Etiquetas

,

Questão colocada por Francisco Gonçalves no período destinado à intervenção dos munícipes.

Assembleia (2)

Muito boa tarde Senhor Presidente da Assembleia Municipal e restante mesa, Senhor Presidente da Câmara e restantes Vereadores e Senhores Deputados.

São duas as matérias que hoje gostava de colocar ao senhor Presidente da Câmara, uma sobre o ordenamento da floresta e outra sobre a rede escolar do 1º Ciclo do Ensino Básico no vale do Arda e o Conselho Municipal de Educação.

I – Recentemente vi o senhor presidente da câmara na televisão, aquando ao incêndio que lavrou em Alvarenga, Canelas e Espiunca. Infelizmente a comunicação social confundiu a nuvem com Juno e apresentou o assunto como o incêndio e os prejuízos nos passadiços, em vez de um  incêndio que consumiu uma área significativa, num local onde grande parte da pessoas vivem da floresta, do qual resultaram inúmeros prejuízos, um dos quais nos passadiços.

Mas voltando  ao afirmado pelo senhor presidente, confesso que gostei de o ouvir, até no estilo, mais discreto que o habitual, mas principalmente na substância, sublinhando a necessidade de ordenar a floresta e também de condicionar o acesso aos passadiços, até para um melhor convívio  entre os locais e os visitantes e, também, o anúncio de uma intervenção urgente no passadiço por forma a preservar um equipamento que agora existe, que custou o que custou, e como tal, deve ser preservado.

No âmbito das eleições legislativas tive a oportunidade de, na semana passada, juntamente com o senhor presidente da Junta de Freguesia de Canelas e Espiunca, visitar o local do incêndio e constatar que caso não haja uma intervenção imediata para sustentação dos solos, há sérios riscos de ocorrerem derrocadas, particularmente se tivermos o Outono chuvoso que se prevê.

Tendo consciência que são necessários milhões de euros para ordenar a floresta, que é necessária uma intervenção permanente  e  recursos humanos consideráveis pergunto:

– qual é a ideia do senhor presidente para o futuro, até porque no passado nada foi feito?

– de onde virão os recursos para tal?

–  deve ser o poder central, a autarquia, os particulares a avançar? Deve ser uma parceria? Que parceria?

– se as autarquias assumissem mais responsabilidades era favorável a um aumento do pessoal ou é mais favorável à moda actual que os serviços públicos não devem contratar pessoal, apenas “externalizar” e só fazer obras cobertas por fundos europeus?

II – O segundo assunto que queria trazer aqui está relacionada com a rede escolar do 1º ciclo no vale do Arda. Temos quatro escolas do 1º ciclo aqui no vale, duas sobrelotadas (em Arouca e no Burgo) e duas sublotadas (na Boavista e em Rossas). Ao que consta existem alunos que não têm vaga para frequentar a escola da sua freguesia.

Sabendo que este desequilíbrio de oferta e de procura nas escolas do vale veio para ficar, o que é que a autarquia pensa fazer para racionalizar a rede? E já agora,  ouviu ou pensa ouvir o Conselho Municipal de Educação, criado precisamente para esta matéria da carta educativa e da rede escolar, sobre o assunto?

 

Francisco Gonçalves