Brasil no poço do golpe – Luís Carapinha

Etiquetas

,

Entre denúncias e averiguações na Justiça, o tempo de Temer galga para o seu fim na tormenta política brasileira. Agarrado como uma lapa a um poder que dá mostras de acelerada desagregação, a queda do presidente ilegítimo é dada praticamente como inevitável. Paira no ar o espectro de Cunha, ex-presidente da Câmara de Deputados, condenado por corrupção a 15 anos de prisão. Há um ano o conluio dos dois políticos do PMBD foi determinante para o golpe institucional que ditou o afastamento da Presidente eleita, Dilma Rousseff. Feito o trabalho sujo, parece chegado o clímax do sacrifício clássico das lebres da conspiração. A tal obrigam também a larguíssima rejeição popular de Temer e do seu governo (são já precisos os dedos de duas mãos para contar o número de ministros que abandonaram o gabinete manchados pela corrupção), a par das dificuldades em fechar as contra-reformas laboral e da Previdência impacientemente exigidas pelo grande capital.

Continuar a ler

Um País que não produza está sujeito à dependência, à desvalorização e ao definhamento

Etiquetas

, , , ,

Intervenção de Francisco Lopes na Assembleia da República

Um País que não produza está sujeito à dependência, à desvalorização e ao definhamento. A resposta às necessidades nacionais tem que ser assegurada pelo próprio País, não se isolando, relacionando-se com os outros, mas tendo uma sólida capacidade de produção e sustentação.

É isso que tem sido profundamente afectado. Décadas de política de direita, os PEC e o Pacto de Agressão subscrito por PS, PSD e CDS com a troika e aplicado pelo Governo PSD/CDS, com entusiasmo e toda a brutalidade que se conhece, conduziram Portugal à dependência, às injustiças e ao atraso. Os problemas existiam mas tornaram-se maiores.

Com a luta dos trabalhadores, foi possível acabar com o Governo PSD/CDS, que dia a dia fazia dos cortes dos salários e das pensões, da destruição dos direitos sociais e laborais, do ataque aos serviços públicos, da concentração da riqueza e das injustiças sociais a sua prática.

Foi possível nesta nova fase da vida política nacional fazer avançar medidas de defesa, reposição e conquista de direitos que, ao contrário do que foi proclamado pelo PSD e pelo CDS, contribuíram e contribuem para o crescimento e desenvolvimento económico.

Continuar a ler

Um século de ingerência imperialista no Médio Oriente – José Oliveira

Etiquetas

, , ,

O ano de 2017 marca o 100º aniversário da Declaração Balfour, um dos documentos mais destrutivos do Médio Oriente no século xx. Dela decorre o plano de partição da Palestina (1947) e a criação de Israel (1948), acompanhada por um cortejo de violências e pela expulsão de centenas de milhares de palestinos.

«O Governo de Sua Majestade encara favoravelmente a criação na Palestina de um lar nacional para o povo judeu», reza a carta dirigida pelo então ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Lord Arthur Balfour, ao dirigente sionista Walter Rotschild.

Recordemos brevemente o quadro histórico em que ela se insere. No início do século xx o Médio Oriente árabe fazia parte do Império Otomano. Ao eclodir a Primeira Guerra Mundial, os britânicos queriam manter aberta a rota terrestre para a sua colónia da Índia, proteger o acesso ao petróleo iraquiano e persa e impedir que a ele tivessem acesso os alemães, aliados dos turcos. Procuraram para isso o apoio dos árabes na guerra contra os turcos. Em 1915-1916, o alto-comissário britânico no Egipto, Sir Henry McMahon, estabeleceu correspondência com o xerife Hussein, emir de Meca, prometendo à sua família (os hachemitas) um papel dirigente no Médio Oriente. Em 1916 os hachemitas, com a colaboração do famoso militar britânico T. E. Lawrence, lançaram uma guerra contra os turcos.

Porém, ao mesmo tempo que faziam promessas aos árabes, os britânicos mantinham negociações secretas com os franceses para a partilha do Médio Oriente após a derrota dos otomanos. O acordo Sykes-Picot, concluído secretamente em Maio de 1916, dividia o Médio Oriente árabe em novas entidades políticas e em esferas de influência das duas potências (a Palestina ficaria sob domínio colonial conjunto).

