Caro Presidente:

Agora que o F.C. de Arouca caiu de divisão, permita-me a pergunta: cair é deitar ou levantar?

Durante os últimos quatro anos, atravessámos de cabeça levantada os principais relvados do país e o tamanho das vinte e tal mil vidas deste Concelho – para encontrarmos agora do outro lado, o quê? Que nos rebaixemos às combinações estendidas, nos bastidores, entre tubarões grandes e pequenas figuras? Que nos deitemos em mútuas acusações sobre as nossas próprias culpas, por não se ter, ao longo de tantas e tantas jornadas, conseguido mais uma simples vitória, ou mais um mero empate, ou tão pouco um desgraçado golo… nem que fosse em fora-de-jogo ou sob as graças de alguma mão de Deus?

Não e não, senhor Presidente!

Levantar, sim, até onde você, num só rasgo feito de amor, génio e teimosia, já ergueu o nome de Arouca. E subir, sempre, até onde todos os Arouquenses se encontrarem, e esse encontro, crescendo de dentro do hemisfério que sobrou de uma colheita da nossa Terra, nos faça, de novo, gritar por esses estádios fora, como se cada próximo desafio no campeonato da Honra fosse o primeiro jogo do resto das nossas vidas…

. . . CONTIGOOO . . . PINHOOO . . . O IMPOSSÍVEL VEIO PARA FICAR!     

. . . AROUCAAA . . . AROUCAAA . . . SEMPRE DE PRIMEIRA, O TEU LUGAR!

 

Com as mais sinceras saudações desportivas, sou

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Álvaro Couto

Costa Nova, 28 de Maio de 2017

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