CDU apresentou candidatos- a CDU na imprensa II

Francisco Gonçalves, Deolinda Brandão e António Óscar

O Parque Municipal foi o palco da apresentação da candidatura da CDU às eleições autárquicas de 2017. Foram apresentados os dois cabeças-de-lista à Câmara e Assembleia Municipal, numa cerimónia realizada no passado dia 17 de junho.

Francisco Gonçalves, de 46 anos, é o candidato da Coligação Democrática Unitária à presidência da Câmara Municipal de Arouca. Natural de Barcelos, é professor do Agrupamento de Escolas de Arouca desde 1997, dirigente do Sindicato de Professores do Norte e da Comissão Executiva da União de Sindicatos de Aveiro.

António Óscar Brandão, de 55 anos, natural de Rossas, é professor de história na Escola Secundária de Arouca e foi apresentado como cabeça-de-lista à Assembleia Municipal.

Foi também apresentada a mandatária do partido, Deolinda Martins Brandão, de 61 anos, que já exerceu funções no Ministério dos Negócios Estrangeiros e no Banco de Desenvolvimento Social do Conselho da Europa.

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Os incêndios e o verbo fácil – Francisco Gonçalves

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“O Senhor nos proteja dos ímpetos ambientalistas de quem nunca roçou mato

Dizer Rústico

A desgraça que se abateu sobre as populações do Pinhal Interior de Leiria, muito particularmente no concelho de Pedrógão Grande, deve merecer da nossa parte algum comedimento na abordagem da temática dos Incêndios.

Não significa isto que não se devam apurar as responsabilidades, técnicas e políticas, da actuação dos serviços da protecção civil. Não significa, também, que não se deva debater e responsabilizar a incúria de sucessivos governos, deste também, na permissão e no estímulo das suas políticas ao abandono do campo, à desertificação do interior, à gestão florestal ao sabor dos interesses mercantis do monopólio da indústria da celulose, ao adiamento sistemático da implementação de um Plano Nacional de Ordenamento da Floresta (que exige políticas públicas independentes dos interesses mercantis, uma intervenção multifacetada, recursos consideráveis e tempo, muito tempo).

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Apresentação dos Cabeças de Lista à Câmara e à Assembleia Municipal de Arouca

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No dia 17 de Junho, às 17h00, no Parque da Vila, a CDU – Coligação Democrática Unitária realizou a apresentação da mandatária concelhia e dos cabeças de lista à Câmara Municipal de Arouca e à Assembleia Municipal de Arouca.

A coordenação da iniciativa esteve a cargo de Tadeu Saavedra, membro da Comissão Concelhia de Arouca do PCP, que apresentou a biografia de cada um dos três oradores, tendo depois concedido a palavra, por esta ordem, à mandatária concelhia, Deolinda Martins Brandão, ao primeiro candidato à Assembleia Municipal de Arouca, António Óscar Brandão, e ao primeiro candidato à Câmara Municipal de Arouca, Francisco Gonçalves.

Deolinda Martins Brandão, de 61 anos, funcionária na área diplomática em situação de pré-reforma, numa breve intervenção, deixou as razões da sua participação no projecto da CDU – a sua origem (cresceu em Rossas), a necessidade em dar um contributo cívico no concelho onde reside (vive vila) e o facto de ver na CDU quem melhor encarna as preocupações ambientais e os valores da ecologia.

António Óscar Brandão, de 55 anos, professor na Escola Secundária de Arouca, na sua intervenção, sublinhou as duas grandes razões que determinam a aceitação para encabeçar a candidatura da CDU à Assembleia Municipal de Arouca – a identificação ideológica com o projecto da CDU (defesa dos serviços públicos de proximidade, a preservação dos recursos naturais, a valorização da importância do papel do Estado) e a sua própria identidade local (nasceu, cresceu e reside em Arouca, conhece as pessoas e a terra, os seus problemas e anseios).

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Em Agosto de 2016 – Fogos Florestais

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I – O PCP manifesta a sua solidariedade para com as populações atingidas pelos incêndios dos últimos dias, e o apreço pelo incansável trabalho que milhares de bombeiros e outros intervenientes realizam para minimizar os seus efeitos.

Milhares de hectares de floresta ardida, dezenas de anos de trabalho e investimento perdidos em poucos minutos, habitações, edifícios públicos, culturas agrícolas, gados, armazéns, e outras instalações agrícolas e industriais destruídas. Vidas humanas perdidas. Recorde-se que, no balanço da última década, os incêndios florestais deixaram no País um rasto de destruição expresso em mais de um milhão de hectares de área ardida.

