Intervenção do Mandatário Distrital da Candidatura de EDGAR SILVA -Francisco Gonçalves

Camaradas e Amigos,

Estamos no quinto dia da campanha eleitoral para as eleições presidenciais de 24 de Janeiro. A nossa candidatura tem, na pré-campanha e na campanha, milhares de quilómetros de estrada feitos, milhares de contactos com a população, encontros, reuniões, sessões públicas, comícios, de norte a sul do país, nas regiões autónomas e na Diáspora portuguesa. Temos encontrado muita gente, muito entusiasmo, muita vontade de lutar.

Tem sido assim e nós sabemos que sim. Mas quem olhe apenas para o que lê, vê e ouve em alguma comunicação social, por vezes fica com a ideia que a candidatura pouco ou nada tem feito e o candidato, coitado, não vai lá das pernas.

Por isso, hoje, não resisto a deixar aqui três episódios da (alguma) cobertura mediática, não porque esperássemos outra coisa, mas para sublinhar que devemos estar a incomodar muita gente, que temos muito potencial, que se calhar a coisa não está a correr como os grandes interesses tinham arquitectado.

O primeiro episódio é como foi noticiado, de um modo geral, o Comício de Domingo passado, no Palácio de Cristal, no Porto, uma iniciativa com milhares de participantes, em dia de forte intempérie, que mereceu o mesmo destaque de um qualquer número feito, com meia dúzia de pessoas, para tv ver. Dizem-nos que é o critério jornalístico, um comício é deja vu, o que está a dar são coisas bué, bué modernas. Se é assim porque é que ainda não vimos nenhuma iniciativa, mesmo que bué, bué moderna, com uma participação semelhante à do Palácio de Cristal?

O segundo caso, mais um fenómeno que um episódio, é a avidez jornalística para saber como é que o nosso candidato classifica o regime de um certo país lá para as bandas do Sol nascente. Por razões que desconheço deverá ter grande importância para o futuro de Portugal, particularmente para a Presidência da República. Mas, mais curioso ainda é que tendo o nosso candidato respondido a tão insistente questão não se livrou da conclusão noticiosa: “Edgar Silva hesitou”. Será que tínhamos que responder como o jornalista queria?… É que, camaradas e amigos, a perguntas nós respondemos, agora a respostas infelizmente não conseguimos responder!

Para último fica o encantador episódio de “As gafes de Edgar”. Ao que consta Edgar Silva terá falado numas presidenciais nos idos de 85, quando deveria ter dito 86, uma vez que se realizaram a 26 de Janeiro e a 16 de Fevereiro desse ano. Mas, como isto não chegava para compor uma narrativa de gafes, era necessário arranjar umas quantas e recentes. Após aturado trabalho conseguiram… uma. E qual foi. Edgar Silva disse que o PSD e o CDS tinham perdido as eleições de 4 de Outubro, quando, segundo o jornalista, afinal as tinham ganho. Uma frase que qualquer um de nós já repetiu vezes sem conta em público e privado, e por uma simples razão, não é uma gafe é uma tese política, a nossa tese – o PSD e o CDS perderam as eleições, perderam a maioria e as condições para governar e por isso já não são governo.

Sendo verdade que não podemos generalizar esta apreciação a toda a cobertura jornalística, estes três exemplos dão substância a uma certa linha mediática existente, assente na ideia que a Candidatura de Edgar Silva faz poucas iniciativas e as que faz são antiquadas, repetitivas e sem gente, que o candidato não tem estaleca e não está à altura da tarefa.

Falsa ideia. Olhemos para o candidato. Convido cada um dos que ainda não viu a olhar para os tempos de antena, os documentários, as entrevistas e para o percurso de vida de Edgar Silva. Estamos perante um português que se lembrou agora, porque é candidato a Presidente da República, das causas dos mais desfavorecidos? Não, não estamos. Estamos perante um português que tem como marca de vida, de toda a sua vida, uma dedicação ao trabalho junto dos mais desfavorecidos.

E esta preocupação com os problemas concretos do quotidiano das pessoas comuns, particularmente daqueles que se encontram numa situação mais desfavorecida, deve ou não ser dimensão política do titular do órgão de soberania Presidente da República? Não deve o primeiro representante do povo estar preocupado, ir ao encontro, procurar perceber a vida, as angústias, os anseios do povo que representa?

Com Edgar Silva na Presidência da República não teríamos um pressuroso corta-fitas, nem um árbitro caseiro, com o campo inclinado para o lado dos grandes interesses, um presidente que fecharia os olhos a inconstitucionalidades criadas para beneficiar esses mesmos interesses e as políticas que os garantem, como vimos nos últimos anos. Teríamos um representante do povo, que se bateria pelos direitos constitucionais ao povo consagrados.

É esta preocupação com os problemas concretos que fica da campanha eleitoral da nossa candidatura. Porque muitas das iniciativas foram esquecidas pela comunicação social deixo aqui alguns exemplos, exemplos de cá, do distrito de Aveiro.

Ainda na pré-campanha estivemos numa exploração agrícola de produção leiteira, em Ovar.

Reunimos com pescadores em Esmoriz, no mês de Dezembro.

Visitamos o Hospital Visconde Salreu, em Estarreja, no dia 18 de Dezembro, e esta semana, o Hospital de Águeda.

Visitamos o Tribunal da Santa Maria da Feira, durante o mês de Dezembro.

Estivemos, no dia 23 de Dezembro, no Estabelecimento Prisional de Aveiro, tendo reunido com o director do mesmo.

Reunimos com a administração da Associação Humanitária Mão Amiga, em Albergaria-Velha, uma instituição de apoio a crianças sem família e visitamos a sua creche.

Reunimos com os Bombeiros Voluntários de Águeda, durante aquele período de chuva diluviana e de cheias.

Contactamos com milhares de trabalhadores e com a população em geral, à porta das fábricas, nas feiras e nos mercados.

E vamos continuar, com contactos diversos, variadas iniciativas pelos dezanove concelhos do nosso distrito. Vamos fazê-lo porque esta é a nossa marca, o nosso ADN. É a marca da nossa candidatura, é a marca do nosso candidato. Não nos podemos dar ao luxo de fazer uns bonecos para tv ver e ficar à espera.

E para terminar, camaradas e amigos, o nosso derradeiro e o mais importante instrumento de campanha, cada um de nós, cada um de vós. Faltam oito dias para a campanha terminar, e para além da realização das iniciativas que temos planificadas, temos o contacto pessoal, a conversa informal, com o familiar, o amigo, o colega de trabalho.

Neste trabalho informal é fundamental sublinhar a importância desta eleição presidencial, as incertezas quanto ao rumo futuro, as fragilidades da solução de governo existente, as oscilações e ambiguidades das suas opções políticas justificam mais do que nunca um Presidente da República apostado na defesa, no cumprimento e no fazer cumprir a Constituição. E isto, camaradas e amigos, um presidente de direita nunca garantirá.

Um presidente de direita puxará sempre o governo para a direita, para a salvaguarda dos grandes interesses em detrimento do interesse geral dos trabalhadores e do povo português. Por isso é fundamental combater a abstenção. Que ninguém que não queira um novo Cavaco Silva, que queira uma alternativa ao que Passos Coelho e Paulo Portas fizeram ao país, fique em casa. O que está em jogo é demasiado importante para nos abstermos de tomar partido.

Vamos a um esforço final!

Viva a Candidatura Presidencial de Edgar Silva!

Viva Portugal!

 

Centro de Congressos de Aveiro, 14 de Janeiro de 2016

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