Continuar a ler

Sobre a saída do Procedimento por Défice Excessivo

O anúncio feito pela Comissão Europeia de recomendar a saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo (PDE) põe termo a uma das imposições intoleráveis e arbitrárias a que o País estava e está submetido pelas instituições da União Europeia (UE). Mais do que a correcção de desequilíbrios orçamentais que qualquer País deve ambicionar, o chamado PDE tem constituído um instrumento de chantagem para impor a liquidação de direitos, o retrocesso social e o declínio económico. Chantagens e pressões que marcam a atitude permanente da União Europeia seja a pretexto do PDE ou de qualquer outro, de que é exemplo o Procedimento por Desequilíbrios Macroeconómicos, para continuar a impor o que denominam de “reformas” ou de “consolidação orçamental”, em si mesmos condicionantes de uma política soberana de desenvolvimento económico.

Neste momento o PCP sublinha a necessidade de não se esquecer, a partir de uma leitura mais entusiasmada que a decisão possibilita, as razões estruturais que estão na origem de défices elevados, desde logo a degradação do aparelho produtivo nacional com as consequências conhecidas no desequilíbrio da balança comercial, o peso dos juros da dívida pública ou o impacto dos recursos do Estado canalizados para a banca privada.

Continuar a ler

A terceira via para o abismo – José Goulão

A epidemia potencialmente letal que atinge hoje os partidos socialistas e social-democratas terá começado com Anthony Blair à frente dos trabalhistas britânicos, embora a degeneração gradual viesse de trás.

No entanto, a conversão ao ultraconservadorismo de Thatcher e Reagan, a submissão às inquestionáveis ordens do mercado, as ânsias de privatização do Estado e os ataques sem piedade aos direitos sociais e laborais dos cidadãos representaram um salto qualitativo na degradação, a que se foram juntando, numa vertigem que agora se conclui ser suicida, as mentiras na cena internacional, o culto da guerra, a rapina generalizada.

Aproveitando depois o balanço e as circunstâncias propícias da História ocorridas na transição da década de oitenta para a de noventa do século passado, os agentes da paciente conspiração norte-americana em Itália infiltrados nos Partidos Socialista e Comunista aceleraram a sua missão e, nos escombros das duas entidades históricas, ergueram o Partido Democrático, à imagem e semelhança do seu homónimo dos Estados Unidos – isto é, sem funcionamento orgânico e seguindo orientação económica neoliberal – que definiram como sendo a nova «esquerda», daí em diante a única com vocação de poder.

Há pouco mais de um ano, o então presidente francês, François Hollande, eleito pelo Partido Socialista, defendeu que os novos tempos exigiam um «hara-kiri do PS», uma transformação em algo de ideologia muito mais abrangente e indefinida, que imaginou como «Partido do Progresso»; na mesma altura, um dos primeiros-ministros que nomeou durante o seu mandato, Manuel Valls, declarou a necessidade de o Partido Socialista mudar de nome.

Continuar a ler

«O aumento do horário de trabalho é proporcional ao aumento dos lucros dos grupos económicos»

Etiquetas

Na declaração política que o PCP levou à tribuna da Assembleia da República, Rita Rato afirmou que “hoje no nosso país, cerca de 75% dos trabalhadores são atingidos pelas adaptabilidades de horários, pelo recurso abusivo ao trabalho por turnos e ao trabalho nocturno, pela generalização do desrespeito e do prolongamento dos horários, com consequências profundamente negativas”.

Continuar a ler

Coreia do Sul – Albano Nunes

Etiquetas

Na instável e imprevisível situação internacional que hoje vivemos é necessário seguir com particular atenção os desenvolvimentos na região da Ásia-Pacífico, onde as ambições do imperialismo norte-americano, dos seus aliados da NATO e do Japão alimentam focos de confrontação extraordinariamente perigosos. A situação na Península da Coreia é o mais grave e recorrente exemplo desta situação, e a luta para pôr termo à escalada de tensão e por uma solução política que salvaguarde a soberania da RPDC e responda às aspirações do povo coreano à reunificação pacífica da sua pátria milenária é fundamental para a salvaguarda da paz. Neste sentido as gigantescas manifestações populares que na Coreia do Sul levaram à destituição da ex-presidente Park Geun-hue e à vitória de Moon Jae-in nas eleições presidenciais de 9 de Maio representam uma derrota da reacção sul-coreana e do imperialismo norte-americano. São particularmente significativas as declarações do novo presidente favoráveis ao diálogo com a RPDC e à suspensão da instalação do sistema antí-missil norte-americano THAAD directamente dirigido contra a China e que visa dotar os EUA de uma superioridade militar estratégica tal que lhe permita desencadear um ataque nuclear protegendo-se da inevitável resposta.

