Feira das Colheitas que futuro? – PCP Arouca

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Inicia-se hoje a septuagésima segunda edição da Feira das Colheitas, festa maior de Arouca, momento de celebração da terra e da gente. Uma vez mais serão aos milhares os que nos visitarão. A Feira das Colheitas nasceu e consolidou-se como festa iminentemente popular,  promotora dos produtos de Arouca e dos usos e costumes arouquenses. É essa a sua matriz, a marca da sua singularidade, na região e no país.

O programa deste ano, apesar de diversificado, não rompe com uma linha que, nos últimos anos, a autarquia tem imprimido e sedimentado. Referimo-nos à transferência progressiva do enfoque principal da componente agrícola para outras e a assumpção  de um registo de espectáculo meramente comercial, igual a tantos outros por esse país fora. Esta tendência podemos encontrá-la, este ano, na não realização da exposição de produtos agrícolas, no espectáculo principal em si (e no)/com bilhete comprado.

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Bugs Bunny Show – Álvaro Couto

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bbunnyQuando eu era miúdo não havia pai para os desenhos animados do Coelho Pernalonga. Não havia, mas agora já há. O herói da nova série é outro Coelho que, tal como o Pernalonga, dá passos para trás e para a frente. Daí chamar-se, simplesmente, Passos Coelho. A heroína, no papel de mata-hari, dá pelo nome de uma tal Cristina Miranda, é professora em Viana do Castelo, passou a vida inteira a empilhar coisas, levando chuva e pó nas ventas em cima de um tractor, sem férias, nem almoços fora, nem passeios com os pais.  Em suma, um espírito simples e rústico, para quem o trabalho das babbysiter’s são mariquices e qualquer subsídio de desemprego um roubo ao Estado, mas que, malgré os seus 50 anos, continua a acumular um par de t(r)etas que só visto.

– Ehh! Wat’s up, doc?

O que se passa é que eu ainda não caí em mim, depois de assitir à última série deste Bugs Bunny Show, no qual se incidia sobre a tributação de imóveis avaliados para cima de quinhentos mil euros: quem já tenha visto um porco a andar de bicicleta talvez não se surpreenda de ver a mata-hari em cima de um tractor, porventura enciumada pelo rabinho da Mariana Mortágua; surpreende-me, isso sim, que noutros tempos, Passos Coelho cobiçasse, com a sua servidão fiscal, o pouco dinheiro que os pobres tinham, com o argumento de pôr a «economia a andar para a frente», sendo que, agora, defenda que tributar alguém com um prédio de quinhentos mil euros seja pôr a «economia a andar para trás».   

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Sobre a reunião do Comité Central do PCP de 17 e 18 de Setembro de 2016

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O Comité Central analisou a situação social e política nacional e internacional e traçou objectivos para a sua intervenção política nos próximos meses. Deu seguimento aos trabalhos de preparação do XX Congresso do PCP com a aprovação das Teses-Projecto de Resolução Política.

As consequências da política de direita, dos PEC e do Pacto de Agressão, particularmente agravadas pela acção destruidora do Governo PSD-CDS, patentes na grave situação em que o País foi deixado, traduzem-se num sério problema que estão a condicionar a vida do País e as suas perspectivas de desenvolvimento.
Hoje é claro, que a regressão económica e o retrocesso social verificados nestes anos e nos mais diversos sectores da vida nacional, são um sério entrave que exige um extraordinário esforço de superação, só possível com a concretização de uma política em ruptura com a orientação e rumo que conduziu o País à actual situação.

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Os EUA bombardearam o cessar-fogo na Síria – António Abreu

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Há dois dias, aviões norte-americanos mataram pelo menos 62 soldados sírios. Saíram, depois da reunião à porta fechada do Conselho de Segurança da ONU convocado pela Rússia para esclarecer esta questão, e optaram por lamentar junto aos jornalistas o sucedido e para afirmar que «seja qual for o resultado da investigação sobre este caso (!!), a aviação não o fez intencionalmente.» Esperar-se-iam desculpas à Síria e aos familiares dos soldados mortos. Isso não aconteceu. Terroristas do Estado Islâmico progrediram para o território ocupado pelos soldados sírios mortos.

A opinião pública não perdoará aos EUA novo malogro do plano de cessar-fogo para a Síria, como aconteceu ao de Fevereiro.

Os estrategas do Pentágono decidiram há vinte anos a destruição da democracia e desenvolvimento de muitos países, começando, na fase das “revoluções coloridas” desta década, pela Líbia e pela Síria, esta em 2011. Há razões políticas e energéticas nestes planos maquiavélicos: retirar aliados à Rússia, acabar com o não-alinhamento e obter a exploração do petróleo desses países, impedindo a Rússia de ser fornecedora de petróleo e gás à Europa.

