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francisco

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Questionário

1. Porque se candidata à Câmara Municipal de Arouca?

Porque sou aquele que, os que comigo estão na CDU, entendem ser o mais indicado, neste momento, para concorrer à presidência da Câmara Municipal de Arouca.

2. O que o distingue dos três adversários políticos?

Colocaria a questão nos seguintes termos: o que distingue o projecto da CDU dos restantes? Desde logo o facto de ser um projecto para o poder autárquico, que não é assim num concelho e assado num outro. Tem, ainda, bases comuns com o projecto CDU para o país. Ou seja, tem um tronco comum entre o local e o global. Não é um projecto pessoal. Não está a pensar que em 2017 é que vai ser. Não é o projecto minimalista que os partidos do governo têm destinado para as autarquias.

3. Se for eleito presidente, enumere as três áreas-chave da sua governação?

Desenvolvimento, Ambiente e Recursos Naturais. Aliás, é este o título do segundo caderno temático do PCP-Arouca, recentemente apresentado, no fundo o grande contributo-base para o Programa Eleitoral da CDU. Se olharmos para este concelho, do ponto de vista do desenvolvimento, constatamos que: está a perder população; uma grande parte da sua população activa trabalha fora do concelho; tem um baixo valor de remuneração média mensal do seus trabalhadores; a emigração cresce a olhos vistos; está a sofrer um processo de encerramento de serviços públicos. Ou seja, o que o concelho necessita é de uma estratégia para o médio prazo, um Plano de Desenvolvimento integrado. Um plano que parta do ambiente e dos recursos que temos, de uma espécie de carta de potencialidades, que aponte o que temos e do que podemos tirar partido, tirar partido para, simultaneamente, preservar e rentabilizar recursos. Ordenar a floresta, revitalizar as aldeias, dinamizar a economia e a produção locais, manter serviços públicos de proximidade, despoluir e cuidar dos rios, instituir regras de boa ocupação urbana, tirar partido e desenvolver o associativismo, elaborar uma carta de potencialidades agrícolas, fomentar e preservar a raça arouquesa, revitalizar a diversidade da gastronomia do concelho e apostar, de facto, no potencial dos nossos rios, transformando o Paivô num exemplo de preservação e rentabilização de um rio. No fundo, seria aplicar ao Paivô, um rio com outra escala, um bom exemplo do que de melhor se fez aqui, em Arouca, no rio Urtigosa. Em nosso entender, este deve ser o horizonte do trabalho a desenvolver, não o fazendo o concelho sofrerá o que as freguesias da serra sofrem desde 1950/1960, a morte lenta, ou não fosse a vida e as gentes a matriz da identidade de uma terra.

4. O que é para si um mau resultado em 29 de Setembro?

A CDU ter a mesma votação de há 4 anos. Ter mais votos seria razoável. Eleger autarcas para as assembleias de freguesia e municipal seria bom. Eleger um vereador seria muito bom.

5. Caso não vença as eleições, vai assumir o lugar de vereador?

E está disponível para, se necessário, viabilizar uma maioria no executivo? Na CDU estamos sempre disponíveis para assumir as responsabilidades que o povo nos confiar. Quanto ao resto tudo depende da política a seguir. Não rejeitamos a participação no poder, nem servimos para compor o ramalhete.

6. O que podem os arouquenses esperar de si relativamente à conclusão da variante?

Fazer tudo o que estiver ao alcance para que esta obra seja concluída. Aliás, na Assembleia da República, o PCP e o PEV sempre se bateram, ao contrário dos três partidos que têm governado o país, para que a variante constasse do plano de investimento público a fazer. Sem investimento público não há variante.

7. Como gerir a nova realidade territorial do município (16 freguesias)?

Em primeiro lugar deve continuar o combate contra a extinção de freguesias, até porque integra um processo de destruição do poder local democrático, apenas interrompido pela queda do seu mentor, Miguel Relvas.. Para além disso e perante a asneira concreta, que seria ainda pior se a assembleia municipal tivesse adoptado o parecer das cinco freguesias proposto pelo executivo camarário, importa pelo menos minorar os seus impactos. Não obrigar os que perderam a sua freguesia a fazer deslocações para usufruir de serviços que antes tinham perto de si. Os novos autarcas devem ter a preocupação de ir ao encontro desses cidadãos.

8. Um ponto alto e um ponto baixo da última governação camarária?

Como ponto alto a solidez financeira, apesar de alguma falta de comedimento, neste ano eleitoral de 2013, no que aos eventos culturais diz respeito. Como pontos baixos destacaria dois, a substituição da falta de um plano de desenvolvimento integrado por medidas e obras avulsas projectadas através de uma política espectáculo (eventos, inaugurações, happenings…) e a conivência para com o processo de encerramento de serviços (extinção de freguesias, concentração escolar e encerramentos de escolas do 1º ciclo).

9. Qual a maior bandeira do concelho – FC Arouca ou Arouca Geopark? Porquê?

Esta questão não me parece que deva ser abordada como um campeonato. O FC Arouca e o Arouca Geopark destinam-se a públicos diferentes e ambos são importantes para projectar o nome de Arouca. Estas são as “bandeiras” mais recentes. Mas há as “clássicas”, que não podemos esquecer: o convento, os doces tradicionais, a carne, as festas e tradições, as gentes…, porque são memória da terra. Em tempos de vertigem pelo presente, talvez seja bom reler “Memória e Identidade em Comunidade Autárquica – Arouca na encruzilhada do passado e do futuro” de António Teixeira Fernandes, edição Câmara Municipal de Arouca (2002).

10. Que tipo de campanha eleitoral vai fazer e quanto vai gastar?

Vamos privilegiar o contacto com as pessoas. Porque os portugueses vivem tempos economicamente difíceis os partidos políticos devem ser comedidos na campanha eleitoral. Apesar de não termos completamente definidos os limites, até porque parte significativa do nosso financiamento vem dos contributos de militantes e amigos, vamos gastar pouco e isso vai ser visível na propaganda.

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Resposta curta

1. Destino de férias?

Em casa e na aldeia onde cresci.

2. Hóbis?

Leitura e desporto (nem sempre).

3. Filme?

Tal como nos livros não tenho filme da vida, há filmes, há autores de diferentes fases e momentos da vida.

4. Música?

Depende do momento e do estado de espírito.

5. Prato preferido?

Qualquer um… de bacalhau.

6. Programa televisivo?

Debates, documentários, transmissões desportivas.

7. Lema de vida?

Gosto do da CDU – trabalho, honestidade, competência.

8. Manda erguer uma estátua a…

ninguém, tenho azia a essas coisas.

9. Ídolo?

Heitor.

10. Defeito?

Detesto “os ares de fidalguia”.

11. Qualidade?

Admiro a frontalidade.

12. O que recomenda em Arouca a um turista?

Depende do que estiver à procura: a gastronomia, a serra, os rios, o convento, as gentes.

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Arouca, 8 de Agosto de 2013

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