Continuar a ler

E quando sai raposa? – Francisco Gonçalves

No velho mundo estudantil era costume dizer-se, sempre que um aluno reprovava – apanhou a raposa. É uma estória coimbrã, do  tempo dos chumbos a rodos, hoje banidos da vida escolar (na terminologia é certo, na sua existência de facto se calhar não).

Vem isto a propósito de, neste mês de Maio de 2017, a DGEEC (Direcção Geral de Estatística da Educação e Ciência) ter publicado um relatório sobre os resultados escolares por disciplina, no 2º ciclo do Ensino Básico – Ensino Público, relativos ao ano lectivo 2014/2015, o último ano em que foram aplicadas Provas Finais de Português e Matemática a todos os alunos do sexto ano de escolaridade.

O relatório constata, entre outras coisas, que 65% dos alunos do 5º ano  não tiveram nenhuma negativa, 14% uma, 9% duas e 12% três ou mais e que no 6º ano foram 61% os que não tiveram nenhuma negativa, 18%  uma negativa, 14% duas e 7% três ou mais.

Continuar a ler

Só um bom trimestre não chega – José Alberto Lourenço

Etiquetas

Na passada segunda-feira o INE divulgou as estimativas rápidas de evolução do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre do corrente ano. De acordo com o INE o PIB cresceu em termos homólogos 2,8% e em cadeia 1,0%, enquanto no quarto trimestre de 2016 essas variações tinham sido respectivamente de 2,0% e 0,7%. Temos de recuar dez anos para encontrar um ritmo de crescimento homólogo trimestral idêntico e dezassete anos para encontrar um ritmo de crescimento superior.

Estas estimativas rápidas constituem a primeira indicação sintética sobre a forma como a nossa economia está a evoluir no início de 2017. No final do mês teremos, por parte do INE, informação mais detalhada sobre a evolução registada e só nessa altura serão conhecidos de forma quantificada os contributos do consumo privado, do consumo público, do investimento, das exportações e das importações para a evolução registada neste primeiro trimestre do ano, quer comparativamente com o primeiro trimestre de 2016 (variação homóloga), quer em relação ao trimestre anterior (variação em cadeia).

Continuar a ler

Eleições autárquicas – Uma batalha política de importância acrescida – Jorge Cordeiro

Etiquetas

O Encontro Nacional agora realizado a 8 de Abril constituiu um passo importante no percurso de intervenção do PCP e da CDU que conduzirá às eleições para as autarquias locais de 1 de Outubro.

Um Encontro que preenche um importante momento no trabalho de preparação das eleições locais. Pela composição e amplitude da participação. Pelo seu conteúdo. Pela confiança e simultâneo sentido de exigência ali presentes. Um Encontro que em si mesmo confirmou a batalha eleitoral como batalha de todo o Partido e não tarefa limitada à intervenção das organizações locais, dos candidatos e eleitos, expresso na mobilização de quase 1800 membros do Partido, reunindo camaradas com diversas responsabilidades e de todas as regiões e frentes de trabalho.

Um Encontro que assumiu em toda a sua dimensão a integração das eleições nas tarefas e acção geral do Partido e da luta dos trabalhadores e do povo. Um Encontro que revelou uma forma de abordagem da nossa intervenção eleitoral não transformada num exercício proclamatório, num inventário contabilístico de pré-anunciadas vitórias eleitorais, ou numa mostra de candidatos. Ali esteve presente um debate sério e aprofundado de uma força política com elevadas responsabilidades nas autarquias locais e que se confirma pelo seu trajecto de intervenção ao longo de sucessivos mandatos como a grande força de esquerda no poder local.