A liquidação das condições de vida dos sírios, a destruição das suas cidades, a falta de condições de habitabilidade, de acesso a alimentação e água durante cinco anos consecutivos, originou o desespero, mais e duas centenas de milhares de mortos, centenas de milhares de refugiados.

O clamor universal para que desta vez se calem as armas é maior.

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PCP apresenta projecto para devolver os baldios aos povos

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Sr. Presidente
Srs. Deputados

O PSD e o CDS acusam outros de preconceito contra a propriedade, mas claramente têm um preconceito contra a propriedade comunitária. Tal como o fascismo se apoderou dos baldios dos povos contra a sua vontade, também alguns entendem que os baldios, perante novas formas de produção de riqueza, como aproveitamento de recurso naturais, nomeadamente os energéticos, não podem ficar nas mãos dos povos. O 25 de abril consagrou direitos na Constituição da República. Ainda há quem não se conforme com isso.

Os baldios têm historicamente uma relação muito estreita com a fixação de pessoas nos territórios. São um importante instrumento e complemento de apoio a essa fixação. Quando é cada vez mais evidente que o país tem um problema de povoamento, os baldios continuam a ser instrumentos importantes para tal.

O anterior governo PSD/CDS, avesso a qualquer tipo de propriedade que não a privada nas mãos de grandes proprietários, no seu processo de ajuste de contas com as conquistas do 25 de abril, promoveu uma alteração à lei dos baldios, aprovada apenas com os votos dos seus partidos, criando as condições para facilitar a privatização de baldios. Alteraram o conceito de comparte, permitindo a identificação como comparte de pessoas sem relação com o baldio.

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IDIOTAI ! IDIOTAI ! – Álvaro Couto

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Idiotai” era a palavra que os antigos gregos diziam aos que, ousando abrir a boca na coisa política, só lhes entrava mosca, enquanto lhes saía asneira. A evolução da palavra dispensa comentários. Até porque os “idiotas” continuam entre nós. Talvez seja, por isso, que os partidos políticos comecem a “idiotar” os seus jovens militantes em idades cada vez mais tenras.

Se levarmos em linha de conta o número de «cursos», «escolas» e «universidades» patrocinados por alguns partidos, ao longo de cada verão, podemos concluir que, em todos eles, convergem duas grandes linhas de força: o vazio e a ambição dos seus frequentadores. Este verão, lá tivemos mais do mesmo filme. Porém, o filme deste ano, repetindo-se tantas vezes, ora em directo, ora em diferido nas televisões nacionais, revelou, com mais clareza, o que eu suspeitava há muito: este tipo de cursos ora serve para Zombies ora promove  Salvadores da Pátria.

Os Zombies não estão lá para estudar. Estão lá para fazer número. Os Salvadores da Pátria, eles próprios, também não estudam. Estão lá para salvar. E salvam-se com duas ou três frases nas televisões, transmitindo (quanto mais cedo, melhor!) as «idiotices» do seu partido (quantas mais vezes, melhor!). Parece isto banal? Puro engano. É cabalístico e de efeito seguro. Um Paulo Rangel, lançado de fugida numa UVL (Universidade de Verão dos Laranjinhas) ou um Nuno Melo, espadeirando a plateia numa EQP (Escola de Queques (perdão, de Quadros) Populares), vale 500.000.000 unidades de estreptomicina para os Zombies e equivale à vitamina C de dois mil limões para os Salvadores da Pátria. Daí que, verão após verão, aumentem as afluências a este tipo de cursos, o que desperta um interesse cada vez maior das televisões.

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Parlamento cria grupo de trabalho para incêndios

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A Comissão de Agricultura criou um grupo de trabalho para acompanhar medidas de prevenção e combate aos incêndios florestais, por proposta do PCP.

Foto de Octávio Passos / Agência LUSA

Foto de Octávio Passos / Agência LUSA

A Assembleia da República passa a ter um grupo de trabalho dedicado aos incêndios florestais, depois de um Verão marcado pelo flagelo de milhares de hectares de floresta ardida. A proposta partiu do PCP e tem por base uma resolução adoptada pelo Parlamento em 2014, que recomenda «a adopção de medidas com vista a assegurar maior eficácia no âmbito da prevenção e combate aos fogos florestais».

Há pouco mais de um mês, o Governo criou um outro grupo de trabalho, no seio do Executivo, entre os ministérios da da Agricultura, do Ambiente, da Administração Interna e da Justiça para «tratar, de uma vez por todas, da prevenção estrutural e de fazer a reforma da nossa floresta». O anúncio foi feito pela ministra da Administração Interna após o grande incêndio em Arouca (Aveiro).

