Etiquetas

, , , , ,

O auditório da biblioteca municipal de Santa Maria da Feira transbordou, na noite de segunda-feira, para receber o comício que a CDU realizou naquele concelho do norte do distrito de Aveiro. Tivesse a sala mais 50 por cento de cadeiras e elas teriam sido ocupadas. «A CDU está a crescer» é, mais do que um mote de campanha eleitoral, uma realidade cada vez mais evidente, tanto nas zonas de tradicional implantação da coligação PCP-PEV como em regiões como o distrito de Aveiro. A eleição de um deputado é um objectivo cada vez mais assumido.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Na intervenção com que encerrou o comício, Jerónimo de Sousa colocou uma vez mais o PS, PSD e CDS no mesmo lado, o da política de direita que empurrou milhões para o desemprego e a pobreza e 500 mil para a emigração. Tal como a prática política dos últimos anos, lembrou, também os debates televisivos e radiofónicos entre os líderes de PS e PSD revelaram que as «semelhanças são muito mais que as diferenças»: da dívida e do serviço da dívida nenhum deles diz absolutamente nada; do Tratado Orçamental pouco dizem porque ambos o subscreveram; da Segurança Social, uns querem o plafonamento «vertical» e outros o plafonamento «horizontal», ou seja, todos querem privatizar sectores rentáveis e descapitalizar o sistema público e solidário; relativamente às privatizações haverá, quanto muito, uma diferença de ritmo… E há que não esquecer a assinatura pelos três do pacto de agressão com a troika estrangeira, que PS, PSD e CDS apresentaram na altura como uma «ajuda» e que hoje se apressam a sacudir as suas responsabilidades no rasto de exploração, empobrecimento e submissão que deixou. «Ninguém quer ser o pai da criança», ironizou o dirigente comunista.

Antes, o primeiro candidato da CDU pelo círculo de Aveiro, Miguel Viegas, recordou as responsabilidades dos partidos da política de direita no encerramento de serviços de saúde, na privatização da água, na permanência, no distrito, de esgotos sem tratamento e na redução de 30 mil postos de trabalho na indústria. Na Assembleia, foram estes mesmos partidos que rejeitaram as propostas da CDU de reforço da rede hospitalar, de acabar com as portagens nas antigas SCUT e na adopção de um plano de emergência social. O dirigente do PEV Antero Resende reafirmou a necessidade de «mudar as linhas mestras da política do País», votando na CDU, uma força de «gente séria e mãos limpas».

O comício de Santa Maria da Feira acrescenta entusiasmo à dinâmica campanha que todos os dias os candidatos e activistas da CDU fazem no distrito, aumentando a confiança na possibilidade de um real crescimento eleitoral, com o que isso significará de reforço da luta dos trabalhadores e da população pelos seus direitos e condições de vida.

VER: INTERVENÇÃO DE JERÓNIMO DE SOUSA, SECRETÁRIO-GERAL, SANTA MARIA DA FEIRA, COMÍCIO CDU

.

.

.

Anúncios