Continuar a ler

A propósito dos dados económicos referentes ao 1.º trimestre de 2017

Etiquetas

Acabaram de ser divulgadas pelo INE as estimativas rápidas do PIB para o 1.º trimestre de 2017, dados inseparáveis da inversão com o rumo imposto pelo governo PSD/CDS e das medidas, ainda que limitadas, de reposição e conquista de direitos e rendimentos. Em termos homólogos o PIB cresceu 2,8% e em cadeia 1%. No trimestre anterior a variação homóloga tinha sido de 2% e a variação em cadeia de 0,7%. É preciso recuar ao 2.º trimestre de 2004 para encontrar um ritmo de crescimento em termos homólogos deste nível.

A reposição salarial na Administração Pública; o aumento ainda que insuficiente do salário mínimo nacional; o fim da sobretaxa de IRS para os escalões de rendimentos mais baixos; o aumento das prestações sociais; o descongelamento das pensões; ou a redução do IVA na restauração que, implementadas em 2016, conduziram à aceleração do consumo privado e procura interna, em particular a partir do 2º semestre de 2016. Sem prejuízo do contributo dado pelo lado da procura externa líquida que apresenta um valor positivo não sustentável (com destaque para o turismo), é no consumo privado (que representa 68% do PIB) que reside a principal contribuição.

Continuar a ler

Contratação colectiva – direito constitucional que protege os trabalhadores – António Abreu

Etiquetas

, , ,

Não é admissível que no espaço de 40 anos, a parte do rendimento que ia para os salários tenha caído de 66 para 33,6%. Hoje trabalhamos mais e recebemos menos, temos um ganho médio anual de apenas 51% da média europeia e somos o sétimo país da UE onde mais se empobrece a trabalhar.

Em debate na Assembleia da República no passado dia 3, o PCP como partido proponente apresentou sobre a contratação colectiva uma proposta de Lei. E o BE também o fez. Depois de um acalorado debate em que o PS defendeu que estas eram matérias para Concertação Social e não para a Assembleia da República, foram ambos os projectos derrotados comos votos contra do PS, PSD e CDS, os votos a favor do PCP, BE, PEV e a abstenção do PAN.

As palavras de António Costa escritas no DN, dois dias antes, no 1.º de Maio são importantes por serem um compromisso mas importa reconhecer que não é com atitudes destas que será possível melhorar as condições de vida e trabalho dos trabalhadores portugueses.

Continuar a ler

Deputado do PCP no PE, Miguel Viegas, participa em debate em Arouca

Este slideshow necessita de JavaScript.

Miguel Viegas, deputado do PCP no Parlamento Europeu, esteve hoje em Arouca a participar numa debate na Escola Secundaria local. Este debate insere-se numa semana temática promovida pelo Agrupamento de Escolas de Arouca intitulada “Semana da Europa”, que pretende promover o debate e aprofundar o conhecimento dos jovens sobre a União Europeia.

Num debate animado, com cerca de uma centena de alunos, foram colocadas diversas questões ao deputado do PCP em temas tão diversos como o euro, os refugiados, o alargamento ou as políticas de juventude na UE. Pela parte de Miguel Viegas, a crise da UE é hoje indisfarçável, constituindo o BREXIT um dos seus sinais mais evidentes. Neste sentido, a leitura do livro Branco da Comissão Europeia, com os seus cinco cenários alternativos constitui uma leitura obrigatória que ajuda a perceber o impasse hoje vivido na UE e a formular uma opinião reflectida e crítica dos jovens portugueses sobre o futuro da Europa.

Continuar a ler

«Pela Paz, Amizade, Cooperação entre os Povos»

Etiquetas

, , , , ,

A celebração da Vitória sobre o nazi-fascismo, que hoje assinalamos, assume um significado particular no ano em que comemoramos o Centenário da Revolução de Outubro.

Manifestando o respeito e homenageando o heróico e generoso exemplo de milhões de homens e mulheres, de jovens que resistiram e lutaram, entregando se necessário as suas vidas, para libertar o mundo da barbárie nazi-fascista, temos presente o papel decisivo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas que, à custa de enormes sacrifícios, deu o contributo determinante para a Vitória.