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O IMI, a Igreja e os Partidos – Francisco Gonçalves

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Tivemos por estes dias uma polémica em torno da isenção de IMI dos edifícios de culto religioso e sedes partidárias. À direita vimos os conservadores clamarem – Ai Jesus, as Igrejas não, os Partidos esses sim! – e à esquerda os marxistas (pós-)modernos – era o que faltava, Partidos e Igrejas têm que pagar como paga qualquer contribuinte. Para espanto de muitos, os outros marxistas, os leninistas, defenderam a manutenção das isenções, inclusive das igrejas católicas. Umas notas sobre a coisa.

Comecemos pelos impostos, a forma a que um Estado recorre para financiar a sua actividade, particularmente para distribuir, melhor ou pior, a riqueza gerada. Os impostos centram-se sobre a actividade económica – rendimentos, património e as transacções de mercadorias, bens e serviços. A questão que se coloca é se devem existir actividades que, pelo seu interesse público, justificam uma discriminação positiva, neste caso concreto, no Imposto Municipal sobre Imóveis.

Em minha opinião os edifícios destinados ao culto religioso e à actividade política partidária devem usufruir desta isenção, tal como toda a actividade associativa cultural, desportiva, ambiental, cívica. E porquê? Pelo contributo que dão à cidadania, no caso da política e do associativismo, pela satisfação de um direito e uma necessidade comunitária dos crentes, no caso da religião. Continuar a ler

«Too PSD to jail» – Carlos Carvalhas

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Onde pára a reclamação do Estado dos 155 milhões de euros do penhor financeiro do capital da Galilei, dos 1,8 milhões da Sociedade Médica, dos mais de 22 milhões da Galilei Saúde e dos 1,17 milhões da Datacom-sistemas?

Na chamada crise de 2007/2008, que se arrasta, ficaram conhecidas as expressões Too big to fail (grandes de mais para falir).

Este foi o expediente argumentativo para os neo-liberais, que defendiam e defendem que o Estado não deve intervir nas empresas e que deve ser o mercado a sanear as situações, premiando as que têm mérito e punindo as que não têm, injectando milhões dos Orçamentos do Estado, dos contribuintes como eles gostavam de dizer, nessas grandes empresas dos seus amigos e correlegionários…

Deixaram cair a teoria e passaram a argumentar que há empresas e bancos que pela sua dimensão e interligações não podem falir pois põem em perigo as respectivas economias.

A pratica mostrou assim a hipocrisia da política neo-liberal que afinal só se aplica às pequenas e médias empresas tornando claro a quem serve tal teoria apresentada nas universidades com roupagens científicas e de neutralidade. Uma teoria para dar cobertura à concentração e centralização de capitais, à acumulação do capital, entre nós defendida , entre outros, por Passos/Cristas/Portas…

Com o andamento da crise foi-se vendo que dos grandes responsáveis pelas muitas trafulhices que meteram milhões aos bolsos e nos bolsos dos amigos e compadres – os tais das «liberalidades» – só foram presos meia dúzia, os mais indefensáveis, para calar a opinião pública. Por isso, na imprensa mais crítica surgiu uma nova expressão: Too big to jail. Grandes de mais para serem presos!

Em Portugal tem-se passado o mesmo.

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Comício da Festa do «Avante!» – Jerónimo de Sousa

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No tempo em que celebramos e realizamos a quadragésima Festa do «Avante!», a todos vós – construtores e participantes – as saudações fraternais e a manifestação da nossa alegria pela vossa presença.

Somos todos nós que fazemos esta Festa. Mas esta participação imensa de jovens, muitos dos quais a sentirem-se livres e emancipados no acto de construção, nos momentos da participação diversificada, e aqui no comício da Festa, permite uma conclusão: só por isto a Festa já valia a pena. Viva a JCP, viva a juventude! Um viva que envolva todo o nosso colectivo partidário, este nosso Partido Comunista Português!

E porque também celebramos os 40 anos da Constituição da República que haveria de consagrar e projectar os valores de Abril, a Festa do «Avante!» que só é o que é porque em Portugal houve uma revolução libertadora, então celebramos também a Constituição de Abril, lutando pela sua defesa e efectivação.

Este ano a Festa está maior, estendeu-se à Quinta do Cabo que hoje é nossa, é da Festa! A campanha para a sua aquisição foi um êxito. Daqui saudamos todos os militantes e um agradecimento aos muitos outros milhares de democratas que, com o seu apoio, tornaram possível esta importante valorização da nossa Festa!
Uma saudação que estendemos, de forma calorosa, às várias dezenas de delegações estrangeiras que connosco partilharam estes três dias. A vossa presença confirma os laços de amizade e solidariedade que nos unem e que queremos reforçar no interesse comum dos nossos países e povos.

