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Caro(a) Arouquense

mFRANCISCONo próximo dia 29 de Setembro realizam-se as eleições autárquicas. É um momento importante da vida pública e da democracia que temos no poder local. Por essa razão vos dirigimos estas breves palavras.

O que vos temos a propor, enquanto programa, é uma ideia muito simples: Arouca necessita de um plano de desenvolvimento integrado para o médio prazo, plano este que parta dos recursos que esta terra tem, os preserve e rentabilize.

Ordenar a floresta, revitalizar as aldeias, dinamizar a economia e a produção locais, manter serviços públicos de proximidade, despoluir e cuidar dos rios, instituir regras de boa ocupação urbana, tirar partido e desenvolver o associativismo, elaborar uma carta de potencialidades agrícolas, fomentar e preservar a raça arouquesa, revitalizar a diversidade da gastronomia do concelho, são alguns dos objectivos.

Dirão alguns – mas não é isto que o nosso poder local tem afirmado? É verdade, tem-no proclamado e até feito algumas obras e eventos com essa orientação. Mas têm faltado dois aspectos essenciais: a noção do todo e a de continuidade. Peguemos no exemplo dos rios, uma das riquezas de Arouca: exigem uma actuação permanente e integrada, do saneamento à limpeza dos espaços públicos, da sensibilização das populações ribeirinhas e dos seus utilizadores à fiscalização dos seus comportamentos, da construção e manutenção de infra-estruturas de apoio ao seu repovoamento periódico. Não é fazer uma intervenção pontual e mediática e já está.

Dirão outros – pode a autarquia fazer isto tudo, num concelho tão extenso? Fazer ela tudo, não pode. Mas pode definir o que é necessário fazer, envolver o movimento associativo e as Juntas de Freguesia, verificar o que cada um pode fazer e ela própria assumir o papel de participante e fazer aquilo que os outros actores não façam. O que não pode é assumir o papel de observador, atrás do Geopark Arouca.

Caro(a) Eleitor

Não lhe prometemos o Paraíso na Terra. Prometemos dedicação e trabalho. Se, nos últimos quatro anos, interviemos, enquanto munícipes, em praticamente todas as Assembleias Municipais, melhor o poderemos fazer se em nós confiar o seu voto. Enquanto eleitos nas Assembleias de Freguesia, na Câmara Municipal, na Assembleia Municipal poderemos, para além de perguntar, fiscalizar a actividade executiva e apresentar propostas.

Por último, uma nota sobre a Variante. Não a prometemos concluir, pela simples razão de ser uma obra pública nacional que só será feita por investimento público nacional, o que extravasa as competências do poder local. Os partidos que compõem a CDU comprometem-se a continuar a lutar, no plano nacional, para que o investimento público seja reatado e a conclusão da variante lá incluída. Sobre a vontade dos partidos do governo (e da troika) para concluir a obra e das suas diferenças entre o local e o nacional Arouca tem disso a resposta. O que é que ganhou por ter um deputado municipal que é membro do governo?

Carta_aberta aos Arouquenses (pdf)

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