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Perceber o que se passou no caso BES/GES implica ir à génese do banco, como consolidou posições e alargou a sua esfera de interesses durante o fascismo, o seu desenvolvimento, os fluxos e refluxos, a nacionalização em 75, a privatização em 91, o crescimento sem limites e sempre com o apoio das políticas de sucessivos Governos, a promiscuidade com outras grandes empresas, a ramificação tentacular do grupo por vários sectores de actividade, pela esfera política e a captura de uma boa parte do tecido económico nacional constituído por pequenas e médias empresas através de rendas e juros, e, finalmente, o seu colapso por descapitalização do BES que era a base de um império constituído sobre dívida e crédito.

É desse percurso que se fala neste suplemento, a partir do notável contributo dado pelo Grupo Parlamentar do PCP aos trabalhos da comissão parlamentar de inquérito ao BES/GES – criada, aliás, por proposta sua – e da avaliação que é feita a este processo do qual emerge de forma muito clara – identificadas que estão as responsabilidades do Governo, de reguladores e supervisores, e os próprios mecanismos intrínsecos ao capitalismo que geram terramotos desta natureza – a necessidade absoluta do controlo público da Banca, única forma de garantir que possa estar ao serviço do povo e do País.

 

in Avante a 21 de Maio

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