Podeis estar certos que o PCP, partido patriótico e internacionalista, fará tudo o que estiver ao seu alcance para fortalecer a acção comum dos comunistas e das forças do progresso social e da paz de todo o mundo, para fazer frente com confiança à perigosa e preocupante evolução da situação internacional.
A vida tem confirmado as análises do PCP sobre a evolução do sistema capitalista e o aprofundamento da sua crise estrutural. Uma crise global inseparável de uma inaudita centralização e concentração do capital e da riqueza, de uma cada vez maior financeirização da economia e domínio do capital financeiro e especulativo que é acompanhada no plano social de uma brutal intensificação da exploração dos trabalhadores, do ataque a direitos sociais e liberdades fundamentais e à soberania dos Estados.

O imperialismo não tem soluções para os problemas do mundo contemporâneo e é incapaz de ultrapassar as contradições do sistema. Pelo contrário, a sua acção aprofunda todos os problemas e por toda a parte enfrenta a resistência e a luta dos trabalhadores e dos povos.

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Os manuais – Margarida Botelho

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As crianças nascidas na última década no nosso País não têm assegurado o futuro risonho que merecem. Em bom rigor, todos os nascidos neste milénio têm o mesmo prognóstico.

Já o dissemos muitas vezes, mas as consequências da política de direita abatem-se de forma especialmente cruel sobre as crianças e os jovens. Seis mil escolas do 1.º ciclo encerradas nos últimos dez anos, abonos de família cortados a mais de meio milhão de crianças, desemprego, precariedade e baixos salários dos pais, o que explica porque é que uma em cada quatro crianças vive numa casa onde não está garantido que se coma carne ou peixe a cada dois dias – dito pela UNICEF.

Isto não é por acaso: o que o grande capital e quem o serve mais desejam é que as novas gerações tenham menos direitos e menos capacidade reivindicativa do que as anteriores. Continuar a ler

Solidariedade com o povo venezuelano – Fim à ingerência externa na Venezuela

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Manifestação em defesa do regime – Caracas, 1 de Setembro

Reafirmando a sua solidariedade com a luta do povo venezuelano em defesa dos avanços e conquistas alcançadas pela Revolução bolivariana, o PCP alerta para a manobra de provocação montada por sectores da oposição venezuelana em torno de uma denominada “Tomada de Caracas”, cuja realização é anunciada para hoje.

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Resposta à crise no leite

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Em marcha lenta, mais de 60 tractores e outras máquinas agrícolas percorreram, anteontem, a Estrada Nacional 109, entre Ovar e Estarreja, em protesto contra a gravíssima situação que o sector do leite e da carne enfrenta.

Esta acção de luta – promovida pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e pela Associação Portuguesa de Produtores de Leite e Carne – iniciou-se com concentrações em Válega (Ovar) e Estarreja.

Os produtores de leite e carne seguiram, depois, até junto de três superfícies comerciais, em Estarreja, onde, com os veículos parados, foi feito um cordão humano, numa forma simbólica de protesto contra a ditadura imposta pelas grandes superfícies comerciais que, com as suas promoções e as ditas «marcas brancas», fazem importações desnecessárias e esmagam em baixa o preço à produção nacional.

Dali, a coluna de tractores seguiu até à Câmara Municipal de Estarreja, onde foi entregue um documento com as propostas e reclamações dos agricultores.

Solidariedade do PCP

Esta acção contou com a presença do PCP, que se fez representar por João Frazão, da Comissão Política do Comité Central (CC), Tiago Vieira, responsável do distrito de Aveiro e membro do CC, e Carla Martins, do Executivo da Direcção da Organização Regional de Aveiro (DORAV) e eleita na Assembleia Municipal de Estarreja.

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Sobre o golpe contra a Presidente do Brasil, Dilma Rousseff

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A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, acaba de ser destituída das funções para que foi eleita por 54 milhões de brasileiros. A decisão do Senado brasileiro culmina um processo de autêntico golpe de Estado institucional. Não se trata do afastamento das suas altas funções de alguém que cometeu qualquer crime que o justificasse. Antes pelo contrário. Trata-se de uma grande operação do grande capital brasileiro para pôr em causa o processo de mudanças sociais e de afirmação soberana, iniciado com a Presidência de Lula da Silva em Janeiro de 2003, e reverter avanços verificados, tirando partido da maioria nas instituições do Estado e dos problemas económicos provocados pela crise do capitalismo. Um processo que, ao mesmo tempo, constitui uma vingança por Dilma ter recusado ceder a chantagens para dar cobertura ao então Presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha e a outros elementos acusados no processo “Lava Jato”, e uma desforra política da derrota imposta ao candidato da reacção nas eleições presidenciais de Outubro de 2014.

