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PSD e CDS – sem a censura do PS e até com solidariedade manifestada por alguns dirigentes – afirmam que protestar não é democrático. Dizem que ninguém pode calar um governante, que foi eleito pelo povo e que tem uma legitimidade democrática irrevogável.

Para esta gente, ataque à democracia não é usurpar o poder político com base em mentiras, governar contra o povo a bem dos banqueiros e dos agiotas. Para esta gente, atacar a democracia não é privatizar o património do povo português para enriquecer uns poucos de amigos, não é atacar a escola pública, destruir o serviço nacional de saúde, roubar salários e pensões. Para esta gente, atacar a democracia é ousar acusar, olhos nos olhos, os protagonistas da política de miséria e de esbulho. Democracia para eles é mandar a polícia identificar todos os que têm coragem suficiente para não embarcar no ódio social que estimulam.
Democracia é ameaçar com processos em tribunal, é espancar os que sofrem e protestam para salvar os que nunca protestam porque vivem do sofrimento dos outros.
Entre este discurso e o discurso da “ordem” fascista não vão diferenças assinaláveis.

Há alturas em que temos de os confrontar com o que eles são, pessoalmente, um a um. Têm rosto os tiranos e têm rostos os ofendidos e explorados. Onde quer que eles vão, não os deixem passar, não lhes demos descanso porque quem nos declara guerra não pode ter paz.

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