II – O PCP há muito que vem alertando para as causas deste flagelo: desinvestimento, desordenamento, falta de limpeza das matas, escassez dos meios permanentes e dos meios especiais de combate aos fogos, mas aponta como causas mais determinantes a ausência de políticas de apoio ao desenvolvimento da agricultura, aos pequenos e médios agricultores e produtores florestais, o sistemático afrontamento das comunidades dos baldios, a destruição da agricultura familiar, a desertificação do interior incentivadas por falta de actividade produtiva com garantia de rendimento para os produtores, a eliminação de serviços públicos (em particular, escolas e serviços de saúde) e que se acentuaram no mandato do anterior Governo PSD/CDS, com a aprovação da chamada Lei da Eucaliptização, que levou ao aumento significativo das áreas de eucalipto plantadas, com a aprovação de uma nova lei dos baldios visando a sua expropriação aos povos, ou com o desvio de mais de 200 milhões de euros do PRODER para outras áreas.

O PCP reitera hoje o que vem afirmando há décadas.

O problema dos incêndios florestais só pode ser resolvido com uma efectiva política de ordenamento florestal, contrariando as extensas monoculturas, de limpeza da floresta, de plantação de novas áreas de floresta tradicional, combatendo a hegemonia do eucalipto – que passou a ser a espécie que ocupa mais área no País, à frente do pinheiro bravo e do sobreiro –, de abertura de caminhos rurais e aceiros, de valorização da agricultura e da pastorícia, de ocupação do espaço rural.

Ordenamento assente num rigoroso cadastro da floresta portuguesa, indispensável para caracterizar com rigor a nossa floresta, os seus principais constrangimentos e os seus proprietários que, apesar de sucessivamente anunciado, não tem saído do papel ou das experiências piloto.

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Francisco Gonçalves candidato à Câmara – a CDU na imprensa

Francisco Gonçalves, Deolinda Brandão e António Óscar – José Carlos Silva/ Roda Viva

No final de tarde de intenso calor, debaixo das árvores do Parque Municipal, a Coligação Democrática Unitária (CDU) apresentou hoje os dois cabeças-de-lista à Câmara e Assembleia Municipal.

Francisco Gonçalves, 46 anos, natural de Barcelos, professor do Agrupamento de Escolas de Arouca desde 1997 e presidente do Conselho Geral daquela instituição de ensino, é membro do Sindicato dos Professores do Norte, fazendo parte ainda da União dos Sindicatos de Aveiro. Candidata-se à autarquia.

António Óscar Brandão, 55 anos, natural da freguesia de Rossas, docente de História do mesmo Agrupamento, está ligado há vários anos ao movimento associativo nas questões ambientais e de preservação da natureza. Avança para a Assembleia Municipal.

Na cerimónia foi ainda apresentada a mandatária da coligação de esquerda às eleições autárquicas, Deolinda Brandão, 61 anos, aposentada do Ministério dos Negócios Estrangeiros, tendo exercido funções no Banco de Desenvolvimento Social do Conselho da Europa.

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O Poder Local Democrático – Francisco Gonçalves

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No próximo dia 1 de Outubro realizam-se as eleições autárquicas. Não vou utilizar este espaço para apresentar as ideias que a candidatura que integrarei vai defender. Para isso haverá outros espaços e momentos. O que pretendo aqui sublinhar é o carácter pedagógico que o poder local pode ter na promoção da democracia e da cidadania, no fundo as potencialidades que encerra.

Muitas das vezes quando se abordam as políticas municipais e qualificamos os autarcas que temos, a síntese foge para o despesismo, as rotundas inúteis, os favores pagos em apartamentos, os caciques, os distribuidores de eletrodomésticos, as figuras saltitantes entre partidos e coligações, e, claro, as moderníssimas “listas independentes”, e as dificuldades em perceber as suas (in)dependências, se das vaidades narcisistas ou das ideias.

Este será um lado, o lado negro da coisa. O outro lado, o que se pretende aqui valorizar são três características compõem local democrático – a proximidade entre o autarca e o munícipe e o freguês, as possibilidades de participação do munícipe e do freguês no escrutínio dos órgãos autárquicos e o modelo de governação participado desses mesmos órgãos – que lhe conferem um carácter de democracia participativa.

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40% dos maiores bancos europeus são públicos

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Há 39 bancos com capital público entre os 97 supervisionados pelo Banco Central Europeu – dos 10 principais bancos comerciais portugueses, apenas dois são públicos (que pode passar a um com a venda do Novo Banco).