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Sobre a recente vaga de incêndios – PCP Arouca

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Neste mês de Agosto que agora finda, Portugal, em geral, e o concelho de Arouca, em particular, foram assolados por uma vaga de incêndios, infelizmente comum sempre que se conjugam, numa floresta crescentemente desordenada, elevadas temperaturas com baixa humidade relativa e ventos moderados a fortes. Perante a brutal dimensão do fenómeno e a destruição de bens, habitações e vidas humanas – cujo prejuízo final só não foi maior graças ao trabalho incansável dos vários corpos de bombeiros e das próprias populações directamente atingidas -, foram as questões do combate aos incêndios, e não as da sua prevenção, as mediaticamente mais focadas.

Agora, algum tempo transcorrido, e sem prejuízo da necessária avaliação da estratégia de combate seguida, do dispositivo de comando à acção concreta e aos meios empregues, no geral e em cada incêndio concretamente, importa é responder, em tempo útil e numa perspectiva imediata do Verão futuro, a três grandes questões:

  1. Porque está a floresta portuguesa como está?
  2. O que é necessário fazer para prevenir os incêndios?
  3. Onde se podem encontrar os recursos necessários?

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Prevenção dos Incêndios – medidas que o PCP considera necessárias tomar:

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– O ordenamento e limpeza da floresta, contrariando a monocultura, plantação de espécies tradicionais e combate às infestantes, combate à hegemonia do eucalipto – a espécie que ocupa mais área no País à frente do Pinheiro Bravo e do Sobreiro –, abertura de caminhos rurais e aceiros, valorização da agricultura e da pastorícia, ocupação do espaço rural e concretização do cadastro. Para tanto é necessário que o Governo desbloqueie meios do PDR 2020 e do Orçamento do Estado, designadamente do Fundo Florestal Permanente;

– A Garantia de um preço justo pela madeira que se mantém a níveis semelhantes aos de há dez anos atrás, apesar dos custos de produção aumentarem, sendo necessária intervenção pública para contrariar práticas abusivas do domínio do mercado;

– O Apoio ao dispositivo de intervenção, designadamente de sapadores florestais – que deveria contar com 500 equipas em 2012, e que apenas dispõe de 283 –, bem como a retoma do Corpo de Guardas Florestais, que o PCP propôs na anterior legislatura, reforço das estruturas do Ministério da Agricultura, para apoiar pequenos proprietários que detêm a maioria da área florestal e que é necessário respeitar. Renovar frotas, valorizar o pagamento às Equipas de Combate a Incêndios Florestais, investir em equipamento tecnologicamente avançado e em maior disponibilidade de meios humanos, tendo presente que muitas corporações de bombeiros viram os seus efectivos migrar.

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Sorrindo às portas do Olimpo – Álvaro Couto

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Foto: EPA/PANAGIOTIS MOSCHANDREOU

Os deuses gregos derrotaram os humanos arouquenses? É a impura verdade. Deste jogo de futebol se fique sabendo que não existe pobreza de espírito. O que há é miséria sem espírito. O caso sendo universátil merece as tantas linhas. Pois o que importa não é o acontecimento mas a gente que há na não-derrota da vida.

Onze homens do F. C. Arouca desafiam outros tantos deuses do Olimp(iakos). Ali está o Vidigal que espreita por detrás da bandeira de Arouca. A bandeira de um pequeno povo. Foi ela que conduziu Gegé ao golo, que este humano abraço guarda para a História. Os deuses foram, logo a seguir, em busca do rosto da inevitável vitória, mas já em tempo suplementar e malfadadamente divino. Para a nossa história o que conta é o verdadeiro tempo do jogo humano, aquele que trouxe a heroica Arouca a primeiro plano, pois ele evoca uma discreta Atenas, sem espada e sem escudo. Por um prolongamento divino e malfadado, bem pode ela erguer a cabeça de Medusa, agora, em triunfo. Porém, no jogo que é jogo, a cabeça de Medusa andou em redor dos humanos jogadores do F. C. Arouca, enquanto o Olimp(iakos) esteve à beira do colapso.

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A arder – Henrique Custódio

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A tragédia dos incêndios em Portugal não expôs apenas as insuficiências existentes no nosso País no combate à catástrofe, nem evidenciou somente a coragem e a abnegação dos bombeiros e membros da protecção civil.

Mostrou também que a «solidariedade europeia» não vale um chavo, que a União Europeia, como espaço comunitário de entre-ajuda (como se diz nos seus tratados fundadores) nem fábula é porque não corresponde a nada, em facto.

Não será por acaso que, da UE, apenas a Espanha, a Itália e a França hajam respondido com ajuda efectiva de meios aéreos de combate a incêndios (a Rússia e Marrocos também responderam ao apelo do Governo português, mas são países de «fora da Europa»).