Não esquecemos que foi a União Soviética que suportou sozinha durante três anos o esforço fundamental da guerra e que infligiu as maiores perdas às hordas nazi-fascistas, num heróico e gigantesco combate que o povo soviético designou como a «Grande Guerra Pátria». Dos 60 milhões de mortos na Segunda Guerra Mundial, mais de 20 milhões foram soviéticos.

Continuar a ler

A Revolução de Outubro de 1917 e os direitos dos trabalhadores – Américo Nunes

Etiquetas

, , ,

O impacto da Revolução de Outubro abalou o mundo, como afirma o jornalista norte-americano John Reed no título do seu conhecido livro, referindo-se aos seus primeiros dez dias.

Todavia, pode afirmar-se que a Revolução russa de 1917, com a sua ideologia e política de solidariedade internacionalista as ondas de choque das suas realizações em todas as esferas da sociedade continuaram a abalar o mundo por largas décadas e a provocar avanços progressistas profundos na história da humanidade até à derrota do socialismo na URSS, em 1991.

Não é possível falar-se da conquista dos direitos laborais e sociais dos trabalhadores na Rússia com a revolução, e nos países que posteriormente empreenderam a construção do socialismo, bem como dos direitos conquistados nos países capitalistas pelos trabalhadores sob a influência dessa revolução, desligando-os de outras conquistas fundamentais dos trabalhadores e dos povos com origem na mesma força propulsora.

Continuar a ler

Alunos de Arouca debatem com o eurodeputado Miguel Viegas

Este slideshow necessita de JavaScript.

O Agrupamento de Escolas de Arouca (AEA) – uma das dezasseis escolas portuguesas aderentes ao programa Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu (EEPE) – está a comemorar a Semana da Europa. Este programa, dirigido aos alunos do ensino secundário regular e profissional, está a ser implementado nos 28 Estados-membros da União Europeia, para o triénio 2016-2019, ano em que decorrerão as próximas eleições para o Parlamento Europeu. O programa visa proporcionar aos jovens um conhecimento activo sobre a União Europeia em geral e o Parlamento Europeu em particular. Em cada escola participante, o programa EEPE é orientado por equipas constituídas por Embaixadores Seniores (professores) e Embaixadores Juniores (alunos). As comemorações no AEA tiveram início no dia 4 de maio com uma sessão de informação sobre os programas “Erasmus+: desafios e oportunidades”, integrada na Semana Europeia da Juventude, que foi desenvolvida em parceria com o Cine Clube de Arouca.

Continuar a ler

Não se vêm ao espelho – Agostinho Lopes

Etiquetas

Quando os assuntos internacionais vão a votos (ou não) no Parlamento, os media dominantes parecem regressar ao passado: sempre a favor dos norte-americanos e contra os russos.” Esta paráfrase da epígrafe do artigo de Gustavo Sampaio, de O Jornal Económico de 28ABR17, sob o título “A política externa do PCP ficou congelada no tempo da Guerra Fria?” tem a simetria perfeita, de quem se olha ao espelho.

O seu fio-de-prumo, é o imperialismo norte-americano. Onde os EUA deitam bombas, antes ou depois de Trump, é sempre um país que estava mesmo a pedi-las. O que eles dizem no Conselho de Segurança é a verdade, mesmo quando se trate de uma mentira provocatória, como a das “armas de destruição massiva” do Iraque. Ou do “incidente do golfo de Tonkim” que justificou a agressão ao Vietname, ou das invenções de massacres que justificaram o bombardeamento da Sérvia/Jugoslávia… Ou do ataque com gás na Síria para justificar os mísseis de Trump. Aliás, quem se opõe aos EUA sempre merece bombas…

No contraponto, a Rússia é um “regime autoritário desafiante de Washington na esfera internacional”, o que por definição (da onda mediática dominante) não pode ser…Tem de ser colaborante, submissa e cúmplice de quantas atrocidades os EUA cometam. Como foi a Rússia de Ieltsin…

Continuar a ler

Mente descaradamente

Etiquetas

, , , , ,

O rosto do PSD. A ministra dos Swaps, que em conluio com Carlos Costa se desresponsabilizou de uma desastrosa resolução do caso BES, que sacode a água do capote no arrastar deliberadamente para depois das eleições do caso BANIF, que não fez o saneamento da Caixa e que nunca questionou os gestores do PSD e do CDS nesta instituição. A ministra do caso IFiSA e dos offshores,  deixou a Portugal e aos portugueses uma pesada factura. Não assume nenhuma responsabilidade e mente descaradamente.

