Etiquetas

, , ,

franciscoAí pelos idos de 2008 a Câmara Municipal de Arouca comprometeu-se com a Administração Educativa em construir uma escola EB1/JI em Rossas para receber as crianças e alunos das freguesias de Rossas, Várzea, Urrô e Tropeço.

Na Primavera de 2012 a Administração Educativa tenta um grande processo de concentração escolar, com a criação de um único agrupamento de escolas concelhio e o encerramento das escolas do primeiro ciclo de Mansores e de Tropeço.

Perante uma maciça mobilização popular os três agrupamentos / escolas existentes no concelho dão lugar a dois e as escolas de Mansores e Tropeço  permanecem abertas.

Na Primavera de 2014  a  Administração Educativa volta à carga, desta vez impondo mesmo o encerramento da escola de Tropeço. A população sobressalta-se, a Junta de Freguesia, a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal declaram-se contra.

No início do Verão Passos Coelho visita Arouca. A população de Tropeço, uma vez que a Administração Educativa mantém a intenção de fechar a escola, prepara uma recepção de protesto ao primeiro-ministro.

O presidente da Câmara Municipal de Arouca recebe um telefonema do gabinete do primeiro-ministro afirmando que a existência de um protesto popular não só não resolve o problema do encerramento da escola como o pode mesmo agravar. Artur Neves acredita e consegue fazer abortar o protesto.

A Junta de Freguesia de Tropeço interpõe uma providência cautelar que é indeferida no início de Setembro devido ao compromisso assumido pela Câmara Municipal de Arouca aquando à construção da escola de Rossas.

Até ao indeferimento da providência cautelar a população de Tropeço não deixa os seus filhos sair da sua terra. Durante a primeira semana de aulas a Câmara Municipal de Arouca, a Junta de Freguesia de Tropeço, o Agrupamento de Escolas de Arouca e a Associação de Pais acordam que as crianças e alunos de Tropeço vão para as escolas do Burgo e da Boavista, com  direito ao respetivo transporte.

As escolas que recebem as crianças e alunos sobrelotam-se, no Burgo a sala dos professores vira sala de aula e há aulas num contentor na Boavista, em Rossas sobram salas.

Estamos em Outubro de 2014 e decorrem obras de requalificação em Tropeço, na escola encerrada.

Tropeço junta-se a Urrô, Várzea, S. Miguel do Mato, Espiunca, Cabreiros, Covelo de Paivó, Janarde e Albergaria da Serra, freguesias sem nenhuma escola. É o que fica do que passa. Para o ano (ou no seguinte) o número de freguesias sem escola crescerá. Tem que ser, dirá Artur Neves.

A minha solidariedade para com as gentes de Tropeço. Foram enganados.

 

in “Discurso Directo” a 24 de Outubro de 2014

Anúncios