Nem será coincidência que estes países sejam «do Sul» tão resmoneado «pela Europa» dos ricos (a França, embora fundadora da UE com a Alemanha, não deixa de ter os mesmos problemas que os «do Sul», nomeadamente com a praga dos incêndios).

Assim, vimos o que é sempre de uso em capitalismo: quem manda na UE apenas cuida dos seus interesses próprios (e de classe, não o esquecer), ignorando implacavelmente as necessidades (e direitos) «dos outros».

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Assim não chegamos lá ? Mas quem disse que queremos lá chegar? – Álvaro Couto

“É com este tipo de textos que vocês não ganham em Arouca nem irão ganhar em sítio algum …. Vocês não são um partido político , são uma espécie que nem merece andar por cá. Ganhem vergonha” – André Teixeira

De vez em quando, aparecem uns conselheiros mandando-nos para (aos que perdem e não merecem andar por cá) uns recados com um assim não chegamos lá (devem estar a referir-se aos que passam a vida a ganhar pelo sítio deles). O que estes conselheiros não explicam são as regras deste jogo viciado, onde ganha quem tem sempre as cartas todas, inclusive as do paleio. Senão vejamos.

Geralmente, o Portugal de lá (o que ganha sempre) fá-las e o de( o que perde sempre e não merece sequer andar por cá) é que (em geral) as paga (talvez seja, por isso, que ainda nos deixam andar por cá). O pessoal de (porque nunca ganha) tem larguíssimas costas: as culpas dos males da sociedade são todas da sociedade, do sistema, do modelo económico, do Estado, do Governo, da Câmara (nunca do ministro Fulano ou do vereador Sicrano (dos que ganham em concreto), quando não dessas misteriosas entidades que é o Executivo ou a Assembleia, tudo seres pouco concretos que, quanto a generalidades do lado de (dos que ganham sempre), é o que se pode arranjar), ou ainda do regime, da democracia, da Constituição, da organização dos serviços, da burocracia e de outras abstracções por aí adiante, até ao fado, que é a forma mais portuguesa dos políticos (esse Portugal de lá, cheio de legitimidade, por que ganha sempre) arranjar desculpas sobre a sua própria política (ou pela falta dela) sem atirar as culpas para ninguém nem para coisa nenhuma.

A justiça não funciona? O juiz marcou uma dúzia de julgamentos para o mesmo dia e para a mesma hora, sabendo que os não pode realizar a todos ao mesmo tempo, e depois adiou-os a todos menos a um, mandando queixosos, réus, declarantes, testemunhas, para casa e ordenando novas citações, notificações, para outro dia e outro adiamento? A culpa não é do juiz e do Portugal de (daquele que, ganhando sempre, manda) é da organização dos tribunais e do sistema judiciário (o Portugal de que, perdendo sempre, nem merece cá estar).

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Guardas florestais partem para greve contra a extinção da carreira

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Os guardas florestais vão avançar com uma greve contra a extinção da carreira e em defesa da atribuição de suplementos remuneratórios relacionados com as condições específicas dos seu trabalho, disse hoje à Lusa fonte sindical.

Luís Pesca, da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, afirmou que a greve foi a forma de luta escolhida perante a recusa do Governo em aceitar as reivindicações dos guardas florestais, o que , segundo diz, «contrasta com as afanosas declarações em defesa da floresta e da prevenção dos incêndios florestais, quer do primeiro-ministro, quer de outros membros do governo, nos últimos dias».

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Os incêndios, a política de direita e o…petróleo verde. – Daniel Vaz de Carvalho

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Menos Estado, combate aos fogos inquinado por interesses privados, propriedade privada intocável, mesmo que a incúria represente perigo coletivo, liberalização da plantação de eucaliptos reforçada com medida do governo PSD-CDS em 2014, destruição da floresta autóctone.

Quanto à prevenção os governos procedem como a história daquele mendigo que de noite com frio dizia: amanhã compro uma manta. De manhã, passava-lhe o frio, gastava o dinheiro em aguardente – que também o aquecia…
Assim estão os governos, ausência de prevenção, incapacidade ao nível do desinteresse na mobilização de vigilância, atualmente muito facilitada quer com meios tradicionais quer com meios tecnológicos especiais como os drones ou outros.

Mas recorde-se, a propósito da política de direita a favor dos eucaliptais, um seu ex-ministro da indústria, administrador e ex-administrador com impressionante curriculo nesta área, consultor da CIP ou algo equivalente, o homem que a direita considera que mais sabe de indústria neste país o Sr. Mira Amaral, que disse, então ministro, que o eucalipto seria “o petróleo verde de Portugal”.

