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 1 – No actual momento da vida económica e social do país, em que Portugal, por força do memorando da(s) troika(s), o pacto de agressão, se afunda numa crise de consequências imprevisíveis, não se pode separar o nacional do local, isto é, não há um CDS, um PSD e um PS nacionais e troikistas e um CDS, PSD  e PS locais e anti-troikistas. Em rigor, há forças políticas que, nacional e localmente, estão amarradas ao Pacto de Agressão e há outras que não.

2 – A CDU pertence ao segundo grupo. E está deste lado da barricada, desde logo, pelo diagnóstico que faz dos dois anos de vida da “solução” da troika: uma recessão acumulada de 5,5% do PIB; um aumento de 430 mil desempregados (hoje cerca de um milhão e quinhentos mil); uma redução média de salários reais de 9,2%; uma quebra de 10% no consumo das famílias; um aumento da dívida pública de 48 mil milhões de euros (123,6 % do PIB – valor entretanto actualizado pelo Banco de Portugal para 127,3%, referente ao 1º trimestre de 2013).

3 – Com o novo pacote de austeridade, a chamada “reforma do Estado”, todos estes números se agravarão, dado o efeito recessivo das medidas anunciadas. Mas é este agravamento da situação económica o objectivo do chamado ajustamento – fazer o país baixar de patamar de desenvolvimento. Por isso é urgente fazer cair este governo e esta política.

4 – Só que o governo não cai sozinho, tem o apoio de uma maioria parlamentar que, apesar de divergências internas reais ou “para inglês ver”, no essencial sustenta o governo e vai continuar a fazê-lo. E tem, principalmente, o patrocínio de um presidente da república que já vê, em alusões de má memória, intervenções divinas a justificar políticas terrenas.

5 – Portanto, só a indignação e protesto popular poderão corroer a base de sustentação do governo e fazê-lo cair. Neste sentido, assume importância capital a participação nas iniciativas sectoriais e convergentes que ao longo de Maio e Junho se realizarão. A próxima é já dia 25 de Maio, em Lisboa, junto ao Palácio de Belém, numa concentração da CGTP-IN a exigir a demissão do governo.

6 – Só com a queda do governo e a convocação de eleições legislativas antecipadas se abrirá uma oportunidade para concretizar uma política patriótica e de esquerda, baseada em seis opções fundamentais:

i)     Rejeição do pacto de agressão e renegociação da dívida – montantes, juros, prazos e condições de pagamento;

ii)    Defesa e aumento da produção nacional, recuperando para o Estado o sector financeiro e outras empresas e sectores estratégicos;

iii)    Valorização efectiva dos salários e pensões e compromisso de repor salários, rendimentos e direitos roubados;

iv)  Política orçamental de combate ao despesismo, à despesa sumptuária, baseada numa componente fiscal que aumente a tributação do grande capital e alivie a dos trabalhadores e das pequenas e médias empresas;

v)      Defesa e recuperação dos serviços públicos, em particular as funções sociais do Estado;

vi)    Assunção de uma política soberana e a afirmação do primado dos interesses nacionais, diversificando as relações económicas e financeiras, adoptando medidas que preparem o país para a saída do Euro, seja por decisão do povo português ou pelos desenvolvimentos da crise da União Europeia.

7 – No plano local, a CDU-Arouca denuncia a colagem do presidente da câmara municipal ao F. C. Arouca pelos recentes êxitos do clube. O mérito da subida ao escalão maior do futebol português, e a projecção nacional da nossa terra que tal facto possibilita, cabe em pleno à direcção, equipa técnica, jogadores, sócios e adeptos do F.C. Arouca.

8 – A vertigem pelas luzes do (de um qualquer) palco é, contudo, uma marca Artur Neves. Mas deste episódio emerge outra marca Artur Neves, as obras. Depois do buraco da praça com chafariz ao canto e do passadiço na escarpa “da” Paiva para ver a fauna e a flora “selvagem”, junta-se agora a pista de atletismo por trás da bancada.

9 – Qual é a política desportiva da autarquia? Para essa política que equipamentos desportivos são necessários? O estádio municipal é só para futebol? É para futebol e atletismo? Sendo também para atletismo, imagina-se uma prova a sério com aquela pista, com os atletas a correr por trás da bancada? Ou o azul do tartan é só para dar um efeito “lindinho”, um contraste com o amarelo das camisolas e o verde dos montes?          

10 – A CDU-Arouca associa-se ao PCP nas iniciativas locais / regionais previstas para Junho: o comício a realizar em S. João da Madeira, dia 8 de Junho, que contará com a participação de Jerónimo de Sousa; o lançamento do caderno temático do PCP Arouca sobre desenvolvimento, ambiente e recursos naturais; a comemoração do Centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, a realizar em Arouca.

 

Arouca, 21 de Maio de 2013

A Coordenação Concelhia da CDU-Arouca

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