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Senhor presidente do Eurogrupo:

Houvesse da parte da União Europeia e das suas instituições um pingo de respeito pelos povos dos países que o senhor ofendeu e pelas mulheres europeias, e o senhor já não ocuparia esse lugar.

Mostrar-lhe a porta da rua – como lhe fizeram os eleitores do seu país – seria, para não ir mais longe, um acto de elementar bom senso e civilidade.

Mas o facto de ainda se sentar aí não deixa de ser simbólico do estado miserável a que tudo isto chegou.

Pior do que as suas deploráveis declarações, é o que elas traduzem de uma realidade, a da Zona Euro, em que países e povos inteiros estão permanentemente submetidos a relações de domínio e de subjugação, que constrangem e impedem o seu desenvolvimento soberano.

A incansável disponibilidade do lacaio para agradar ao chefe torna-se desprezível e ridícula. Mas apenas isso. O verdadeiro problema é bem maior do que isso.

Senhor Dijsselbloem, apesar de ainda se sentar nessa cadeira, não se iluda: aquilo que o senhor representa não tem futuro.

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Intervenção de João Ferreira no Parlamento Europeu

27 Abril 2017

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