Com o PCP, novos avanços

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Os dez dias que abalaram o mundo – Francisco Gonçalves

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Que dia complicado! Houve grandes desordens em Petersburgo porque os operários queriam ser recebidos no Palácio de Inverno. A tropa teve que disparar e houve muitos mortos e feridos. A Mamã veio visitar-nos à hora da missa. Jantámos em família. Passeei com o Miguel. A Mamã vai ficar connosco esta noite.”

Diário do Czar Nicolau II, 22 de Janeiro de 1905

(o Domingo Sangrento, quando a tropa disparou sobre uma manifestação pacífica com um saldo de milhares de mortos e feridos)

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Há cem anos o jornalista norte-americano John Reed acompanhou os dez dias que levaram os bolcheviques ao poder na longínqua Rússia, num í­mpar relato jornalístico, sem que as suas convicções (era comunista) o levassem a ceder ao registo panfletário ou o impedissem de anotar o detalhe, o pormenor das contradições e das complexidades do tempo.

De igual modo é muito mais rico o que fica da Revolução de Outubro, da Guerra Civil Russa e da Colectivização da Agricultura no Donbass (a brutalidade do conflito, os crimes dos beligerantes, as dúvidas dos seres humanos, a militância abnegada), nos quatro volumes do “Don tranquilo” e nos dois do Terras desbravadas”, de Mikhail Cholokhov, curiosamente um protegido do “homem de bigode farto e de feições de uma beleza austera”, do que nos livros, jornais e documentários de historiadores, politólogos, jornalistas e aspirantes a qualquer coisa que por estes dias postularam – Meu Deus! Foi uma desgraça! Felizmente a coisa morreu! Mas cuidado, a ideia e a seita andam por aí­… e com as fraquezas da humanidade, nunca se sabe!!!Atónito, depois de ter ficado a saber que foi a Revolução de Outubro que levou Hitler ao poder (quê???), duas perguntas sobraram – teria sido possível, numa terra de mujiques, transformar um paí­s feudal numa superpotência mundial, erradicar o analfabetismo, derrotar dois terços do exército nazi (e ganhar a II Guerra Mundial) e tomar a dianteira nas artes, nas letras e na ciência, com a “democracia liberal” de Kerensky ou com a “ditadura militar” de Kornilov (mudar alguma coisa para que tudo ficasse na mesma)? E já agora, teria havido direitos laborais e Estado-social nos países capitalistas sem União Soviética?

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Autárquicas 2017, um derradeiro olhar – Francisco Gonçalves

As eleições autárquicas realizadas no passado dia 1 de Outubro, em Arouca, revelaram-se um curioso case study, particularmente naquilo que podemos chamar de psicologia colectiva do eleitorado. Tendo o escrevente destas linhas encabeçado uma candidatura que se bateu, sem sucesso, para que estas eleições não fossem apenas e só um plebiscito para escolha do presidente da Câmara Municipal de Arouca – Margarida Belém ou Fernando Mendes -, permitam-me que, num derradeiro olhar, me deixe contagiar pela onda.

Primeiro alguns números, que falam por si. Apesar de em 2013 o número de inscritos nos cadernos eleitorais ter sido superior (mais 449 eleitores), em 2017 foram votar mais 1024 arouquenses, diminuindo a taxa de abstenção de 33,68% para 27,22%. Em 2017 a candidatura PS de Margarida Belém teve apenas menos 28 votos que a candidatura do PS de 2013. Comparadas as percentagens do PS deste ano com as das primeiras vitórias de Artur Neves e de Armando Zola verifica-se que os 55,2% de 2017 estão bem acima dos 35,1% de 2005 e dos 45,1% de 1993.

Da psicologia colectiva, e em registo de impressões de (da) campanha, pelos olhos de quem nela andou, fica a ideia de que à  medida que o tempo passava cresciam, proporcionalmente, a confiança da coligação PSD/CDS na conquista da presidência da Câmara Municipal de Arouca e o calafrio que essa possibilidade causava na candidatura do PS, sentimentos estes que se pressentiam, também, nos contactos com o povo.

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Eleições Autárquicas 2017 – Declaração de Francisco Gonçalves

I – Com uma significativa taxa de participação os eleitores arouquenses fizeram hoje as suas opções. Faço votos para que os autarcas eleitos produzam um bom trabalho ao longo dos próximos quatro anos.

II – Estas eleições são a conclusão de uma campanha eleitoral que, na CDU, avaliamos positivamente – envolvemos mais gente do que que há quatro anos, concorremos a mais Assembleias de Freguesia e colocamos em discussão um conjunto de assuntos importantes para o futuro do concelho.

III – Fizemos uma campanha frugal, ficamos aquém dos quinhentos euros em propaganda local afixada e distribuída, com os custos essencialmente assumidos pelos candidatos.

IV – Da leitura nacional dos resultados resulta a constatação de que o PS cresceu, a direita recuou, por força das inúmeras perdas do PSD,  e que a CDU ficou aquém do expectável, o que, de certa forma, enfraquece a nossa posição no processo de recuperação de direitos e rendimentos em curso.   

V – Na leitura local dos resultados constata-se que, comparativamente a 2013, crescemos na votação para as Assembleias de Freguesia, ficando a apenas quatro votos a obtenção de um mandato na Assembleia de Freguesia de Canelas e Espiunca, e diminuímos nas votações para a Assembleia Municipal e Câmara Municipal.

VI – Aquele que identificámos como o nosso grande adversário, a bipolarização e o voto útil, revelou-se mais forte do que nós, daqui resultando apenas a eleição de candidatos do PS e do PSD/CDS para a Assembleia Municipal e Câmara Municipal. Portanto, não foi um bom resultado para a CDU.  

