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Têm vindo a público, nos últimos tempos, uma série de notícias, denunciando as frequentes descargas poluentes que têm vitimado o Rio Paivô.

Para quem o conheceu, há décadas, com as suas águas cristalinas, sem par, e com um ecossistema cheio de vida, onde abundava a truta fario, só pode ficar revoltado com o que a mão criminosa do homem lhe tem feito, nos últimos anos. E, de facto, as descargas sucedem-se com uma intensidade e frequência tal, à vista de toda a gente, o que faz pensar até que os seus responsáveis agem como se o seu comportamento fosse natural ou não tivessem nada a recear. As imagens, com as águas ora esverdeadas, ora acinzentadas, falam por si.

E a situação é tanto mais grave quando, apesar das sucessivas denúncias, entidades que têm por dever e obrigação zelar pelos nossos recursos naturais, nada fazem. Câmara e Associação Geopark incluídos. Não se preocupam, não fiscalizam, não apuram responsabilidades. Em suma, para lá do habitual discurso de circunstância, nunca fizeram nem nada fazem na defesa e preservação dos nossos rios e ribeiros e seus ecossistemas.

PS. A Associação, em parceria com o agora ICNF, tem efetuado repovoamentos sucessivos no Rio Paivô, desde a junção com o Rio de Frades, prolongando-os pelas ribeiras de Cabreiros e Regoufe, a montante. Foram muitos milhares de alevins da truta fario que lá foram colocados com muito trabalho, muito esforço e alguma esperança. Não resta um único exemplar!

Arouca, 6 de Abril

A Direção da Associação  “URTIARDA”

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