Desta gente não será de estranhar ouvir que não se chocavam com a privatização da Caixa, o que é uma outra forma de dizer que só não a privatizaram porque os ventos não foram de feição.

Continuar a ler

«Os direitos dos trabalhadores não são defendidos ameaçando de caducidade os seus contratos»

Etiquetas

,

No encerramento do debate agendado pelo PCP sobre o Código de Trabalho e a contratação colectiva, João Oliveira afirmou que “a introdução da caducidade na legislação laboral pelo então governo do PSD e do CDS através do código de Bagão Felix, serviu apenas o objectivo de dar ao patronato uma arma para fazer desaparecer uma geração de direitos laborais que estavam previstos nos contratos colectivos que na altura abrangiam um milhão e quinhentos mil trabalhadores.

Continuar a ler

A DÍVIDA: um problema que está estrangular o país, as empresas e as famílias – Eugénio Rosa

Etiquetas

Acabou de ser divulgado um relatório elaborado por um grupo de trabalho, constituído por um membro do atual governo PS e por economistas da área do PS e do BE, sobre a “Sustentabilidade das dívidas externa e pública”. É um relatório importante, que merece uma leitura atenta pois, por um lado, é o primeiro estudo desta natureza que apresenta um conjunto de propostas concretas, que podem ser criticáveis pela sua minimidade, mas que se diferenciam das declarações generalistas habituais e pouco fundamentadas sobre esta matéria e, por outro lado, tem o mérito de reunir um conjunto de dados importantes sobre a dívida pública e externa que permitem uma reflexão e um debate mais aprofundado sobre uma matéria importante para todo o país.

É pena que só tenham participado na sua elaboração economistas de apenas aquelas duas áreas politicas, pois a questão da dívida interessa a todos os portugueses, seja qual for a sua preferência politica, e sobre ela há opiniões muito diferenciadas. É pena também que o documento não seja composto de duas partes: uma primeira, que refletisse um consenso mínimo; e uma segunda parte, onde representantes das várias áreas politicas apresentassem as suas propostas concretas para a divida, e que depois com base nela se fizesse um verdadeiro debate nacional. Perdeu-se  assim uma oportunidade para que todas as áreas políticas pudessem apresentar as suas propostas concretas, e não ideias gerais,  sobre uma matéria fundamental para o país e para todos os portugueses. O debate atual que se pretende dar a ideia que existe sobre a dívida, tendo como base aquele relatório, é um debate, à partida, viciado e  parcial, que tem  o risco de manipular a opinião pública, pois pode criar a falsa ideia que só existem essas propostas concretas para a questão da dívida, e que fora delas é a aridez completa, o que não é verdade.

Continuar a ler

A escolha de Hobson – António Santos

Etiquetas

O capitalismo reduz a democracia a um debate entre Macron e Le Pen, entre Merkel e Le Pen, entre Macron e Schäuble, entre um corte salarial ou o desemprego, entre levar um murro no estômago ou um pontapé na cara, entre o neo-liberalismo e o fascismo.

O derradeiro debate antes da segunda volta das eleições presidenciais em França foi o último acto de uma farsa grotesca: Macron, que alguns queriam que fosse a alternativa ao fascismo, assumiu-se como o banqueiro que é e cantou loas à austeridade e à destruição das funções sociais do Estado; já Le Pen, não precisou de se assumir como a fascista que é: bastou-lhe recordar os franceses de que duas décadas a evitar a Frente Nacional votando no neo-liberalismo foram duas décadas a ir de mal para pior.

Continuar a ler

Do motor alemão- João Ferreira

Etiquetas

253 mil milhões de euros: eis a dimensão do saldo da balança comercial alemã com o resto do mundo. Bem acima do saldo chinês (69 por cento do alemão) ou do japonês (59 por cento). O último número da Handelsblatt, uma revista de negócios alemã, fixa em 47 por cento do PIB o valor total das exportações de bens e serviços da Alemanha para o resto do mundo. Um peso relativo que supera largamente os 22 por cento da China, os 18 por cento do Japão ou os 13 por cento dos EUA. Um colossal montante de 1,21 biliões (milhões de milhões) de euros – o mais elevado de sempre – anunciado no início deste ano.

