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Esta é a pergunta que ouvimos diariamente. De incrédulos, de espantados, de iludidos, de desiludidos, de ignorantes e de não tão ignorantes, de quem não compreende o processo de acumulação de riqueza e mesmo de quem com ele conviveu pacificamente até aqui. É a pergunta que nos fazem no mercado, no café, depois do contacto com trabalhadores na empresa, depois do debate na colectividade e um pouco por todos os restantes sítios por onde encontramos os trabalhadores mas, cada vez mais, também os donos de cafés, restaurantes, pequenas lojas e empresas, professores universitários e intelectuais que, sendo trabalhadores, até hoje como tal não se entendiam.

Já alguém viu o abutre renunciar ao cadáver? Ou o banqueiro saciar a cobiça e ambição enquanto houver o que ainda ir buscar? Já alguém viu o grande patrão e o grande accionista abdicar do lucro porque considera já ter demasiado?

Pois bem, a resposta à questão é relativamente simples numa primeira análise, bastante complexa no seu desenvolvimento. Vejamos:

Onde é que isto vai parar? À barbárie, fome, guerra, genocídio, catástrofe ambiental e humana, doença, enquanto durar a política da elite de bandidos que governa.

Quando é que isto vai parar? Apenas quando nós quisermos. Apenas quando os impedirmos de continuarem a esmagar a nossa dignidade e os nossos direitos, apenas quando impusermos o nosso poder colectivo, de classe, e decidirmos tirar-lhes as mãos dos nossos bolsos e assim resgatarmos as nossas vidas. Enquanto não reclamarmos esse poder, enquanto não limitarmos deliberada e organizadamente o poder dos que nos matam e exploram, eles não travarão por mote próprio o seu parasitismo.

E esta resposta devolve-nos à primeira pergunta: Então, depois disso, onde é que isto vai parar? E essa resposta será infinitamente mais complexa: não sabemos onde vai parar depois de resgatarmos o poder e colocarmos ao nosso serviço. Mas uma coisa é certa, isso estará nas nossas mãos.

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