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Medina Carreira diz que Estado social deverá «falir dentro de alguns anos (…) porque gastamos a maior parte dos impostos no estado social». Mente, sem decoro.

O estado social é  auto sustentado  pelos trabalhadores. Calculámos todos os impostos directos, indirectos e contribuições sociais que vêm da massa salarial e subtraímos todos o gastos sociais – saúde, educação, segurança social (sim, incluímos gastos em salários também!), desporto, cultura, etc – usando os cálculos de impostos e gastos do Estado do INE e Eurostat. E, mesmo incluindo no valor dos gastos sociais subsídios descarados às empresas privadas que são imputados aos gastos sociais  chegámos à conclusão que os trabalhadores pagam os seus gastos sociais. O mesmo conclui o economista Anwar Shaik, que traduzimos, para a média dos países da OCDE, onde quem gasta em bens sociais os paga!

As contas que Medina Carreira apresenta só seriam possíveis se ele considerasse «Estado Social» a transferência de recursos públicos para as grandes empresas privadas através de: pagamento de rendas fixas – dívida pública, PPPs – transferência de fundos de pensões da banca e da PT para o Estado, salários pagos pelo Estado às empresas privadas, subcontratações de serviços a privados com dinheiros públicos. Um regabofe feito com o nosso dinheiro, o nosso bem-estar.