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No quadro das habituais visitas parlamentares do PCP, Miguel Viegas, deputado no Parlamento Europeu visitou ontem, dia 29 de Outubro, o concelho de Arouca, distrito de Aveiro. Ao longo de um dia intenso, Miguel Viegas, acompanhado por Carlos Alves e Carlos Pinho, da concelhia local do Partido, reuniu sucessivamente com a Associação Florestal de Entre Douro e Vouga, com a Cooperativa Agrícola de Arouca e com um grupo de jovens produtores de mirtilo.

O concelho de Arouca possui as melhores condições para uma produção agrícola de excelente qualidade. Contudo, por falta de políticas adequadas, continua por explorar, de forma plena, os imensos recursos endógenos existentes onde pontuam produtos genuinamente locais e de alta qualidade.

São diversos os constrangimentos existentes. Ao nível da floresta, verifica-se que o seu potencial está longe de ser explorado, apesar do reconhecido empenho da Associação Florestal. Com efeito, falta um amplo parcelário florestal que permita identificar os proprietários sem os quais não é possível construir e levar por diante verdadeiras estratégias de prevenção de incêndios e valorização da floresta. Por outro lado, o novo regime florestal veio dificultar ainda mais as acções de sensibilização dos produtores para a necessidade de apostar nas espécies autóctones em detrimento da monocultura de eucalipto. Finalmente e por culpa dos sucessivos governos, as associações florestais, ao substituir-se ao próprio estado na tarefa do ordenamento florestal, não têm recebido as verbas necessárias e adequadas. Os apoios aos sapadores florestais nunca foram actualizadas desde a sua criação em 1999, e as verbas do Fundo Florestal Permanente têm sido desviadas para outras instituições públicas sem reverter para estas associações, como tinha sido inicialmente previsto.

Ao nível da produção leiteira e de acordo com a direcção da cooperativa, a situação é grave e não parece haver luz ao fundo do túnel. Não havendo perspectiva, os jovens não aderem a este sector onde a idade média tende a aumentar de forma drástica. O fim das quotas leiteiras, o aumento do custo dos factores produtivos e os licenciamentos são os primeiros motivos de preocupação. Quanto à produção de mirtilo, o deputado comunista esteve reunido com um conjunto de jovens agricultores em início de carreira. Com o projecto aprovado, estes vêm-se a braços com a falta do necessário financiamento para arrancar com a estrutura até que venham os fundos da UE. Este é mais um bom exemplo da completa falha da política do BCE em tentar fazer chegar capital à economia real e designadamente às pequenas e médias empresas.

Miguel Viegas, anotando todas as questões, comprometeu-se a tudo fazer ao nível da Comissão dos Assuntos Agrícolas do PE no sentido de usar estes casos para denunciar estas políticas e procurar minimizar as suas consequências, deixando um apelo aos agricultores para que prossigam a sua luta, pois a luta é o caminho para a satisfação das suas aspirações e o fim das injustiças.

Aveiro, 30 de Outubro de 2014

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