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Regresso à Barbárie ou nunca de lá saímos? – Francisco Gonçalves

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franciscoUma onda de atentados terroristas tem varrido a Europa. Emergem em todos nós sentimentos de compaixão pelas vítimas e seus familiares e inquietações, muitas inquietações, quanto ao futuro. A besta humana, que supostamente a civilização e a marcha da história deveriam ter removido, ou pelo menos adormecido, afinal anda por aí.

O terrorismo na Europa não é uma novidade, tampouco o designado terrorismo islâmico. O que é novo na Europa é a escala e a frequência dos atentados. Contudo, é bom não esquecer que, desde o início do milénio, o Afeganistão, o Iraque e, mais recentemente, a Síria têm disto semanalmente, e a morte de um inocente e a dor que provoca é igual em todo o lado.

Como se explica e se combate um fenómeno desta magnitude? As leituras que vão sendo feitas não têm ainda a profundidade necessária, porque a enxurrada mediática só confunde e porque parecem existir alguns elementos novos nestes atentados na Europa.

A leitura política, à direita, vê nas identidades e ideias religiosas islâmicas a origem do problema e a resposta (musculada q.b.) na afirmação da “nossa” identidade judaico-cristã, liberal-democrata e capitalista. À esquerda, vê-se um fenómeno com origem nas realidades concretas dos povos e populações marginais (ao) do sistema (agravadas com as intervenções militares no Afeganistão, no Iraque, na Síria, na Líbia…) e que só pode ser superado pela paz e pela alteração das condições de vida dos marginalizados na Europa e no Mundo.  Continuar a ler

Portugal não precisa de inimigos – José Goulão

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É os momentos difíceis que se vêem os amigos, diz o povo na sua sabedoria tantas vezes invocada, poucas vezes respeitada e raramente seguida.

Momento difícil vive a República Portuguesa, atacada por fogos traiçoeiros cujas causas inspiradoras e os objectivos com eles perseguidos dificilmente serão do conhecimento público e virão a ser alvo de apuramento levado às últimas consequências, como é de tradição neste país quando se trata de assuntos delicados e trágicos. Especula-se sobre as percentagens possíveis de cada uma das fontes de incêndios, tecnocraticamente arrumadas; captura-se aqui ou ali um suspeito de fogo posto, normalmente «pirómano», «doente mental» ou «cidadão irresponsável», qualificações que cumprem bem as acomodações de consciências asseguradas pelo sempre bem-vindo bode expiatório. E quando não houver mais nada para arder por ora e outras desgraças servirem de pasto ao vampirismo da comunicação social, arrasados os bombeiros que vão sendo levados nos andores da caridadezinha, inventariam-se os milhões de prejuízos – a somar aos milhares de milhões para os banqueiros e outros tantos ou mais sugados por Bruxelas – e passamos adiante: para o ano haverá outra «época de incêndios», com anúncio prévio e medidas oficiais. É assim que tem sido; haja alguém que consiga romper o ciclo vicioso para o país e muito virtuoso para os verdadeiros incendiários.

Uma situação de «terrorismo», qualificou, e com toda a propriedade, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses. Não existe palavra com tanta actualidade e mais adequada ao que está a passar-se com os incêndios em Portugal, por muito que tal identificação seja omitida, vá lá saber-se porquê. No entanto, os dramas humanos e económicos do que vem acontecendo traduzem uma imensa tragédia que avança perante a impunidade absoluta – e provavelmente eterna – dos autênticos terroristas.

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O fogo foi-se, porém as perguntas ainda queimam . . . Álvaro Couto

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Enquanto Arouca ardia, onde estava o seu Comandante dos Bombeiros? Ou melhor que estava fazendo, no Algarve, o sr. José Manuel Carvalho Gonçalves? Ou melhor, porque um comandante de bombeiros se abandona assim, em férias no Sul, em plena época de incêndios no interior Norte?

Estas perguntas, sem dúvidas dramáticas, faço-as em nome do Ferrinho, do Barbosa, e de todos aqueles que, mangueiras na mão, passaram a última semana a salvar as suas casas, as suas árvores, os seus animais, inclusive as suas abelhas.

Que admirável resposta não teríamos, se logo, abrindo de rompante telejornais e em soluços, não tivéssemos o actual presidente da Câmara dizendo aos telespectadores portugueses e à ministra da Administração Interna:

– Aqui estou.

Afirmam alguns gestores surrealistas do AroucaParK que o sr. José Manuel Carvalho Gonçalves há-de voltar, numa manhã de nevoeiro. Entretanto, em Arouca, apareceram uns tipos de Lisboa e uns russos e marroquinos com aviões, a dizer que eram o sr. Neves e o sr. José Manuel Carvalho Gonçalves. Descoberta a fraude, foram recambiados aos locais de origem, enquanto Rossas rebentava em festa.

