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luta e a teoria revolucionária demonstram que quanto pior é a opressão e a exploração mais se aprofunda o conflito de classes e mais dura é a luta e a transformação progressista. Quanto pior, pior! Por isso, é hoje ainda mais decisiva a organização e a luta, pela alternativa patriótica e de esquerda, pela democracia avançada e o socialismo.

O PS tem da política uma «visão supra classista», de cócoras perante o grande capital, disposto quase sempre a quase tudo para governar ao seu serviço e delapidar direitos democráticos e interesses nacionais, neste «desígnio de poder».

O PS está em fase de oposição retórica e ruidosa. Há dois meses chegou quase a admitir eleições, depois Costa e Seguro tiraram da cartola o Congresso antecipado e meteram a «viola no saco», ficou claro que até às autárquicas não vão exigir a demissão do Governo. O resto é verbalismo inconsequente e sound bytes para uma longa «campanha eleitoral», de que a custo admitem o desenlace em 2014.

O PS afirma agora a «rotura final» com o Governo, que «ultrapassou a linha vermelha», mas insiste em que sobreviva ao seu «estado comatoso» e governe, agravando o desastre nacional. O PS queixa-se à troika estrangeira de «tanta austeridade», mas jura obediência ao programa de agressão e persiste na «quadratura do círculo», quer o pacto com «investimento e emprego».

O PS insiste em manobras eleitoralistas, só que nem todos são o BE que «abana o rabo» quando o PS assobia. Com o PCP saiu-lhe mal a encenação, as propostas perversas de «coligação» em autarquias em que tinham tudo decidido, para «mostrar o sectarismo» do PCP, acabaram na recusa do PS em discutir o que importa – pacto de agressão, eleições antecipadas e rotura com a política de direita.

Assim se comprova que o PS não quer resolver coisa nenhuma, nem «evitar a rotura social», que obviamente já vai funda. O PS visa apenas prevenir a rotura com a política de direita e ganhar tempo para que prossiga a desgraça. O PS quer ganhar em «dois carrinhos», servir a agenda do grande capital e branquear-se para voltar ao governo, com a mesma política. Ou seja, quanto pior para o povo e o País, melhor para o PS.

Mas é à luta do povo que cabe a última palavra.