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áGUEDA | JERÓNIMO DE SOUSA NO DISTRITO DE AVEIRO | 18 de Setembro

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Jerónimo de Sousa terminou a jornada de campanha desta sexta-feira, 18, num comício que encheu por completo o auditório da Associação Empresarial de Águeda, confirmando a crescente mobilização em torno da CDU e o apoio à mudança de rumo a favor do nosso povo e o do nosso País.

As primeiras palavras do Secretário-Geral do PCP foram justamente para o facto de o PCP-PEV estar a realizar em Águeda uma iniciativa com uma massa humana como há muito se ambicionava. De facto, pode dizer-se sem fugir ao rigor, que no espaço cedido pela associação empresarial da cidade, não cabiam muitos mais activistas e apoiantes da CDU. As cadeiras, cedo se encontraram totalmente ocupadas. O corredor central e as laterais foram-se enchendo ao ritmo da curiosidade despertada pelo debate que decorria entre Heloísa Apolónia, do PEV, e Paulo Portas, que os presentes puderam acompanhar em directo.

E foi perante este cenário e já depois dos aplausos ouvidos no final do debate televisivo – certamente de satisfação pelo desempenho da candidata da CDU face ao ainda vice-primeiro-ministro –, que Carlos Rodrigues, natural de Águeda e candidato à Assembleia da República pelo círculo eleitoral da Aveiro, deu a palavra à também candidata pelo mesmo distrito Renata Costa.
Em nome da Juventude CDU, Renata Costa manifestou-se confiante de que «independentemente da retórica dos fantoches parlamentares do capital, a prática é o melhor critério da verdade», querendo com isto dizer que são cada vez mais os que ganham consciência de que é a agora a hora de mudar.

Miguel Viegas, cabeça-de-lista pela região, seguiu-se nas intervenções e insistiu que na longa batalha eleitoral que a CDU está a realizar no distrito, à porta das empresas mas também nos mercados, encontram-se muitas caras conhecidas. Isso sucede, explicou, porque têm sido os eleitos comunistas e ecologistas quem esteve com a população e os trabalhadores na luta de todos os dias, em todas as horas e quando foi necessário. Património de intervenção da CDU, considerou ainda, que justifica não apenas o voto na CDU, como «devia fazer corar de vergonha os candidatos dos outros partidos, que só aparecem em vésperas de eleições».

Aliás, «basta olhar para a lista da CDU» para provar que quem a compõe são os que têm estado na primeira linha do combate às desigualdades e injustiças sociais impostas pela política de direita e, por isso, conhecem as dificuldades do nosso povo, prosseguiu Miguel Viegas.

«Estivemos com os pescadores da sardinha que já não podem sair para o mar, mas que vêem os armadores espanhóis capturarem nas nossas águas; estivemos com os produtores do leite incapazes de manter actividade devido ao fim das quotas leiteiras, cuja manutenção, defendida no Parlamento Europeu pelo PCP-PEV, não mereceu o voto favorável de nenhuma das forças políticas portuguesas ali representadas (PSD, CDS, PS e Rui Tavares/Livre), exemplificou Miguel Viegas. Daqui decorre que que «não somos todos iguais», afirmou.

A diferença entre a CDU e as demais forças políticas, nomeadamente o facto de o PCP-PEV não trair a confiança que em si é depositada pelos eleitores, e de os seus candidatos estarem na política para servirem o povo e não para se servirem, também foi realçado por Jerónimo de Sousa no final da sua intervenção.

Primeiro, porém, deixou um alerta a propósito de uma sondagem divulgada pelo canal público de televisão, a qual, contrariando todas as outras conhecidas no dia de hoje (sexta-feira, 18), dá a CDU em quebra nas intenções de voto. «Só o desespero dos perdedores pode justificar esta tentativa de manipulação», lamentou.

Entre os perdedores estão todos os partidos desacreditados por anos de mentiras e prática política contrária e lesiva dos interesses do nosso povo; estão PS, PSD e CDS, que o Secretário-Geral do PCP acusou de não trazerem para a campanha a realidade com que se confrontam os portugueses. O objectivo, disse, é ocultarem as suas responsabilidades na actual situação, mas, igualmente, esconderem o que é evidente: a sua identificação e concordância no essencial.

Identificação em matéria de privatização da componente mais lucrativa da Segurança Social; em relação à degradação da legislação laboral e dos direitos de quem trabalha, ou no que diz respeito à perda de poder de compra dos salários e pensões, referiu, explicando com detalhe o que propõe agora em campanha e o que aprovaram quando foram governo sobre estas matérias, quer PS, quer PSD/CDS.

Tudo a justificar que cada deputado a mais na CDU será mais um capaz de influenciar a alteração de rumo no País, concluiu Jerónimo de Sousa, deixando implícito o apelo ao voto que conta para a ruptura e a mudança – o voto no PCP-PEV.

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