Continuar a ler

Reforçar e garantir direitos a todos os trabalhadores em regime de trabalho por turnos – Rita Rato

Etiquetas

O PCP apresentou hoje o seu projecto de lei que reforça os direitos dos trabalhadores no regime de trabalho nocturno e por turnos. Rita Rato na sua intervenção afirmou que “em pleno século XXI, a três dias da celebração dos 131 anos do 1º de Maio onde pela primeira vez se ergueu a bandeira das 8 horas de trabalho e a consigna 8 / 8/ 8 (oito horas para trabalhar, oito horas para descansar e oito horas para lazer), o horário de trabalho continua a constituir, a par dos salários, o alvo do maior ataque por parte do patronato e por consequência a mais firme e corajosa luta e reivindicação dos trabalhadores”.

Continuar a ler

Comemorações do 1º de Maio – Aveiro

Etiquetas

,

Aveiro – 1º de Maio

Passados 131 anos da repressão de Chicago, nos Estados Unidos da América, de que resultou o assassínio e a prisão de trabalhadores e sindicalistas, milhares de trabalhadores vindos de todo o Distrito, correspondendo ao apelo dos Sindicatos e da União dos Sindicatos de Aveiro/CGTP-IN, concentraram-se, hoje, no Largo da Estação da CP em Aveiro, para participarem na manifestação do Dia Internacional do Trabalhador.

Tratou-se de uma manifestação animada, combativa e com força como comprovam as diversas palavras de ordem gritadas designadamente: “É Justo e necessário o aumento do salário!; Renegociar para o país avançar!; Continuar a lutar para repor e conquistar!; Emprego estável sim, Precariedade não!; Precariedade é injusta os jovens estão em luta!; 35 horas para todos sem demoras!; Pela Constituição queremos Contratação!; Serviços públicos, sim! Privatização não!; Abril e Maio de novo com a força do povo!; Temos voto na matéria queremos mudança séria!; Maio está na rua a luta continua!; O povo unido jamais será vencido!”.

Continuar a ler

1º de Maio – Sobre o Internacionalismo Proletário – Aurélio Santos

Etiquetas

No longínquo dia 1 de Maio de 1886 o sangue dos operários americanos que se manifestavam pacificamente em defesa dos seus direitos correu pelas ruas de Chicago.

Os seus dirigentes foram executados.

Em 1886 a II Internacional, no seu I Congresso, realizado em Paris, propôs que o dia 1º de Maio passasse a ser o dia da solidariedade dos proletários de todos os países, o dia em que “passariam em revista as suas forças”.   

É desde 1890 que, em cada 1º de Maio, no mundo inteiro, milhões de trabalhadores saiem à rua para reivindicar e defender os seus direitos, fazendo deste dia a Jornada Internacional dos Trabalhadores.

Continuar a ler

João Ferreira confronta o Presidente do Eurogrupo

Etiquetas

Senhor presidente do Eurogrupo:

Houvesse da parte da União Europeia e das suas instituições um pingo de respeito pelos povos dos países que o senhor ofendeu e pelas mulheres europeias, e o senhor já não ocuparia esse lugar.

Mostrar-lhe a porta da rua – como lhe fizeram os eleitores do seu país – seria, para não ir mais longe, um acto de elementar bom senso e civilidade.

Continuar a ler

Jantar Comemorativo da Revolução de Abril

Etiquetas

,

Na véspera do 25 de Abril, a CDU- Coligação Democrática Unitária / Arouca promoveu a realização do habitual Jantar Comemorativo da Revolução de Abril, sendo de realçar que se tratou da única iniciativa política comemorativa da Revolução de Abril realizada no concelho, situação pouco compreensível, pelas mudanças para melhor que Arouca teve com o 25 de Abril, mais  ainda em ano de eleições autárquicas, ou não fosse o poder local democrático  uma das suas conquistas.

