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Iniciando-se hoje a Cimeira da NATO, em Varsóvia, na Polónia, o PCP alerta para os seus graves objectivos de incremento da acção belicista deste agressivo bloco político-militar conduzido pelos EUA.

Nesta Cimeira, a NATO afirma um novo patamar na sua acção de tensão e confronto visando a Federação Russa, com os perigos para a paz na Europa e no mundo que tal acção representa.

Agitando de novo a pretensa «ameaça russa» para ocultar o seu propósito ofensivo, a NATO reforça a sua presença e acção militar no Leste da Europa, particularmente na Polónia e no Báltico. Há 25 anos que a NATO não pára de promover a sua expansão para Leste que, tendo passado pela agressão à Jugoslávia, se aproxima sempre e cada vez mais das fronteiras da Federação Russa.

Na sequência da sua agressão à Líbia, a NATO reforçou igualmente a sua presença e acção no Médio Oriente e Norte de África, utilizando, entre outros, o pretexto do drama dos refugiados, pelo qual é dos primeiros responsáveis.

A NATO incrementa a sua capacidade de intervenção militar, promove o aumento das despesas militares e a corrida aos armamentos.

Neste quadro, assume particular gravidade a instalação do sistema anti-míssil dos EUA/NATO na Europa, sistema que acentua o desequilíbrio de forças à escala global, gerando uma acrescida corrida aos armamentos.

Na Cimeira de Varsóvia será ainda reafirmada e reforçada a cooperação da NATO com a União Europeia – o seu pilar europeu – que apontou o reforço da sua vertente militarista na sua «Estratégia global europeia» recentemente adoptada.

A NATO é um instrumento de tensão, de desestabilização, de agressão contra Estados que, afirmando e defendendo a sua soberania e independência, têm representado um factor de contenção à imposição do domínio hegemónico do imperialismo, em particular do imperialismo norte-americano.

Pela sua acção directa ou indirecta, a NATO é responsável pelas guerras de agressão contra a Jugoslávia, o Afeganistão, o Iraque, a Líbia ou a Síria, é responsável pelas centenas de milhar de mortos e feridos, pela negação da satisfação das mais básicas necessidades de milhões de seres humanos, pelo drama de milhões de refugiados e deslocados, pela colossal destruição que causou.

Guerras de agressão que foram sempre «justificadas» através dos mais variados e falsos pretextos, como ficou uma vez mais demonstrado pelo inquérito realizado no Reino Unido relativo à agressão e invasão do Iraque em 2003, que teve um momento em Portugal, na Cimeira das Lajes, acolhida por Durão Barroso.

Invocando infundadas «ameaças», a cínica «luta contra o terrorismo» ou a pretensa «defesa dos direitos humanos» e da «democracia», a NATO é responsável pelas mais brutais violações dos direitos humanos, pelo terrorismo de Estado e o apoio a grupos que se caracterizam pela sua acção de terror, pela destruição de Estados soberanos, pelo desrespeito da soberania e vontade dos povos.

A Cimeira da NATO realiza-se num momento em que, no quadro do aprofundamento da crise estrutural do capitalismo, para além da Europa, do Médio Oriente e África, o imperialismo promove igualmente ofensivas desestabilizadoras na América Latina e a crescente militarização na Ásia e Pacífico.

Reafirmando a sua posição e intervenção pela dissolução da NATO e pela concretização por parte de Portugal de uma política de paz, de amizade e de cooperação com todos os povos do mundo, o PCP associa-se à campanha «Sim à Paz! Não à NATO» promovida pelo movimento da Paz em Portugal e apela à participação nas acções de protesto que neste âmbito se realizam hoje em Lisboa e amanhã no Porto.

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP – 8 Julho 2016