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A visão da CDU-Arouca para as Montanhas do Concelho

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“2. AS MONTANHAS

A serra da Freita domina pela dimensão, pela unidade que constitui e pelos valores que encerra. Mas outras alturas se impõem, desde os contrafortes do Montemuro aos arredondados do Arressaio. E sempre presentes os rios e ribeiros, a floresta e os matorrais, o pastoreio e as aldeias ancestrais. Aqui, os valores naturais são imensos e a sua importância, para o desenvolvimento do concelho, decisiva. É que não está em causa só a economia, mas também e muito uma paisagem extraordinária, uma forma muito própria de estar na vida, a luta contra o despovoamento e o equilíbrio de um território, que só será conseguido se a presença humana aí continuar a ser uma realidade.

A floresta, sobretudo nas encostas, tem uma importância decisiva para a economia rural e tem de ser entendida não só como o mealheiro a que se recorre quando necessário, mas como um recurso que deve ser explorado de forma racional e permanente. Só que enferma de debilidades e problemas que põem em causa esse objectivo e todo o equilíbrio natural.

A monocultura do eucalipto e do pinheiro, em povoamentos contínuos, extremes ou mistos, tornam-na vulnerável aos incêndios, propiciam a degradação dos solos, erradicam espécies tradicionais, põem em causa rios e ribeiros e contribuem decisivamente para a diminuição da diversidade vegetal e animal.

O planalto da Freita é invadido e agredido sem regras nem ordenamento e a sua degradação, em termos paisagísticos e de fauna e flora, é uma realidade que nos confrange.

Em todo este espaço pontuam aldeias onde vivem cada vez menos pessoas (3), importando afirmar e assumir que a paisagem serrana é fruto da natureza, mas também e muito resultado da actividade humana que sempre soube ser agente de um grande equilíbrio, equilíbrio esse que, nas últimas décadas, fruto de políticas erradas, foi criminosamente posto em causa. A sobrevivência das aldeias e o povoamento da serra são imperativos de ordem natural, cultural e económica.

Aqui, nestas montanhas, pastam vacas e cabras que têm de ser vistas como património animal de interesse local e nacional e que podem ser, cada vez mais, condição de sobrevivência do homem da serra, mas também de defesa e manutenção da paisagem como a conhecemos. O planalto da Freita e ouras alturas do concelho não passariam de imensos matagais se o pastoreio desaparecesse.

As riquezas geológicas, minerais, arqueológicas, paleontológicas e arquitectónicas são recursos que importa conhecer melhor, preservar e rentabilizar, devidamente enquadrados numa  política em que as visões científicas e preocupadas com a natureza e as pessoas sejam determinantes.

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Sobre fogos florestais – João Frazão

I – O PCP manifesta a sua solidariedade para com as populações atingidas pelos incêndios dos últimos dias, e o apreço pelo incansável trabalho que milhares de bombeiros e outros intervenientes realizam para minimizar os seus efeitos.

Milhares de hectares de floresta ardida, dezenas de anos de trabalho e investimento perdidos em poucos minutos, habitações, edifícios públicos, culturas agrícolas, gados, armazéns, e outras instalações agrícolas e industriais destruídas. Vidas humanas perdidas. Recorde-se que, no balanço da última década, os incêndios florestais deixaram no País um rasto de destruição expresso em mais de um milhão de hectares de área ardida.

II – O PCP há muito que vem alertando para as causas deste flagelo: desinvestimento, desordenamento, falta de limpeza das matas, escassez dos meios permanentes e dos meios especiais de combate aos fogos, mas aponta como causas mais determinantes a ausência de políticas de apoio ao desenvolvimento da agricultura, aos pequenos e médios agricultores e produtores florestais, o sistemático afrontamento das comunidades dos baldios, a destruição da agricultura familiar, a desertificação do interior incentivadas por falta de actividade produtiva com garantia de rendimento para os produtores, a eliminação de serviços públicos (em particular, escolas e serviços de saúde) e que se acentuaram no mandato do anterior Governo PSD/CDS, com a aprovação da chamada Lei da Eucaliptização, que levou ao aumento significativo das áreas de eucalipto plantadas, com a aprovação de uma nova lei dos baldios visando a sua expropriação aos povos, ou com o desvio de mais de 200 milhões de euros do PRODER para outras áreas.

O PCP reitera hoje o que vem afirmando há décadas.

O problema dos incêndios florestais só pode ser resolvido com uma efectiva política de ordenamento florestal, contrariando as extensas monoculturas, de limpeza da floresta, de plantação de novas áreas de floresta tradicional, combatendo a hegemonia do eucalipto – que passou a ser a espécie que ocupa mais área no País, à frente do pinheiro bravo e do sobreiro –, de abertura de caminhos rurais e aceiros, de valorização da agricultura e da pastorícia, de ocupação do espaço rural.

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