Etiquetas

Em vez de olhar para o tema do texto, deambular pelas  impossibilidades e limitações que o marcam e rematar com uma luz de esperança, uma possibilidade, vou seguir o caminho inverso.

A renegociação da dívida e a libertação da submissão às regras da União Europeia possibilitariam a canalização de recursos para que o investimento público nacional existisse de facto e não ficássemos limitados aos fundos europeus.

A solução de governo existente (que tem vindo a repor, pouco a pouco, o que o governo anterior tirou) passou de impossível a concreta e mostra que em política, afinal, são as circunstâncias e a correlação de forças que determinam o grau de concretização de uma possibilidade.

Um dos limites desta solução de governo está precisamente na inexistência de investimento público nacional, uma vez que os recursos são canalizados para outras opções políticas, os exorbitantes montantes anuais dos custos da dívida pública e o respeito por valores de  défice ditados pela Comissão Europeia: é necessário um défice de 1,6% em 2017 quando até os limites dos Tratados apontam para 3% e muitos países nem isso cumprem?

Sobram os montantes dos fundos europeus  que, apesar de generosos, correspondem a um terço do custo do serviço da dívida. E têm outro problema, são orientados para determinados fins, nem sempre coincidentes com as prioridades do país, das regiões e dos concelhos. Que o diga Arouca e a eterna e necessária conclusão da Variante.

Um exemplo da Educação. As escolas necessitam de urgente investimento em pessoal docente e não docente, mas como a despesa dá cabo do défice, então, para investir na Educação, vamos buscar dinheiro aos fundos europeus e … torramos milhões de euros em formação e projectos avulsos, alguns bem amalucados. O estruturante fica na mesma – turmas enormes, professores com demasiados alunos, escolas sem pessoal não docente -, mas pronto, habituem-se, é o natural correr das coisas!

Yes we can. / Yes we can, but… / Yes we can? No. Sorry! / É a vida!

.

.

.

Advertisements