Um documento do grupo de reflexão Bruegel, assinado pelo economista Nicolas Véron, mostra que 39,18% dos maiores bancos europeus, aqueles que caíram na alçada da supervisão do Banco Central Europeu (BCE) com a União Bancária, são integralmente públicos ou têm como maior accionista uma instituição pública.

A estes 39, somam-se 14 bancos que se constituem ou são detidos por cooperativas – semelhantes ao Montepio Geral ou à Caixa de Crédito Agrícola, em Portugal –, representando mais 14,43% do total. Descontados os oito megabancos, considerados pelo BCE como «bancos de importância sistémica global», menos de 40% dos bancos são integralmente privados.

Este quadro – do qual estão excluídas as subsidiárias ou as sucursais de bancos estrangeiros, como é o caso do Santander Totta ou do BPI, em Portugal – contrasta com a situação da banca portuguesa.

Dos dez principais bancos comerciais, apenas a Caixa Geral de Depósitos e o Novo Banco são públicos, com o último em processo de venda ao fundo abutre Lone Star. No sector cooperativo, também há apenas dois bancos: a Caixa Económica Montepio Geral e a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo.

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O agravamento das desigualdades de rendimentos – Eugénio Rosa

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O rendimento médio em Portugal tem diminuído e é apenas 52% da média da U.E., mas o rendimento mais elevado no nosso país é 155 vezes superior ao mais baixo.

As desigualdades de rendimento entre as famílias portuguesas e entre estas e as dos países da União Europeia, têm-se agravado nos últimos anos como os últimos dados oficiais divulgados mostram com clareza. Para situar esta questão, vamos começar por comparar o rendimento médio dos portugueses com o rendimento médio nos países da U.E., e só depois analisar a situação em Portugal.

O rendimento médio por adulto equivalente português é muito inferior ao da média da U.E. e diminuiu nos últimos anos.

O quadro 1, com dados divulgados pelo INE, permite rapidamente comparar a situação das famílias portuguesas com as dos países da União Europeia, assim como saber como essa situação tem evoluído nos últimos anos.

Interessa referir para uma melhor compreensão dos dados do INE que constam do quadro anterior, que a “mediana” corresponde ao rendimento recebido pela maioria das famílias; e o “rendimento disponível por adulto equivalente” é um rendimento médio que se calcula considerando em relação a cada agregado familiar, que o 1º adulto é igual a 1, cada um dos restantes adultos é igual a 0,7, e cada filho a 0,5 (num agregado soma estes valores de acordo com os seus membros, e depois divide-se o rendimento do agregado pela soma obtida).

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O capitalismo não está de boa saúde – José Goulão

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Os principais avençados dos donos do mundo que se diz plural e tolerante não conseguiram disfarçar a inquietação com o ambiente e os resultados das duas recentes cimeiras que os juntam anualmente, encontros que habitualmente não passam de agradáveis pretextos de convívio culminados com risonhas fotos de família logo postas a correr mundo para nos dizer tudo vai bem, os deuses estão felizes.

Desta feita parece que não foi assim. Pragmatismo, afiançam comentadores de turno, também elas e eles preocupados com as repercussões de tão agitadas relações de forças no seu próprio futuro. Não me parece que seja assim tão simples: a elasticidade pragmática é insuficiente para encaixar tanta desavença, por muito que depois se tenham dado passos adiante e atrás, como asseguram que fez a senhora Merkel enquanto degustava umas canecas de cerveja perante as câmeras, para consumo próprio e eleitoral.

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Agricultura e Desenvolvimento Rural – João Frazão

Camaradas e amigos,

Estamos no final de mais um, do conjunto de debates que o PCP está a levar a cabo, que o camarada Raimundo Cabral anunciou no início, integrados no programa de comemorações do Centenário da Revolução de Outubro que assinalamos durante todo este ano sob o lema Centenário da Revolução de Outubro – Socialismo, exigência da actualidade e do futuro!

Antes de ir ao tema que hoje aqui nos trouxe, permitam-me duas reflexões sobre estas comemorações.

A primeira para assinalar que o PCP as realiza de cabeça levantada com o orgulho de ser, em Portugal, o herdeiro das melhores tradições de luta dos povos de todo o mundo na sua batalha incessante pela justiça, pelo progresso social e contra a exploração do homem por outro homem., por uma sociedade nova que é aspiração e objectivo da humanidade deste tempos remotos.

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