Intervenção do Mandatário Distrital – Francisco Gonçalves12373196_917311485012013_855981574852133583_n (1)

Camaradas e Amigos,

Caros Cidadãos,

O contexto destas eleições presidenciais é muito especial. Vivemos, e temos para viver, um tempo desafiante, uma janela de oportunidade para iniciar um processo de inversão de rumo, agora que a luta de quatro anos e os votos do povo português permitiram a derrota do governo da PàF e a entrada em funções de um governo alternativo.

O desafio que se nos coloca, com um governo do PS e uma composição da Assembleia da República, com uma maioria parlamentar à esquerda do PSD/CDS, sustentada em acordos bilaterais,  é o de interromper a política de exploração e empobrecimento e reverter medidas, se possível reverter as medidas, dessa mesma política.

Conforme vão sendo conhecidas as iniciativas legislativas dos diversos partidos à esquerda do PSD/CDS, vão ficando mais claras, na substância e no grau,  as convergências e as divergências existentes entre as diversas forças políticas que subscreveram as várias posições conjuntas bilaterais que permitiram a solução de governo encontrada.

Bom, mas o que interessa, agora, é sublinhar o seguinte – estamos perante um processo de construção de políticas, que irão tão longe quanto a luta dos trabalhadores e do povo o possibilitem. Por isso nada de ilusões, nem expectativas vãs. Três perguntas!

Há condições para melhorar?

Há sim senhor!

É a luta que vai definir o grau de profundidade das mudanças?

Claro, como sempre!

Temos um governo patriótico e de esquerda?

Não, não temos!

Mas acrescentemos mais uma pergunta.

Neste cenário o Presidente da República é importante?  Obviamente que sim, mais ainda do que o costume porque são tempos de incerteza.

Sobre o papel e importância do Presidente da República temos um bom exemplo a considerar, o legado daquele que ainda vagueia pelos corredores do Palácio de Belém.

Cavaco Silva não foi um mau Presidente da República por causa de não usar cravo na lapela, nas comemorações do 25 de Abril, nem pela pose esfíngica, provavelmente motivada por se ter em muito boa conta, à semelhança do bardo do Asterix. Tampouco por ficar radiante com o sorriso das vaquinhas nos Açores ou angustiado com o seu magro orçamento familiar de 10.000 euros mensais!

Com estes episódios Cavaco Silva terá perdido a sua base social de apoio, agora, foi e é um mau Presidente da República porque dinamizou e suportou a política de exploração e empobrecimento, a Política de Direita.

Um Presidente da República de direita, bate-se por uma Política de Direita, uma política que está em confronto constante com a Constituição, como os últimos quatro anos nos demonstraram. E é por isso que tudo temos que fazer para que não seja um representante da direita a presidir ao primeiro órgão de soberania do nosso país.

Para isso acontecer é fundamental que todo aquele que não quer a direita a governar vá votar e  não vote em Marcelo Rebelo de Sousa. Mas vamos mais longe, é preciso que vote em Edgar Silva.

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E porquê votar Edgar Silva?

Porque é a candidatura que tem por primeiro objectivo defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição.

Mas mais do que isso, porque é uma candidatura por uma política patriótica e de esquerda.

Patriótica porque defende a independência e a soberania de Portugal, a produção nacional, o controle público dos sectores estratégicos e a renegociação da dívida.

De esquerda porque defende a melhoria dos rendimentos dos trabalhadores e pensionistas, o alívio fiscal do trabalho e do consumo e o agravamento da tributação do capital e da actividade especulativa e serviços públicos que respondam às necessidades das portuguesas e dos portugueses.

Mas não se ficam por aqui as razões. Não é só no projecto da candidatura que existe distinção, é também no candidato.

Edgar Silva tem um percurso de vida, que não tenho dúvidas que se o conseguirmos dar a conhecer chegaremos a muita mais gente do que a que está no espaço político de onde parte esta candidatura.

Um percurso de vida de militância, de luta cidadã em defesa dos mais desfavorecidos, das franjas mais pobres e mais frágeis das periferias do Funchal, daqueles que ficavam à margem, dos que eram usados, dos que sofriam com o “jardinismo madeirense”, o lado negro de um certo paraíso turístico.

O melhor que o nosso país pode aspirar a ter na Presidência da República é alguém assim.

Alguém que se preocupe com os problemas das pessoas, que chame a atenção para os sofrimentos, que aponte o que está mal, que sinalize caminhos, que aglutine forças e vontades de superação para o povo e para o país.

O tal Provedor do Povo que se falou esta semana.

E, camaradas e amigos, é esta preocupação em ir ao encontro das das pessoas, em chamar a atenção para os problemas das populações, que tem caracterizado as semanas de pré-campanha que já levámos.

Para além das dezenas de acções de contacto e distribuições, junto aos locais de trabalho e nas concentrações populares, já realizadas no distrito de Aveiro, a candidatura tem feito inúmeras iniciativas:

– VISITAS – ao Centro de Respostas Integradas, em Aveiro, à Renault Cacia, a uma Unidade de Produção Leiteira em Ovar, ao Tribunal de Santa Maria da Feira;

– ENCONTROS – com a população pela erradicação da pobreza, em Santa Maria da Feira; pela melhoria das acessibilidades rodoviárias  e ferroviárias entre Águeda e Aveiro;

– SESSÕES PÚBLICAS, na inauguração do Centro de Trabalho do PCP, em Espinho, no Comício nos Paços do Concelho de S. João da Madeira e na apresentação pública dos mandatários concelhios, na Casa do Desenvolvimento Sustentável, em Aveiro.

Hoje já estivemos na ECCO, em Santa Maria da Feira, num encontro com os trabalhadores, em Esmoriz reunindo com os pescadores e aqui em Estarreja, antes deste jantar – comício em reuniões com a Comissão de Utjantares com a Administração do Hospital Visconde Salreu.

E vamos continuar com este trabalho até as eleições. Temos uma agenda cheia para o mês de Janeiro, contactos, reuniões, distribuições por todo o distrito.

Da agenda de Janeiro destaco quarto grandes iniciativas:

– o Debate sobre a Constituição da República Portuguesa e os Trabalhadores, em Aveiro, no dia 6 de Janeiro, que contará com o mandatário nacional da candidatura, José Ernesto Cartaxo;

– o Comício do Palácio de Cristal, no Porto, no dia 10 de Janeiro, um Domingo às três da tarde, que contará com a presença de Edgar Silva;

– o Comício Distrital, em Aveiro, no dia 14 de Janeiro, que contará com a presença de Edgar Silva;

– a Sessão Pública, em Oliveira de Azeméis, no dia 18 de Janeiro, com Jerónimo de Sousa.

Estamos todos convocados … e é para levar um amigo também!

Vamos à luta.

Vamos à luta porque não temos tido, nem vamos ter, cobertura da comunicação social.

Teremos os habituais silenciamentos, a ostracização e a caricatura.

É a sina de quem se bate por aquilo que nós nos batemos.

Por isso cada um de nós é fundamental nesta luta, no passa palavra, na mobilização da nossa gente e de todos os democratas e patriotas que queiram, de facto, contribuir para uma mudança de rumo.

Vamos a isto!

Viva a Candidatura Presidencial de Edgar Silva!

Viva Portugal!

 

 

Salão da Banda Visconde de Salreu, 18 de Dezembro de 2015

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