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No dia 17 de Junho, às 17h00, no Parque da Vila, a CDU – Coligação Democrática Unitária realizou a apresentação da mandatária concelhia e dos cabeças de lista à Câmara Municipal de Arouca e à Assembleia Municipal de Arouca.

A coordenação da iniciativa esteve a cargo de Tadeu Saavedra, membro da Comissão Concelhia de Arouca do PCP, que apresentou a biografia de cada um dos três oradores, tendo depois concedido a palavra, por esta ordem, à mandatária concelhia, Deolinda Martins Brandão, ao primeiro candidato à Assembleia Municipal de Arouca, António Óscar Brandão, e ao primeiro candidato à Câmara Municipal de Arouca, Francisco Gonçalves.

Deolinda Martins Brandão, de 61 anos, funcionária na área diplomática em situação de pré-reforma, numa breve intervenção, deixou as razões da sua participação no projecto da CDU – a sua origem (cresceu em Rossas), a necessidade em dar um contributo cívico no concelho onde reside (vive vila) e o facto de ver na CDU quem melhor encarna as preocupações ambientais e os valores da ecologia.

António Óscar Brandão, de 55 anos, professor na Escola Secundária de Arouca, na sua intervenção, sublinhou as duas grandes razões que determinam a aceitação para encabeçar a candidatura da CDU à Assembleia Municipal de Arouca – a identificação ideológica com o projecto da CDU (defesa dos serviços públicos de proximidade, a preservação dos recursos naturais, a valorização da importância do papel do Estado) e a sua própria identidade local (nasceu, cresceu e reside em Arouca, conhece as pessoas e a terra, os seus problemas e anseios).

Francisco Gonçalves, 46 anos, professor na Escola Básica de Arouca desde 1997, na intervenção mais longa da iniciativa, sublinhou dez ideias-síntese:

I –  A candidatura da CDU é distinta das restantes, é um projecto nacional com expressão local, pautando-se pelos mesmos critérios e ideias em qualquer parte do país;

II –  Duas das principais bandeiras da CDU são a participação, aproveitando ao   máximo as possibilidades do poder local democrático para servir as populações, e a defesa dos serviços públicos;

III – As eleições de 1 de Outubro não podem ser reduzidas à pergunta – o próximo presidente da Câmara Municipal de Arouca será Margarida Belém ou Fernando Mendes?;

IV – Serão eleitos sete vereadores, vinte e um deputados municipais e mais de uma centena de membros das assembleias de freguesia, que terão a seu cargo a acção executiva, mas também a fiscalização do poder executivo e a missão de levar aos órgãos autárquicos os problemas e as sugestões que em cada momento se exijam;

V –  A actual fase da vida política portuguesa mostra que os partidos à esquerda do PS, particularmente os dois que integram a CDU (PCP e PEV), têm sido fundamentais para que algumas boas medidas tenham avançado;

VI –   Também aqui em Arouca, a diversidade e um maior peso à esquerda do PS, será importante nos próximos quatro anos. Um executivo camarário apenas com vereadores do PS e do PSD/CDS e uma Assembleia Municipal apenas com deputados do PS e do PSD/CDS será mais pobre do que órgãos autárquicos com eleitos da CDU;

VII – Aliás, quem participar e assistir às Assembleias Municipais verifica que há deputados que passam o mandato sem fazer uma intervenção, uma pergunta, uma proposta.

VIII – Podemos garantir que um eleito da CDU não passaria quatro anos calado, sem intervir. Não deixaria de lá levar as ideias que defende, de fiscalizar a acção executiva e de lá colocar os problemas de cada momento;

IX – O principal problema de Arouca é demográfico, sendo o grande desafio o de fixar as populações. É uma tarefa que não depende apenas da autarquia, está dependente – é, em parte, a consequência – da evolução económica do país e das políticas públicas (não é Arouca que determina a qualidade do emprego na região, nem as prioridades de investimento público), da existência de serviços públicos de proximidade. Contudo, a autarquia deve dar sinais e apontar caminhos.

X – A campanha, a nossa campanha, vai centrar-se em iniciativas que chamem a atenção para matérias importantes para o futuro do concelho, como: a limpeza e preservação dos rios, o ordenamento florestal, a concentração de serviços e a transferência de competências para as autarquias, no que à educação diz respeito.

Concluída a intervenção de Francisco Gonçalves, Tadeu Saavedra abriu um período de debate onde foram colocadas algumas questões, tendo os três oradores respondido àquilo que foi perguntado.

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Parque da Vila, 17 de Junho de 2017

A Candidatura da CDU – Arouca

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