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Intervenção de Francisco Gonçalves – Mandatário Distrital da Candidatura Presidencial de Edgar Silva

franciscoCamaradas e amigos,

Estar aqui hoje, em Espinho, na inauguração do novo Centro de Trabalho, é para mim especial. Por isso permitam-me uma referência pessoal.

Foi nesta organização concelhia, corria o mês de Setembro de 2002, que aderi ao Partido Comunista Português.

Eram tempos difíceis para o nosso Partido, a CDU vinha de um mau resultado eleitoral, havia problemas internos, era tenso o ambiente entre camaradas. Aqui em Espinho até o espaço, o Centro de Trabalho, não era propriamente agradável, um edifício corroído pelo tempo, com uma porta de entrada carcomida pela ferrugem e as traseiras vulneráveis a assaltos.

Mas Camaradas, foi possivel resistir e crescer.

Hoje, treze anos depois, é com alegria que  estamos aqui, na inauguração do novo Centro de Trabalho, um espaço digno e adequado às tarefas a desenvolver no dia a dia. E mais importante ainda que a melhoria das condições  do espaço físico há um outro elemento a considerar. Entre 2002 e 2015, o Partido reforçou-se organicamente, melhorou a sua influência na luta e no movimento de massas, cresceu eleitoralmente. Aqui em Espinho, no nosso distrito e no país.

E foi assim porque a militância não esmoreceu. Merece, portanto, uma  grande saudação a militância  dos camaradas e amigos do PCP, muito especialmente a dos de cá, da organização concelhia de Espinho.

A militância e a luta fazem parte do nosso ADN, a luta continua, costumamos dizer. E é mesmo assim, porque a vida continua e a luta de classes também.

Por isso, agora que saímos da luta de umas eleições legislativas, temos outra, a das eleições presidenciais de 24 de Janeiro. Uma luta que vai necessitar do empenho de todos nós, os que nos revemos neste projecto político, patriótico  e de esquerda. Temos candidato, o nosso camarada Edgar Silva, um candidato cujas características nos permitem projectar o nosso olhar e as nossas ideias para lá do espaço político que ocupamos.

Edgar Silva tem um percurso de vida de luta pelas causas dos mais desfavorecidos, as crianças e as populações mais pobres das periferias do Funchal, na ilha da Madeira. Um percurso de luta que começou por ser individual. Só que como o camarada Edgar Silva não se cansa de referir, as lutas individuais, sempre louváveis pelo desapego e abnegação dos que as empreendem, carecem, contudo, de  enquadramento e força colectiva.

E foi essa força e esse enquadramento colectivo que Edgar Silva encontrou entre nós, no nosso projecto, projecto este que ficou mais sólido e mais rico com a experiência e o contributo individual que o camarada nos trouxe.

As eleições presidenciais têm, no  actual contexto político, uma importância ainda maior que o habitual. A relação de forças que existe na Assembleia da República e as pressões que à direita vão procurar condicionar a solução de governo, acrescentam  importância a estas eleições e a esta campanha eleitoral.

Uma campanha na qual, a partir dos problemas concretos dos trabalhadores e do povo, temos que afirmar claramente qual o papel, a postura e a intervenção que cabe a um Presidente da República.

E camaradas e amigos temos um bom exemplo a contrapor.

Em Belém temos, hoje, um Presidente da República que, pela postura presente e pelo histórico, mostra a todos nós o que não deve,  o que não pode ser o órgão de soberania Presidente da República, tantos foram os atropelos que permitiu, tantos são os  tropeções que o próprio dá na Constituição.

Cavaco Silva, à semelhança da direita, do PSD/CDS, convive mal com a Constituição. Sendo assim, ninguém espere que da direita venha algum candidato que cumpra a sua obrigação primeira – defender, cumprir  e fazer cumprir a Constituição.

Para a candidatura de Edgar Silva o defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição é a primeira das dez linhas de actuação que identificou na sua declaração de apresentação.

Mas não é a única. Nas outras linhas de actuação encontramos o elemento diferenciador desta candidatura. E permitam-me que as enumere:

– defender e aprofundar o regime democrático;

– defender os direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores;

– defender os direitos sociais;

– promover o crescimento económico e o desenvolvimento;

– lutar contra a exclusão social e pela erradicação da pobreza;

– garantir toda a prioridade às crianças e combater o crime da pobreza infantil;

– afirmar um Estado participado e descentralizado, no respeito pelo seu carácter unitário;

– atender à diáspora portuguesa;

– defender a independência nacional.

São estas as ideias que vamos desenvolver na campanha.

É esta a grande luta que temos pela frente.

Estamos todos convocados, comunistas e democratas, todos os que lutam contra a política de direita e por uma alternativa, patriótica e de esquerda.

Vamos à luta, para afirmar Abril, para cumprir a Constituição.

Já agora, podem marcar na agenda, dia 18 de Dezembro, Jantar/Comício com Edgar Silva, na Casa da Banda de Salreu, em Estarreja. Estamos todos convocados!

Viva a candidatura presidencial de Edgar Silva!

Viva Portugal!

21 de Novembro de 2015

 

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