e CE. «Assinou, e agora não pode dizer que não tem responsabilidades», frisou.

Antes do secretário-geral do PCP, também o primeiro candidato da CDU pelo círculo de Aveiro, Miguel Viegas, desmascarou as candidaturas de PS e PSD no distrito. Se em relação ao cabeça de lista dos laranjas basta dizer que «ninguém sabe o que fez em dois anos na Assembleia da República», em relação a Helena André o rol é mais triste.
Enquanto ministra do Governo PS/Sócrates, é responsável pelas mais de 40 mil crianças que no distrito perderam direito a abono de família ou por metade dos desempregados terem perdido direito ao subsídio de desemprego, disse.
Aveiro elege 16 deputados. A eleição de um da CDU seria a garantia da defesa dos interesses de quem trabalha e luta pelo desenvolvimento da região, referiu Miguel Viegas antes de lançar um repto: «Ainda há muitos indecisos. Ainda vamos a tempo de construir um grande resultado da CDU».

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