Na referida iniciativa  a intervenção política esteve a cargo de Joaquim Almeida, membro da DORAV e anterior Coordenador da União dos Sindicatos de Aveiro, que começou precisamente por dar um conjunto de exemplos antagónicos do antes e do depois do 25 de Abril, no que à liberdade e aos direitos laborais diz respeito.

Referiu, também, que uma das maiores marcas do 25 de Abril foi  o povo ter saído à rua, dando força ao levantamento militar, e  com a sua participação e luta ter concretizado um processo de afirmação de liberdade, de emancipação social e de independência nacional que realizou profundas transformações políticas, económicas, sociais e culturais com consequências práticas na vida das pessoas.

Continuar a ler

Comunicado da DORAV do PCP

Etiquetas

A Direcção da Organização Regional de Aveiro (DORAV) reuniu-se a 21 de Abril, tendo analisado os eixos fundamentais da situação política e social, nacional e regional, e traçado linhas para o desenvolvimento da luta de massas e o reforço do PCP. Foram abordadas ainda as questões relativas à preparação das Eleições Autárquicas e feito balanço da X Assembleia da Organização Regional de Aveiro do PCP (AORAV).

1 – Tal como apontado pelo PCP no seu XX Congresso e reiterado na X AORAV, com grandes potencialidades de transformação no mundo, convivem grandes perigos para a humanidade. A atitude crescentemente beligerante e ostensiva dos EUA intensifica os conflitos e as tensões já existentes um pouco por todo o globo, como é evidente nos bombardeamentos da Síria e do Afeganistão e nas provocações à RPD Coreia. Neste quadro no limiar de uma situação explosiva, exige-se a reversão desta política, o respeito pela soberania de cada estado e o cumprimento do Direito Internacional e das resoluções da ONU como caminho único para o desanuviamento e o alcançar da paz.

Continuar a ler

Desculpem, mas a coisa funciona assim! – Vasco Cardoso

Etiquetas

, ,

É sabido que o alinhamento das principais notícias sobre a situação internacional nos principais órgãos de comunicação social há muito que deixou de corresponder a uma procura séria e rigorosa da informação. Seja nas televisões, seja nos jornais, seja também nas chamadas redes sociais na internet – onde é reproduzido no essencial o conteúdo veiculado pelos media – os elementos informativos multiplicam-se à escala planetária com uma força tal que as mesmas notícias, as mesmas imagens, os mesmos depoimentos, os mesmos protagonistas, as mesmas fontes, as mesmas organizações citadas, os mesmos «factos», são tratados de igual maneira, seja em Portugal, nos EUA, no Brasil, na Austrália, etc.

Continuar a ler

Comemorações do 43º aniversário do 25 de Abril – Francisco Gonçalves

Etiquetas

,

Camaradas e Amigos,

Esta intervenção foi estruturada em dez grandes sublinhados.

I – O carácter eminentemente popular das comemorações do 25 de Abril

Celebramos hoje o 43º Aniversário do 25 de Abril, numa entre muitas celebrações que de norte a sul do país se realizam por estes dias. Pese algum oportunismo aqui, a marca politicamente mais insossa de algumas acolá, o elemento marcante é o carácter eminentemente popular que as comemorações da Revolução de Abril têm vindo a consolidar nos últimos anos.

As nossas comemorações (do PCP) são, como não podia deixar de ser, de traço essencialmente político, procurando sublinhar todas as dimensões do que representou, representa e vai continuar a representar o 25 de Abril para Portugal, para o Povo português e para a nossa luta de todos os dias, enquanto sinónimo de vontade do Povo, de afirmação de liberdade, de emancipação social e de independência nacional.

II – O 25 de Abril não é só uma data, é um processo

Dito isto, importa, desde logo, sublinhar: o 25 de Abril não é só uma data, é um processo. Um processo que tem um antes, um levantamento militar ao qual se segue um processo revolucionário.

O 25 de Abril não teria sido o que foi se durante o quase meio século que durou o Fascismo português não tivesse havido uma luta abnegada e heróica de milhares de democratas, de comunistas, que se bateram pelo derrube do Fascismo, construindo, assim, as condições para tal e para que o novo regime tivesse os propósitos que acabou por ter.

Continuar a ler