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Francisco Gonçalves – Candidato à Câmara Municipal de Arouca

Porque se candidata à presidência da CMA?

Na CDU as candidaturas ao que quer que seja não são pessoais, cada um avalia as disponibilidades pessoais, o órgão colectivo avalia as disponibilidades existentes, as circunstâncias (da eleição, do local e do tempo) e decide.

O que o distingue dos outros candidatos?

Prefiro não colocar as questões em termos pessoais e de distinção com os outros candidatos. Diria que os arouquenses não perderiam nada, bem pelo contrário, só ganhariam se tivessem uma voz da CDU no executivo camarário, na assembleia municipal e nas assembleias de freguesia. Os eleitos da CDU não fariam figura de corpo presente, honrariam o cargo e o voto confiado. Julgo, que na última década, com ou sem eleitos, isso mesmo fomos demonstrando na Assembleia Municipal.

Qual é o seu principal adversário?

A bipolarização e o afunilamento das eleições de 1 de Outubro na pergunta: o próximo presidente da Câmara Municipal de Arouca será Margarida Belém ou Fernando Mendes? São 7 vereadores, 21 deputados municipais, 134 membros das assembleias de freguesia e 48 membros das juntas de freguesia, concretamente 210 autarcas a eleger.

Como será a sua presidência?

Prefiro responder antes como seria o trabalho do executivo camarário com a CDU representada na vereação, porque a presidência com maioria, a presidência sem maioria ou a vereação em minoria apenas fazem variar as condições objectivas de aplicação do projecto CDU. O estilo de trabalho é o mesmo – procurar encontrar soluções no quadro existente, é esse o património autárquico de trabalho da CDU, trabalhar conjuntamente com as outras forças políticas, respeitando o voto popular.

Que mais valia pessoal pode trazer à gestão da autarquia?

A mais valia que um vereador da CDU traria à gestão autárquica seria a de honrar o lugar e o trabalho do executivo camarário, levar as questões que em cada momento se levantam e procurar soluções para o que for surgindo. Julgo que a intervenção que temos tido, nos últimos anos seja na Assembleia Municipal enquanto munícipes seja os documentos que temos tornado públicos, e o trabalho cívico que os nossos candidatos têm feito noutros órgãos de instituições do concelho dão garantias de que com eleitos da CDU o trabalho autárquico melhoraria.

Quais são as suas principais bandeiras eleitorais?

Para responder à questão vou fazer um roteiro pelas iniciativas da pré–campanha eleitoral. No Parque da Vila, na apresentação da mandatária concelhia e dos cabeças de lista à Câmara e assembleia Municipal, sublinhámos a importância de ter autarcas com intervenção nos órgãos e não meros corpos presentes.

Na visita ao Agrupamento de Escolas de Escariz manifestámos a nossa oposição à concentração escolar, pela necessidade das escolas terem uma dimensão humana, e à municipalização, porque não é à autarquia que compete gerir pessoal (docente e não docente) e currículos.

Na limpeza do Urtigosa, para registar a importância dos rios e da preservação da sua diversidade, utilizando como exemplo a seguir noutros rios do concelho o trabalho da Urtiarda.

Na visita ao Centro Juvenil Salesiano de Arouca, para ouvir as preocupações desta associação local e para sublinhar a importância que a autarquia deve dar à formação desportiva e cultural dos jovens, separando claramente as águas entre o que é a formação e o que é o desporto profissional.

Na visita a Meitriz, para chamar a atenção para o desaparecimento dos povoados da beira rio e da serra e para as questões da floresta, não deixando de apontar o exemplo do que a autarquia fez no pós-incêndios 2016, NADA.

Na visita ao Centro Arqueológico de Arouca para ouvir as preocupações desta associação arouquense, mas, também, para mostrar que o trabalho de sapa, aquele que não é tão visível e vistoso, é importante na promoção do Património do concelho, neste caso o Património Histórico Natural.