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Arouca – a nossa terra

AROUCA apresenta um território diverso em que se afirmam, com mais ou menos significado, recursos naturais, construídos e culturais que são condição de qualquer futuro e de qualquer processo de desenvolvimento integrado.

É que o desenvolvimento, não confundir com mero crescimento económico, pode resultar do somatório de um número significativo de pequenas coisas, coisas essas que estão aí à disposição e que, muitas vezes, são esquecidas ou espezinhadas no altar de sonhos megalómanos e mais ou menos decalcados de outras realidades. Ou de imediatismos que mais não conseguiram que degradar e exaurir o que a natureza nos deu, sempre numa atitude massificadora e sem qualidade que se vislumbre e seja sustentável a longo prazo. Pequenas coisas, muito mais importantes em concelhos do interior como Arouca é, apesar de tão perto do litoral.

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Programa Eleitoral da CDU Arouca

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Programa Eleitoral (pdf)

É esta a proposta de desenvolvimento que a CDU, Coligação Democrática Unitária, propõe para Arouca.

“promover desenvolvimento tem que ser procurar a felicidade. E ser feliz é produto de amor. Pelos rios, pelas serras, pelos campos, pelas gentes. Aqui, na nossa terra.”

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As nossas propostas

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Olhando hoje para Arouca constatamos que a nossa terra vale pelo que tem de diferente das outras. É nessa diferença, na valorização do que temos, no nosso património (natural, edificado ou imaterial), que nos devemos centrar.

Nesse sentido propomos:

ORDENAMENTO FLORESTAL

Iniciar um processo de ordenamento florestal que contemple: a identificação de zonas prioritárias de intervenção; a plantação de carvalhos, sobreiros, castanheiros; a contenção da expansão desmesurada do eucalipto; a limpeza e manutenção das faixas laterais da rede viária primária e secundária, dos aceiros e dos corta-fogos; o apoio à pastorícia, à apicultura e à pequena agricultura.

Este processo implica o aproveitamento de todos os fundos disponíveis, com a autarquia a dar o exemplo onde é proprietária florestal, a congregar vontades e a disponibilizar apoio técnico aos pequenos proprietários e às associações do sector.

RIOS

O concelho de Arouca é atravessado por diversos rios, do Paiva ao Paivó, do Arda ao Caima, com um sem número de afluentes – rios, ribeiros e riachos -, que necessitam de uma intervenção que recupere a qualidade da água, a diversidade piscícola e ripícola de outrora.

Para que assim suceda é necessário: efectuar regularmente repovoamentos; proceder à limpeza do leito e das margens dos cursos de água; garantir a vigilância e o acesso civilizado aos rios; procurar,juntamente com os concelhos a montante do Paiva, uma solução para a falta de qualidade da água.

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Carta Aberta aos Arouquenses

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Cara(o) Arouquense,

No próximo dia 1 de Outubro realizam-se as Eleições Autárquicas. Nesse dia, não vai apenas ser eleito o presidente da Câmara Municipal de Arouca para 2017/2021, mas sim 7 vereadores, 21 deputados municipais e 134 membros das Assembleias de Freguesia, os quais, por sua vez, terão que encontrar os 48 elementos que vão integrar as Juntas de Freguesia.

São, portanto, 210 autarcas a eleger. Ao reduzir as eleições autárquicas à escolha do Presidente da Câmara tenta-se garantir que apenas candidatos do PS e da coligação PSD/CDS serão eleitos. Quem tem acompanhado o funcionamento dos órgãos autárquicos constata que a diversidade (e um maior peso à esquerda do PS) faria bem aos órgãos autárquicos arouquenses, tal como tem feito bem ao país.

Apesar de todas as insuficiências, algumas das boas medidas que a solução de governo nacional proporcionou, por exemplo a consolidação do aumento de seis e dez euros nas pensões mais baixas e o alargamento da gratuitidade dos manuais escolares a todos os alunos do primeiro ciclo, só foram possíveis graças ao contributo dos partidos que constituem a CDU.

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Entrevista a Francisco Gonçalves – Discurso Directo

(Discurso Directo) – Quais as razões objetivas que o(a) levam a candidatar-se à Presidência da Câmara Municipal?

As razões e o projecto não são pessoais. A CDU entendeu que deveria ser eu o primeiro candidato à Câmara Municipal de Arouca. Aceitei e, por isso, cá estou. As razões da candidatura são as de consolidar o trabalho desenvolvido e possibilitar uma maior diversidade na composição dos órgãos autárquicos.

(DD) – Que visão crítica tem sobre a realidade social, económica e política do município?

O grande problema de fundo do município é a sangria demográfica. De 2001 a 2016, a população residente passou de 24.144 para 21.302 (-11,8%), a faixa etária 0-14 anos caiu de 4.414 para 2926 (-33,7%), a faixa etária de maiores de 65 anos aumentou de 3.910 para 4.184 (+7%), os nados vivos caíram de 240 para 168 (-30%) – o pior registo foi em 2014 (153), em 2015 e 2016 houve um pequeno crescimento -, os óbitos passaram de 229 para 200 (-12,7%), o saldo entre nados-vivos e óbitos continua negativo, 168 nascimentos para 200 óbitos, em 2016.

Para combater este problema, a história recente da Europa mostra que é do económico que pode vir a resposta, o crescimento económico e uma melhor distribuição da riqueza permitem fixar os que cá estão e trazer outros para cá viver, particularmente os que estão em idade biológica de ter filhos.

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