Com este roteiro de iniciativas sinalizámos áreas de intervenção na política autárquica: Educação, Associativismo, Património Natural, Património Histórico Cultural, apresentamos o nosso estilo de trabalho e evidenciamos que Arouca é muito mais, tem muito mais, precisa de fazer muito mais do que o que está na moda e reluz.       

Que medidas propõe para diminuir a polémica em torno da “privatização da água”?

Como questão de princípio entendemos que um bem como a água deve permanecer na esfera pública e fora da lógica de gestão do Mercado, o fornecimento de água é um serviço público.

O problema hoje existente obriga a que sejam comparados os custos inerentes à  manutenção da situação actual, de lógica mercantil, com os de um processo de “auto-determinação” arouquense da entidade que actualmente é responsável pelo fornecimento de água.

Tendo que ser ponderados os custos dessa desvinculação e considerando que a estrutura actual, caso mantenha a lógica mercantil, nunca vai permitir aos consumidores arouquenses um binómio custo/benefício razoável, a única solução razoável passa pela existência de uma entidade pública de fornecimento de água, municipal ou inter-municipal, afastada da lógica mercantil, que permita ao Estado absorver parte do custo, única forma do preço assumir alguma razoabilidade para o povo de Arouca.      

Vai manter a Associação Geoparque Arouca, financiada pela autarquia? Caso a sua resposta seja afirmativa, que mudanças pretende introduzir?

É necessário avaliar o trabalho desenvolvido e, relativamente ao futuro, se acrescenta algo ao plano de desenvolvimento local que a autarquia pretende. Se for um instrumento útil a esse plano, deve ser mantido se não não deve ser mantido. Não pode servir é para desviar as atenções sobre a responsabilidade das políticas de desenvolvimento local.

Que estratégia política pretende utilizar para tentar finalmente concluir a Variante?

A Variante, conforme afirmamos há muito tempo, é uma obra nacional que tem que ser garantida por investimento público nacional. Enquanto o investimento público não for reatado a Variante não será concluída. A resposta para este problema virá sempre das opções do plano nacional. Aliás, Artur Neves é disso a melhor prova, garantiu ser o único que a poderia fazer e que a faria. Agora, vai sai da presidência da Câmara e a obra continua por fazer.

O que pensa fazer em concreto para fixar a população mais jovem no concelho?

As diversas políticas concelhias de estímulo à fixação de população não têm sido muito bem sucedidas. Arouca fixará população jovem se houver ofertas de emprego interessantes no concelho, se nos concelhos à volta suceder o mesmo, se Arouca mantiver e/ou reforçar os serviços públicos de proximidade. A autarquia deve ajudar a criar condições para que estas condições existam.

Quantos vereadores em permanência pensa ter no seu executivo?

Os suficientes para o desempenho competente das funções. Não interessa para poupar reduzir de tal maneira os vereadores em permanência e depois não ter condições para desempenhar competentemente a função. Por outro lado a Câmara Municipal não pode ser utilizada como agência de emprego.   

Quais os pelouros que vão ficar afectos à presidência?

Só depois de considerado o quadro de eleitos e as vontades existentes é que se poderá fazer a distribuição de pelouros.

No caso de não ter maioria absoluta, está disponível para coligar-se ou governará em minoria?

Conforme já referi, deve ser feito um esforço por encontrar soluções políticas para o expresso no sufrágio. É essa a obrigação do político, encontrar soluções no quadro resultante das eleições.

Se não vencer as eleições, vai ocupar o lugar de vereador?

As eleições não são um jogo de bola, onde há vencedores e vencidos. As eleições, as autárquicas no caso, servem para eleger deputados municipais, vereadores, sendo que o primeiro da lista mais votada será presidente da câmara, e membros das assembleias de freguesia, de onde saírão as juntas de freguesia.

Portanto, em nosso entender, a obrigação de um político e de uma força política é aceitar a decisão popular e assumir as responsabilidades que o povo lhe entendeu dar.

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Arouca, 3 de Agosto de 2017

in “Roda Viva”

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